Suspeito de atirar para o alto durante 'pancadão' em morro de Santos consegue liberdade provisória
Por Santa Portal em 28/03/2026 às 18:00
Suspeito de atirar para o alto durante um ‘pancadão’ de Carnaval no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo, Renato Olímpio Paula, de 41 anos, conseguiu liberdade provisória, após a Justiça atender um pedido feito pela sua defesa.
Renato, também conhecido como ‘Oval’, estava preso desde o dia 25 de fevereiro. Ele foi solto pela Justiça nesta sexta-feira (27) e aguardará a conclusão das investigações em liberdade.
Procurado pelo Santa Portal, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) disse que, como o processo está em segredo de justiça, não pode fornecer informações sobre o caso.
Como foi a prisão
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, Renato Olímpio Paula, também conhecido como ‘Oval’, foi localizado no dia 25 do mês passado por policiais da 2ª Dise/Deic na Avenida Antônio Emmerich, no bairro Vila Cascatinha, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Ele estava dirigindo um Jeep Compass quando foi abordado pelos policiais e preso. Posteriormente, Renato foi encaminhado ao Palácio da Polícia em Santos.
Após a prisão de ‘Oval’, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na casa do suspeito, no Morro do Tetéu, no bairro Caneleira.
Renato já tinha passagens anteriores pela polícia por crimes como receptação, furto, roubo e tráfico de drogas.
Entenda o caso
Os disparos de arma de fogo efetuados por Renato foram registrados entre a noite do dia 14 e a madrugada do dia 15 de fevereiro, durante um evento no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista. Os tiros de pistola, disparados em meio à voz de um cantor, ocorreram no cruzamento das ruas Santa Valéria e São Miguel.
Nessa comunidade a hegemonia sempre foi do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas alguém de celular filmou o cantor exaltar “Peixão”. Ironicamente, esse traficante é acusado de chefiar a facção Terceiro Comando Puro (TCP), que trava com o Comando Vermelho (CV) a guerra por territórios para a venda de drogas no Rio de Janeiro.