Inflação no setor de alimentação desacelera e refeições e lanches ficam mais baratos
Por Santa Portal em 13/03/2026 às 11:00
Depois de altas consecutivas, aos poucos, a inflação no setor de alimentação perde força. De acordo com os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE, este é um dos setores que teve melhor desempenho. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel – Baixada Santista), que representa cerca de 10 mil comerciantes de bares e restaurantes do litoral de São Paulo, acompanha os índices mensalmente.
Em fevereiro, o índice geral do IPCA foi de (0,70%), superior a janeiro (0,33%) e puxado pela alta no setor Educação (5,21%). Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de (3,81%), abaixo dos (4,44%) observados no período anterior. Apesar da alta mensal, o setor de alimentação e bebidas se saiu bem dentre nove setores analisados todos os meses.
O grupo alimentação e bebidas saiu de (0,23%) em janeiro para (0,26%) em fevereiro. A alimentação fora do domicílio caiu de (0,55%) em janeiro para (0,34%) em fevereiro. A refeição saiu de (0,66%) em janeiro para (0,49%) em fevereiro e o lanche passou de (0,27%) para (0,15%) no mesmo período.
Entre os produtos em alta estão: açaí (25,29%), feijão carioca (11,73%), ovo de galinha (4,55%) e carnes (0,58%). Do lado das quedas, os destaques são: as frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%).
“A redução dos preços das refeições e lanches fora de casa é fruto da atividade de comerciantes que têm buscado equilibrar custos e manter os preços acessíveis ao consumidor. Ainda assim, a pressão de alguns insumos, como o açaí, o feijão e os ovos, continua impactando a operação. O desafio segue sendo administrar tudo isso sem comprometer a demanda”, conta o líder institucional da Abrasel Baixada Santista, Luan Paiva.
Outro grupo analisado pelo IBGE que teve alta foi o de transportes, com índice de 0,74%, o segundo com a maior variação e que afeta diretamente os custos logísticos e de distribuição das operações de quem trabalha com alimentação.
“Os dados indicam um momento de ajuste no setor de alimentação fora do domicílio, com desaceleração na variação dos preços praticados por bares e restaurantes. Esse movimento reflete a preocupação dos empresários em preservar o consumo e manter a competitividade. Ainda assim, a atividade continua enfrentando pressões vindas de diferentes frentes da economia, como o avanço dos custos de transporte, que impactam a logística e o abastecimento”, analisa o líder de relacionamento da Abrasel Baixada Santista, Guilherme Karaoglan.