Descarte incorreto de máscaras de proteção prejudicam o meio ambiente
Por Santa Portal em 05/07/2021 às 11:12
Após um ano de pandemia, estima-se que o Brasil possa descartar mais de 12,7 bilhões de máscaras de tecido. Quantidade suficiente para encher 457 piscinas olímpicas, segundo o Instituto Akatu. A grande preocupação com isso é a irregularidade no descarte, que pode colocar a vida de outras pessoas em risco e contaminar o meio ambiente.
A presidente da Subseção Litoral Da ABES-SP, Olivia Pompeu de Mendonça Coelho, afirmou que são descartadas 129 bilhões de máscaras em todo o planeta. Por ser um novo hábito, merece a atenção e a preocupação de todos. “Máscaras descartáveis não são recicláveis, portanto não devem ser descartadas junto com materiais recicláveis”, alertou.
Meio ambiente
Os utensílios de proteção nem sempre vão para o lixo. Podem ser encontrados nas areias, canais e até nos mares.
Segundo a bióloga Helen Sadauskas Henrique, os animais marinhos podem confundir as máscaras com alimentos. A ingestão pode causar problemas gastrointestinais, que, a longo prazo pode levar a extinção de espécies. “Pode parecer drástico, mas a utilização de máscaras não vai acabar agora. Vamos utilizar por um bom tempo, então é fundamental ter consciência ambiental”, disse.
“Isso não é só aqui na Baixada Santista. Pode ser observado em outras cidades do país. E isso passou a fazer parte das planilhas de pesquisa”, comentou Gabriela Otero, do projeto Lixo Fora D’Água.
Modelos de reutilização
Para Helen, uma saída é copiar modelos de reutilização de máscaras adotados por outros países. “Existem alguns estudos que verificaram a viabilidade da utilização dessas máscaras em pavimentação de estradas e isolantes acústicos”, explicou.
Como descartar máscaras corretamente
De acordo com o infectologista Roberto Foccacia, o cuidado deve começar já na hora de retirar. “Devemos pegar pela alça, sem manipular a face externa da máscara. Depois, colocar em um saco plástico ou de papel e fechar bem. Em seguida, descartar no lixo do banheiro. A técnica correta evita a contaminação de outras pessoas”, destacou.