Grávida encontrada morta em Praia Grande havia sido agredida após discussão por ciúmes, diz polícia

Por Santa Portal em 08/03/2026 às 12:00

Reprodução/Redes sociais
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A Polícia Civil passou a investigar como suspeita de feminicídio a morte de Jaqueline Araújo de Andrade, de 30 anos, encontrada sem vida dentro de casa ao lado do companheiro, João Batista de Moraes, também de 30, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Jaqueline estava grávida de cerca de 20 semanas. Vizinhos relataram em depoimento que a vítima havia sido agredida após discussão por ciúmes dias antes do crime. O homem suspeitava que o filho era fruto de uma relação fora do relacionamento.

Os corpos foram localizados na noite de quinta-feira (6) em uma residência na Rua Rocha Pombo, no bairro Trevo, após um vizinho perceber um forte odor vindo do imóvel e decidir entrar no local para verificar a situação.

O homem foi encontrado enforcado, enquanto a mulher estava no chão, debaixo de um cobertor, ao lado da cama. Ambos já estavam em avançado estado de decomposição, e o óbito foi constatado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio e encontro de cadáver no 3º Distrito Policial de Praia Grande. No entanto, segundo a delegada Lyvia Bonella, responsável pelo caso, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) passou a considerar a hipótese de feminicídio, após ouvir moradores da região e pessoas próximas ao casal.

A polícia tomou conhecimento de que os dois teriam discutido no sábado (28), ocasião em que o homem teria agredido fisicamente Jaqueline. Ainda conforme relatos reunidos pela investigação, o casal teria sido interpelado por integrantes do crime organizado na região após a briga.

Na ocasião, o homem teria alegado que perdeu o controle ao afirmar que a mulher estaria grávida de outra pessoa. Depois desse episódio, nenhum dos dois foi mais visto.

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Moradores ouvidos pela polícia também relataram que a relação entre eles era marcada por discussões frequentes e episódios de ciúmes, o que reforçou a linha de investigação que considera a possibilidade de feminicídio seguido de suicídio.

A Polícia Civil aguarda agora os laudos do Instituto Médico Legal (IML), que devem apontar a causa da morte de Jaqueline e a data aproximada do crime.

Outro ponto que chama a atenção no caso é que Jaqueline nunca registrou boletim de ocorrência contra o companheiro por violência doméstica. No sistema policial, há apenas um registro feito pela família em 2022, comunicando o desaparecimento da mulher.

Segundo a investigação, familiares chegaram a encontrá-la posteriormente, mas não retornaram à delegacia para atualizar o registro, o que fez com que, formalmente, ela continuasse constando como desaparecida até o momento em que foi encontrada morta.

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