PM acusado pela morte de menina de 2 anos é julgado em Peruíbe
Por Santa Portal em 04/03/2026 às 20:00
O policial militar Luís de Farias Pacheco, denunciado pela morte da menina Hillary Souza Valadares, de 2 anos, passa por júri popular nesta quarta-feira (4), no Fórum de Peruíbe, no litoral de São Paulo. O caso, que ocorreu em fevereiro de 2019, será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. O julgamento deve seguir nesta quinta-feira (5).
O processo tramita na 1ª Vara do Foro de Peruíbe, sob condução da juíza Juliana Neves Ayello. Em 2023, o réu foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por homicídio qualificado por perigo comum. O policial responde ao processo em liberdade. O Santa Portal tentou contato com a defesa do PM, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Depoimento por videoconferência
Para o julgamento, a Justiça autorizou que algumas testemunhas sejam ouvidas por videoconferência. Entre elas um policial militar que atua na 2ª Companhia do 53º Batalhão da PM do Interior, em Águas de Santa Bárbara (SP), a cerca de 430 quilômetros de Peruíbe.
Na decisão, a magistrada considerou a distância e os custos de deslocamento para permitir, de forma excepcional, a participação remota na sessão do júri, por meio da plataforma Microsoft Teams. A juíza também registrou que eventual falha técnica não acarretará nulidade do julgamento, uma vez que a testemunha não é considerada imprescindível.
Relembre o caso
Hillary morreu após ser atingida na cabeça durante uma perseguição policial, em 12 de fevereiro de 2019.
Os PMs estavam perseguindo criminosos, que tinham assaltado uma mulher na frente de sua residência. O marido da vítima pediu ajuda ao motorista de um carro, que era um policial à paisana. Esse agente saiu com seu próprio automóvel atrás dos assaltantes, até que se iniciou uma troca de tiros no cruzamento das ruas Marília e Padre Vitalino.
A família de Hillary estava perto do local, após ter feito compras em um supermercado da região. O pai da menina parou o seu veículo para fazer algumas anotações, quando uma das balas entrou pelo para-brisa, perfurou o banco dianteiro e atingiu a cabeça de Hillary.
A criança chegou a ser socorrida com vida e levada para a Santa Casa de Santos, onde morreu após três dias de internação.
Em 2020, o caso chegou a ser arquivado pelo Ministério Público. No entanto, a família da menina pagou um perito particular, que fez a reconstituição do caso. Com a informação de que o disparo fatal teria partido do veículo utilizado pelos policiais militares, o MP reabriu o caso.