Homem é preso suspeito de dar carona e estuprar jovem com autismo no RJ
Por UOL/Folhapress em 13/03/2026 às 12:16
Um homem foi preso na última quarta-feira (11) suspeito de violentar sexualmente uma mulher com TEA (Transtorno do Espectro Autista) no Rio de Janeiro.
O crime aconteceu quando a vítima estava tendo uma crise e usava um cordão identificador. De acordo com a Polícia Civil, em fevereiro, ela andava a caminho do hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, quando o homem a abordou na rua.
Suspeito ofereceu uma carona, mas desviou o trajeto. “Eu estava completamente desorientada e fugi de casa para ir para o hospital. Ele pareceu muito compreensivo, falou que entendia um pouco de autismo e que era muito ruim estar em crise”, relatou, sem se identificar, à TV Globo.
Ele a teria levado para a praia da Reserva, onde a violentou. Em seguida, o homem a levou no hospital e fugiu. “Saí correndo e falei para primeira pessoa que eu vi: ‘me ajuda, eu fui estuprada'”, relembra. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher Jacarepaguá.
Imagens de câmera de segurança da Civitas, uma central de vigilância da prefeitura, registraram o trajeto que o agressor fez. A investigação conseguiu identificar o local da abordagem, um posto Ipiranga da Barra da Tijuca, o carro usado e todo o caminho realizado por ele -que inclui a avenida Ayrton Senna.
O suspeito foi preso preventivamente na Barra da Tijuca por estupro de vulnerável. A polícia também constatou que ele tinha cadastro como motorista de aplicativo.
Ele não teve a identidade revelada, por isso a reportagem não pôde procurar sua defesa. O espaço segue aberto para manifestação.
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CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL
O que diz a lei
O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal. A pena inicial varia de seis a dez anos de prisão, podendo chegar a 12 anos em caso de lesão corporal e a 30 anos em caso de morte.
A legislação também prevê punição para a divulgação de cena de estupro, prevista no artigo 218-C do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão.
Como denunciar
Em casos de flagrante, a orientação é ligar para 190, da Polícia Militar.
Também é possível fazer denúncias pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior.
O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Vítimas de estupro podem procurar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico e, nos casos previstos em lei, realizar interrupção legal da gestação.
Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. No entanto, o exame de corpo de delito depende do registro policial.
Esse exame pode ser realizado posteriormente, mas é recomendado que seja feito o mais próximo possível do momento da violência, para preservar provas.