Saída de Carlomagno foi cartada de novo presidente por aliados
Por Valentin Furlan/Folhapress em 23/01/2026 às 17:45
A saída de Marcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo, foi uma sinalização do novo presidente do clube, Harry Massis Júnior, à sua nova base política.
Reverberação política
Como o UOL revelou, Carlomagno deixará o São Paulo. Braço direito de Julio Casares, que renunciou ao cargo na tarde desta quinta-feira (22), Marcio teve, na tarde de terça-feira, uma conversa com Massis que selou sua saída do clube. A decisão será oficial em breve.
A medida foi muito festejada por opositores de Julio Casares, pivôs do avanço do processo de impeachment que afastou o ex-mandatário e colocou Massis na presidência do clube.
Horas antes da partida contra a Portuguesa, no Morumbis, Massis realizou uma reunião com coordenadores da antiga oposição, que reafirmaram apoio ao presidente. Ex-opositores foram, em seguidas, convidados a assistir à derrota por 3 a 2 no camarote da presidência.
No encontro, o novo presidente garantiu que realizará mais alterações no corpo diretivo do clube. Ressaltou, porém, que não ‘acelerará’ mudanças e que o foco seguirá em ‘abaixar a poeira’ política que tomou os bastidores do Morumbis nos últimos meses.
Pressão por ‘limpa’
O UOL revelou, conselheiros de oposição a Casares pedem a Massis a demissão de vários diretores e gerentes remunerados. Executivo de futebol, Rui Costa foi poupado neste primeiro momento.
Dentre os alvos dos oposicionistas estavam: Marcio Carlomagno (superintendente geral), Sérgio Pimenta (diretor financeiro), José Eduardo Martins (diretor de comunicação), Érica Duarte (gerente do jurídico), Erika Podadeira (diretora executiva administrativa), Eduardo Rebouças (diretor de infraestrutura), Antonio Donizete Gonçalves (diretor social) e Eduardo Toni (diretor de marketing).
A avaliação é que que Massis deveria realizar ‘uma limpa’ nos departamentos do clube, como uma forma de se descolar da gestão de Casares, afastado do clube.