Elano vê trabalho na base do Santos como 'maior desafio da vida': "Algo que eu sempre sonhei"

Por Santa Portal em 03/03/2026 às 15:00

Raul Baretta/Divulgação Santos FC
Raul Baretta/Divulgação Santos FC

Elano foi apresentado na tarde desta terça-feira (3) como novo gerente de futebol de base do Santos. Em sua volta ao clube, o ex-jogador definiu esse novo desafio como o principal da sua trajetória no futebol até o momento.

“Aqui eu chego para fazer algo que eu sempre sonhei. É o maior desafio que tenho na vida. Dentro de campo é tudo mais fácil para gente. Agora, quando entra a parte administrativa, é diferente. Ainda bem que tenho pessoas que me abraçaram, que estão me auxiliando, porque nem todo mundo sabe de tudo. Tenho certeza que o trabalho irá fluir porque tem bons profissionais, entendemos o local onde estamos e as coisas que temos”, disse Elano, que ainda vai avaliar as alterações que devem ser feitas na base santista.

“Eu acho que tudo, quando chega gente nova, tem coisas a melhorar. Mas não tem terra arrasada. Claro que sempre vou querer mais estrutura. Meu sonho é ter todas as categorias aqui, do sub-7 ao sub-20. Não tenho como cravar (o que melhorar) por questão de exposição também. Vou buscar os processos e ver o que acho que pode melhorar ou continuar como está”, afirmou.

O novo gerente de base do clube praiano destacou que vai contar com a ajuda de profissionais que já estão no Santos para desenvolver o seu trabalho.

“Minha função é basicamente organizar, preparar e executar. Acredito no modelo de liderança de delegar funções. Temos que organizar, executar e ver se os meninos estão bem. Eu pedi para ter autonomia para tomar decisões e estou tendo. Foi por isso também que aceitei o convite. Acho que temos boas peças e dentro disso temos que organizar para oferecer estrutura e revelar atletas de forma saudável”, explicou.

Indagado se o fato de ter atuado no Guarani como dirigente, a agora como gerente na base do Peixe, significa o fim da sua trajetória como treinador, Elano falou que não pretende voltar a atuar nessa função.

“A gaveta de treinador, no momento, está fechada. Convivi com treinadores, conheço alguns. É uma vida muito dura. Devíamos respeitar mais a cadeira do treinador. O cara não tem vida. Eu chegava em casa e conversava com a minha esposa por 20 minutos só. Perdia o sono pensando no time. A decisão de treinador foi pela minha família. Hoje consigo ter a noite em casa, conversar com as minhas filhas, a minha esposa. Foram 21 anos que eles me abraçaram ao longo de tempo”, concluiu.

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