Polícia fecha laboratório de drogas sintéticas e crime organizado tem prejuízo de R$ 2,9 milhões
Por Santa Portal em 26/06/2025 às 11:00
Policiais da Delegacia de Guarujá desmantelaram um laboratório de drogas sintéticas no município, prenderam um homem apontado como um de seus responsáveis, apreenderam 59,3 quilos de entorpecentes fabricados no local e deram um prejuízo ao crime organizado estimado em R$ 2,95 milhões.
A captura ocorreu na quarta-feira (25) em uma casa localizada na Rua Acre, no bairro da Pedreira, endereço do laboratório clandestino. Francisco Geone de França, de 47 anos, foi surpreendido na produção do material ilícito, sendo autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 34 da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas).
Essa regra pune com reclusão, de três a dez anos, quem fabrica, adquire, utiliza e possui, entre outras condutas, “maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.
Segundo a Polícia Civil, o laboratório é “sofisticado” e um dos principais pontos de produção de drogas sintéticas distribuídas na Baixada Santista. A sua descoberta foi fruto de meses de investigações. Ao ser preso, Francisco operava um maquinário destinado ao preparo de comprimidos de ecstasy e de MD (metilenodioximetanfetamina).
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No imóvel havia uma estrutura completa para a fabricação de entorpecentes, incluindo estufa climatizada, decantadores, misturadores industriais, tonéis térmicos, máquinas dosadoras, balanças de precisão, máscaras de proteção e diversos insumos químicos, como soda cáustica e corantes alimentícios.
A pesagem dos comprimidos, que ostentavam as cores roxa, branca, amarela, verde e rosa, totalizou 59,3 quilos. O material passa por perícia para a identificação de todas as substâncias químicas usadas em seu preparo. Para os agentes, a ação colocou ponto final em uma importante cadeia de produção e distribuição de drogas sintéticas.
A estimativa do prejuízo imposto ao crime organizado com a retirada das drogas de circulação decorre do valor médio de R$ 50,00 que é cobrado dos usuários por um comprimido (um grama) de ecstasy ou MD. As investigações prosseguem para identificar outras pessoas ligadas ao laboratório. (EF)