03/02/2026

Fies tem inscrições abertas para 2026; saiba como aproveitar sem cair em armadilhas

Por Lucas Leite/Folhapress em 03/02/2026 às 09:55

Divulgação
Divulgação

O MEC (Ministério da Educação) abre nesta terça-feira (3) as inscrições do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) do primeiro semestre de 2026.

O programa do governo federal oferece financiamento com juros zero para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. O pagamento do valor financiado tem início após a conclusão do curso, com parcelas ajustadas à renda do aluno.

Para se inscrever no Fies, os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior até a próxima sexta-feira (6). O resultado do processo será divulgado no dia 19 de fevereiro.

São aptos a participar do processo os candidatos que tenham obtido notas do Enem a partir da edição de 2010 igual ou superior a 450 pontos nas quatro áreas do conhecimento e que não tenham zerado a redação. Além disso, os interessados precisam ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863).

Metade das vagas será reservada para candidatos do Fies Social. Para participar dessa faixa de benefício, o estudante deve ter renda familiar de até meio salário mínimo (R$ 810,50) e ser inscrito no CadÚnico (cadastro único dos programas sociais do governo federal).

O que considerar antes de contratar o Fies?

Para auxiliar os candidatos interessados em participar do programa, a reportagem conversou com Juliana Inhasz, economista e professora do Insper, que reuniu dicas antes da decisão.

Pense no propósito e no potencial do curso

Antes de recorrer ao financiamento estudantil, a principal avaliação não está nos números, mas no propósito. De acordo com a Inhasz, o estudante precisa refletir se o curso escolhido está alinhado ao seu projeto de vida e às metas profissionais de longo prazo.

“Não adianta financiar um curso qualquer. Se eu queria engenharia e passei para pedagogia, mas não é o meu plano de vida, talvez eu tenha que repensar essa escolha para conseguir aproveitar o financiamento”, orienta a economista.

Outros fatores devem pesar na escolha. Entre eles, a empregabilidade e a demanda do mercado de trabalho, as perspectivas salariais da profissão, além da taxa de evasão e da qualidade do curso na universidade escolhida.

“Quando a instituição não oferece boa formação ou o curso tem baixa valorização no mercado, o retorno financeiro após a formatura tende a ser limitado, o que torna o investimento pouco vantajoso.”

Pesquise e faça simulações

Um dos erros comuns entre os candidatos é concentrar a decisão apenas na vantagem imediata de não pagar a mensalidade durante o curso. Inhasz alerta que é fundamental analisar o valor total da dívida e o prazo de quitação. Mesmo nas modalidades com juros subsidiados, o custo final do financiamento tende a crescer ao longo do tempo.

Diante desse cenário, a recomendação é objetiva: fazer simulações antes de assinar

loading...

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.