14/01/2022

Com disparada de internações, São Paulo volta a abrir leitos para covid

Por Folha Press em 14/01/2022 às 06:30

Divulgação/Prefeitura de Santos
Divulgação/Prefeitura de Santos

Após nova disparada nas internações por causa da variante ômicron do novo coronavírus, a Prefeitura de São Paulo anunciou a ampliação de 443 para 1.110 leitos exclusivos para pacientes com covid-19 na rede municipal.

Na quarta-feira (12), os hospitais da prefeitura estavam com 66% de ocupação nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 69% nos de enfermaria.

Ao todo, nesta quarta-feira (12), 302 pessoas com covid-19 estavam internadas na rede municipal. O número é 125% maior que há uma semana –as unidades administrados pela gestão Ricardo Nunes (MDB) tinham 134 pacientes hospitalizados com a doença no último dia 5.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os leitos serão disponibilizados nos hospitais municipais Tide Setúbal, Waldomiro de Paula, Brasilândia, Guarapiranga, Parelheiros, Cachoeirinha, Menino Jesus e no hospital Professora Lydia Storópoli.

Também foi anunciado que 33 AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais), UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e AMAs/UBSs Integradas terão o horário de funcionamento ampliado das 19h para as 22h, a partir de segunda-feira (17).

Outras seis unidades, que atendem hoje durante 12 horas, passam a ser 24 horas. Também serão montadas 23 tendas.

A situação nas unidades se agravou nas últimas semanas com o avanço da ômicron e a epidemia de gripe influenza, que levaram ao afastamento de cerca de 1.600 funcionários da saúde municipal, um aumento de 111% em relação ao início de dezembro. A rede estadual também vive problema semelhante.

Pacientes com covid-19 e síndrome gripal têm esperado até seis horas por atendimento nas unidades de saúde.

Segundo nota divulgada da noite desta quinta, profissionais de saúde ligados a organizações sociais iniciarão o cronograma de pagamento de horas extras de 2021 em duas etapas. Metade no primeiro trimestre e a outra metade no segundo trimestre. Essa é uma das reivindicações de médicos da APS (Atenção Primária à Saúde).

“Os profissionais da administração direta, que iniciam a partir desta fase da pandemia o atendimento aos sábados, terão as horas extras pagas juntamente com os salários. As OSSs também estão autorizadas a comprar medicamentos e insumos de forma emergencial”, diz a nota.

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