Como saber se seu filho tem Transtorno de Déficit de Atenção
Por Santa Portal em 12/12/2021 às 07:55
O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é o transtorno comportamental mais comum na infância, atingindo até 5% das crianças. Geralmente, 95% das crianças precisam apresentar este quadro até os 12 anos de idade, e normalmente essa característica é observada quando elas iniciam os anos escolares.
No geral, são os professores, os primeiros a observarem a diferença no comportamento da criança e pedirem o encaminhamento para avaliação médica.
“A criança mais agitada, muitas vezes se confunde com a criança que tem TDAH e é muito importante, tanto para pais como para profissionais que trabalham com essas crianças saberem qual a forma correta de se fazer o diagnóstico”, diz o Dr. Marcone Oliveira.
“É importante lembrar que a criança com TDAH pode, muitas vezes, não ser agitada, mas sim ter uma desatenção tão grande que a prejudica no dia-a-dia”, ressalta.
Para saber se a criança tem TDAH e qual o tipo predominante, é necessário usar os chamados critérios diagnósticos que se encontram no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição (DSM5).
Estes critérios (sinais e sintomas) são divididos em dois grupos para identificar a criança com TDAH.
Veja os critérios abaixo:
Déficit de Atenção
- Desatenção a detalhes e erros;
- Dificuldade em sustentar atenção; parece não ouvir;
- Dificuldade com instruções, regras e prazos;
- Desorganização;
- Evita/reluta tarefas de esforço mental;
- Perde, esquece objetos;
- Alta distração;
- Não automatiza tarefas do cotidiano.
Hiperatividade e impulsividade
- Movimento excessivo do corpo durante postura;
- Dificuldade em permanecer sentado;
- Sobe, escala, exposição em perigos;
- Acelerado para as atividades;
- Faz tudo “a mil”;
- Fala demais e se intromete;
- Responde antes de concluir perguntas;
- Dificuldade em esperar;
- Interrompe inoportunamente.
Qual o exame (laboratorial ou de imagem) faço para saber o diagnóstico?
É importante lembrar que o diagnóstico é essencialmente clínico, não existem exames laboratoriais ou de imagem que possam ser feitos para definir o quadro. Ou seja, não existe um marcador biológico detectável.
“O diagnóstico dessas crianças deve ser feito através de uma avaliação interdisciplinar que envolvem profissionais da psicologia, da fonoaudiologia, psicopedagogia e professores, sempre que possível. Além deste diagnóstico, é de bom tom usarmos escalas para definição de sintomas. E não podemos esquecer que a família exerce um papel importante e fundamental na construção deste diagnóstico”, finaliza o especialista.