Trabalhadores da limpeza da região mantêm serviços após assembleia
Por Santa Portal em 26/03/2026 às 11:00
O Siemaco Baixada Santista realizou, na manhã desta quinta-feira (26), uma assembleia com trabalhadores da limpeza urbana na garagem da empresa Terra Santos, em Santos, para informar os desdobramentos da audiência judicial realizada na véspera, na capital paulista.
Durante a reunião, os trabalhadores manifestaram insatisfação com a ausência de uma nova proposta considerada adequada por parte da empresa nas negociações relacionadas ao pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR), que se tornou o principal ponto de impasse entre as partes.
Apesar da mobilização, o sindicato informou que os serviços de coleta e limpeza urbana seguem operando normalmente em toda a região, em cumprimento à decisão judicial que determinou a continuidade das atividades. Segundo a entidade, 100% das equipes permanecem nas ruas, garantindo a manutenção da limpeza e a retirada de resíduos.
“A empresa não precisava chegar a esse ponto. Faltou sensibilidade com os trabalhadores e transparência nas negociações, tanto que a própria Justiça determinou a realização de uma perícia”, afirmou o presidente do Siemaco Baixada Santista, André Domingues.
Desdobramento
O impasse teve novo desdobramento após audiência realizada na quarta-feira (25), quando a Justiça decidiu pela realização de uma perícia contábil para apurar os valores do PPR. O procedimento deverá ser concluído até o dia 6 de abril e tem como objetivo verificar a correção dos cálculos apresentados pelas empresas e contestados pelos trabalhadores.
A decisão judicial foi tomada após os funcionários rejeitarem, de forma unânime, a proposta de pagamento adicional de 50% sobre o valor já recebido anteriormente. O percentual havia sido discutido em audiência anterior, realizada no dia 20.
De acordo com o sindicato, não houve apresentação de uma nova proposta durante a audiência mais recente, mesmo após a negativa dos trabalhadores das cidades de Santos, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Guarujá e São Vicente. A entidade afirma que a principal reivindicação da categoria permanece sendo a transparência nos cálculos do PPR, com detalhamento dos valores pagos.