Suspeito de participar de assassinato de policial civil é preso em operação nos morros de Santos

Por Santa Portal em 01/04/2026 às 05:00

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (31), um homem apontado como suspeito de envolvimento no assassinato do policial civil Marcelo Gonçalves Cassola, morto em 2022, em Santos, no litoral de São Paulo. A captura ocorreu durante a operação “Cerco Fechado”, deflagrada nos morros da cidade.

O detido é Luiz Gustavo Souza dos Santos, de 23 anos, conhecido como “Sem Coração”. Contra ele havia mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Segundo a polícia, além da suspeita de participação no homicídio, ele também é investigado por tráfico de drogas e outros crimes.

A ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Santos e mobilizou diversas unidades policiais, com foco em áreas de difícil acesso e consideradas estratégicas para o combate ao crime organizado. As investigações que embasaram a operação foram conduzidas ao longo de cerca de três meses.

Além de tentar esclarecer o assassinato do agente, a ofensiva teve como objetivo reprimir o tráfico de entorpecentes, localizar suspeitos de crimes graves e cumprir mandados judiciais. O preso foi levado para uma unidade policial, onde teve a prisão formalizada, e posteriormente encaminhado ao sistema penitenciário.

O Santa Portal não localizou a defesa de Luiz Gustavo até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Caso Cassola segue cercado de lacunas

A prisão ocorre em meio a reviravoltas recentes no desdobramento da execução do papiloscopista Marcelo Gonçalves Cassola, de 50 anos.

Em decisão em janeiro, a Justiça de Santos impronunciou cinco acusados pelo homicídio. Ou seja, entendeu que não há provas suficientes para levá-los a júri popular. A juíza responsável destacou que os elementos apresentados se baseavam, em grande parte, em relatos indiretos, sem sustentação probatória consistente. Antes disso, sete suspeitos de envolvimento foram presos.

O corpo de Cassola foi encontrado na ciclovia da Avenida Francisco Ferreira Canto, na Caneleira, nas imediações do Estádio Espanha, do Jabaquara Atlético Clube, às 21h30 de 22 de agosto de 2022. Com uma corda enrolada entre as mãos e as pernas, o policial apresentava sinais de tortura e mais de 30 marcas de tiros de fuzil e de pistolas calibres 9 milímetros e ponto 40.

O agente público era papiloscopista, chefiava o setor de identificação no Palácio da Polícia, no Centro de Santos, e integrava a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região (Sinpolsan). Cassola era casado e deixou dois filhos, na época, com 1 e 5 anos. Por ocasião do crime, o policial dirigia o seu Honda Fit, que foi levado pelos bandidos. Posteriormente, o carro foi achado abandonado em Cubatão.

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