Projeto "Raízes e Memórias" promove arquitetura do encontro entre natureza, convivência e permanência
Por Santa Portal em 28/05/2026 às 06:00
A arquitetura que não busca apenas impressionar, mas acolher. Esse é o objetivo do projeto “Raízes e Memória”, que integra a mostra Casa Estilo, que acontece no Balneário Praia do Pernambuco, no Guarujá, até 19 de julho. São ambientes exclusivos dentro de uma residência com 1,5 mil metros quadrados.
O ambiente Raízes e Memórias, concebido como um espaço gastronômico multiuso, abriga a Pizzaria Bonacorso, que funciona como uma extensão viva da casa, onde cozinhar, conversar e celebrar fazem parte da mesma experiência espacial. O projeto é do arquiteto Alessandro Lopes, da paisagista Natacha Guerrero e do engenheiro civil Paulo Marcochi.
De acordo com o arquiteto Alessandro Lopes, o projeto parte de uma compreensão essencial sobre o papel da arquitetura contemporânea. “Pensamos o espaço como uma arquitetura do encontro. Mais do que uma área gourmet, queríamos criar um ambiente capaz de aproximar pessoas, desacelerar o tempo cotidiano e transformar a convivência em experiência”, disse.
Os ingressos estão à venda no link.
Contemporâneo
A materialidade natural, marcada pela presença da madeira, pelos tons terrosos e pela iluminação indireta contínua, constrói uma atmosfera contemporânea e silenciosa. O desenho privilegia o conforto visual e a fluidez dos encontros, permitindo que o espaço se adapte tanto a pequenas reuniões familiares quanto a celebrações e momentos de contemplação cotidiana.
O paisagismo amplia essa intenção ao aproximar o ambiente da natureza de forma orgânica e sensorial. A vegetação atua como elemento de equilíbrio entre abrigo e paisagem, trazendo frescor, textura e sensação de permanência. “O paisagismo foi pensado para que o espaço respirasse junto com as pessoas. A vegetação não aparece apenas como composição estética, mas como presença viva que acolhe e humaniza o ambiente”, revela a paisagista Natacha Guerrero.
A arte em bambu, os elementos produzidos por artesãos locais e as peças desenvolvidas a partir da reciclagem e da economia criativa ajudam a construir uma identidade própria para o espaço. Mais do que composição estética, esses elementos carregam originalidade, memória afetiva, textura e autenticidade, aproximando arquitetura, cultura e natureza em uma mesma experiência espacial.
A engenharia, por sua vez, atua de forma discreta, garantindo funcionalidade, conforto e integração técnica sem interferir na leveza visual do projeto. “Nosso desafio foi fazer com que toda a infraestrutura funcionasse de forma eficiente e silenciosa, permitindo que a experiência do espaço acontecesse com naturalidade”, destaca o engenheiro Paulo Marcochi.
O nome Raízes e Memórias sintetiza o conceito central do projeto. Raízes representam identidade, pertencimento e conexão com aquilo que sustenta. Memórias representam os encontros e experiências que permanecem no tempo. Entre matéria, luz, natureza e convivência, o espaço transforma o cotidiano em algo mais duradouro: presença.
Mais do que um ambiente gastronômico, o local propõe uma reflexão simples e poderosa sobre a arquitetura contemporânea: os espaços mais importantes da vida não são necessariamente os maiores ou mais sofisticados, mas aqueles onde as pessoas desejam permanecer.