Preço da maçã sobe no início de 2026, mas normalização deve ocorrer em breve

Por Anna Clara Morais em 05/03/2026 às 16:00

Consumidores da Baixada Santista têm notado um aumento no preço da maçã neste primeiro trimestre. No entanto, segundo a economista Juliana Inhasz, a elevação não é uma surpresa para o mercado. O movimento é provocado por um ajuste na oferta devido à nova safra, somado a fatores climáticos e custos de produção.

“É importante falar que esse aumento não é incomum. Ele costuma aparecer neste período em que a oferta ainda está se ajustando por conta da nova safra. É um efeito generalizado”, explica a especialista.

Por que a maçã ficou mais cara?

De acordo com a economista, três pilares principais sustentam essa alta recente.

  1. Variação climática: a maçã é sensível a extremos. Estiagens ou excesso de chuva reduzem a produtividade e a qualidade do fruto;
  2. Custos de produção: gastos com logística, transporte e fertilizantes impactam diretamente o valor final nas prateleiras;
  3. Ciclo da safra: neste início de ano, as principais variedades da fruta apresentam poucas opções no mercado.

Quanto ao comércio exterior, a economista esclarece que o cenário atual é ditado pela produção doméstica. “O que está ajudando a formatar esse cenário é a produção mesmo, que está um pouco menor e ainda se regularizando”, afirma.

Pressão em outras frutas

A tendência de alta não é exclusiva da maçã. Frutas como banana, laranja, mamão e pera também seguem a mesma linha de oscilação devido à instabilidade do clima.

“As estações estão cada vez menos marcadas, com eventos climáticos extremos que geram pressões sobre a produção e, naturalmente, os preços aumentam”, pontua Juliana Inhasz.

Quando o valor deve baixar?

A normalização dos preços depende diretamente da padronização da oferta e do escoamento dos estoques. Para o consumidor, a palavra de ordem agora é paciência, embora a previsão seja de melhora no curto prazo.

“Isso demora um pouco, mas não deve levar tanto tempo. Já estamos em março, muito provavelmente em breve esses preços estarão normalizados, mas também depende muito do mercado, do estoque dos supermercados e do apetite do consumidor”, conclui a economista.

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