13/12/2021

Ômicron é mais transmissível, mas causa menos mortalidade, diz infectologista

Por Santa Portal em 13/12/2021 às 21:42

Reprodução
Reprodução

O infectologista Marcos Caseiro, em entrevista ao Caderno Regional, na Santa Cecília TV, esclareceu dúvidas recorrentes sobre a nova variante ômicron, do coronavírus. Segundo o especialista, ainda faltam estudos publicados a respeito da mutação do vírus, mas mesmo assim, é possível observar que, apesar de ser mais transmissível, ele não tem causado aumento da mortalidade.

A nova cepa da covid-19 já causa um número maior de hospitalizações no Reino Unido, o que preocupa países como o Brasil, que acompanha alguns casos, inclusive no estado de São Paulo. “Eu acho que, desafortunadamente, temos muitas informações por aí, e nós precisamos de tempo para ter um melhor entendimento. As evidências atuais são inequívocas. Primeiro, que ela transmite muito mais, não tenha dúvida. Já temos essa variante, praticamente no mundo inteiro, e está tendo, inclusive aqui no Brasil, em São Paulo”, diz Caseiro.

Sobre se a variante é mais patogênica, ou seja, causa mais doença e mais mortalidade, ainda não é certo, e não há estudos publicados que mostram certeza. “Uma coisa eu posso dizer pela simples observação: Desde o surgimento dela, quando a Organização Mundial da Saúde colocou como cepa de preocupação, nós não temos observado uma mortalidade que se acrescentou muito relacionada a essa cepa. Os dados mostram que ela transmite muito mais, não tenha dúvida, mas parece que ela é uma cepa mais atenuada e não leve a casos mais graves do que as cepas anteriores”, explica.

O especialista ainda conta que ainda é preciso ter mais informações a respeito dos casos fatais de covid-19 com a variante ômicron, como se a vítima possuía comorbidades, ou se estava vacinada ou não. “Essa cepa entrou como uma cepa de preocupação no dia 25, nós estamos praticamente no dia 14, você não tem ouvido, e a gente não está vendo um aumento muito grande do número de mortes. Nós temos observado um número muito grande de casos novos, de pessoas se infectando, algumas pessoas necessitando de hospitalização, mas em termos de mortalidade isso não aconteceu concomitantemente, como por exemplo aconteceu com a cepa delta nesses países europeus.”

O infectologista explica que os diferentes tipos de coronavírus têm a tendência de sofrer processos de mutação, e apesar de poderem causar reinfecção, a mortalidade dos vírus se atenua. Ainda assim, a vacinação é indispensável para a proteção total.  “Quando você faz esse reforço com três doses, elas trariam uma proteção bastante elevada. Então isso é muito favorável, devemos garantir o máximo de vacina na população, principalmente na população mais vulnerável, que é a acima de 60 anos”.

O infectologista Marcos Caseiro também comentou sobre a obrigatoriedade do uso do passaporte da vacina em aeroportos e meios terrestres, além da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos. Confira a entrevista completa no vídeo:

loading...

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.