Corinthians vê 'caso Furquim' travar negociação com Bahia por Kayky
Por Fábio Lázaro/Folhapress em 03/02/2026 às 11:07
O Corinthians pode enfrentar mais uma negociação frustrada sob a gestão do presidente Osmar Stábile. A contratação do atacante Kayky, do Bahia, está praticamente descartada em razão de um litígio envolvendo o clube alvinegro, o Grupo City e os representantes do atleta.
Herança do caso Furquim
A situação é tratada internamente como consequência direta do chamado “caso Kauê Furquim”, ocorrido em agosto do ano passado. À época, o Corinthians rompeu relações com o Grupo City após o conglomerado, responsável pela SAF do Bahia, pagar a multa rescisória de R$ 14 milhões para o mercado nacional e tirar o jovem Kauê Furquim do Parque São Jorge.
A irritação corintiana se deu porque a investida aconteceu em meio às tratativas de renovação do contrato da promessa, que já vinha sendo relacionada para partidas do time profissional. O clube paulista, inclusive, acionou o Bahia na Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF, alegando aliciamento e solicitando o pagamento da multa de 50 milhões de euros para o mercado internacional, considerando que o City é um grupo estrangeiro.
Além da ruptura com o Grupo City, o Corinthians também encerrou a relação com o estafe de Furquim o mesmo que administra a carreira de Kayky . Esses fatores levaram Osmar Stábile a adotar uma postura firme e vetar a negociação. Nos bastidores do Parque São Jorge, o negócio já é considerado encerrado.
Comunicação truncada
Internamente, a diretoria do Corinthians trata Kayky apenas como um atleta oferecido ao clube. O UOL, no entanto, apurou que houve um acerto verbal para a contratação, firmado pelo departamento de futebol alvinegro.
Mesmo assim, o executivo Marcelo Paz conduzia o tema com cautela, especialmente após o episódio recente envolvendo a negociação frustrada pelo volante Alisson, do São Paulo. O dirigente, porém, foi preservado de críticas internas, já que não fazia parte do clube no momento do rompimento entre Corinthians, Bahia e os representantes de Kayky.
Por outro lado, profissionais que integravam o departamento de futebol no ano passado e permanecem no clube são apontados internamente como responsáveis por mais um episódio de divergência entre o setor e a presidência.