Ouvidoria pede afastamento de policiais acusados de participar de estupro coletivo em Guarujá

Por Santa Portal em 05/02/2024 às 16:20

Reprodução/Google Maps
Reprodução/Google Maps

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo entrou com o pedido para o afastamento dos 11 policiais militares supostamente envolvidos em um estupro coletivo contra uma mulher de 33 anos, no ano passado, em Guarujá.

Por causa da gravidade das acusações, o órgão enviou um ofício para a Polícia Judiciária solicitando mais informações sobre o caso e a Corregedoria da PM também foi acionada, com o pedido de afastamento dos PMs de suas funções.

O Santa Portal entrou em contato com a Ouvidoria para obter mais informações sobre o posicionamento do órgão neste caso. Assim que a Ouvidoria da Polícia de SP responder a solicitação, a matéria será atualizada.

Entenda o caso

Uma mulher de 33 anos afirma que ficou grávida após ser vítima de um estupro coletivo cometido por 12 homens, a maioria policiais militares, em uma casa de temporada, em Guarujá. Segundo a vítima, ela conhece os autores, que a doparam, mas não os identificou ao registrar o boletim de ocorrência devido ao medo de represálias.

A violência ocorreu no dia 10 de agosto de 2023, mas só foi comunicada pela vítima em 12 de dezembro à equipe da delegada Thaísa da Silva Borges, da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo, que fica no Cambuci, na região central. Como o crime ocorreu em Guarujá, as investigações estão a cargo da DDM desta cidade.

A casa de temporada fica na Avenida Hans Stadem, 188, no Balneário Praia de Pernambuco. A mulher relatou que se dirigiu ao imóvel após aceitar convite dos PMs para participar de um churrasco. Uma amiga e um amiga dela, que não é da PM, também foram ao evento, no qual a vítima diz que perdeu os sentidos após ingerir uma bebida.

A denunciante disse ter consumido pouca bebida alcoólica, declarando acreditar que foi dopada. Nessa hipótese, o crime em tese cometido foi o de estupro de vulnerável – quando a vítima não tem condições de resistir à violência. O delito é considerado hediondo e a sua pena varia de oito a 15 anos de reclusão.

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