Polícia estoura laboratório de produção de maconha no Gonzaga e apreende mais de 30 kg da droga
Por Santa Portal em 10/01/2026 às 06:00
Um laboratório clandestino de produção e transformação de maconha foi desarticulado pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (9), na Rua Doutor Manoel Vitorino, no Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. A ação ocorreu nos fundos do imóvel de número 40, onde funciona um petshop, após uma série de denúncias anônimas feitas por moradores da região.
No local, os policiais encontraram uma estrutura montada exclusivamente para o processamento da droga, que funcionava havia pelo menos um mês. Ao todo, foram apreendidos cerca de 34 quilos de maconha, além de mais de 100 frascos de álcool, utilizados no processo químico de transformação do entorpecente.
Dois homens foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Um deles já possuía antecedentes criminais. O outro não tinha passagens pela polícia, mas estava no interior do imóvel no momento da ação. Ambos negaram participação direta, mas, segundo a Polícia Civil, as circunstâncias indicam envolvimento na atividade criminosa.
De acordo com a corporação, os vizinhos passaram a desconfiar da atividade no imóvel por conta do forte odor de produtos químicos, incompatível com qualquer atividade comercial regular. Diante das informações, equipes do 7º Distrito Policial passaram a monitorar o endereço durante toda a manhã.
No momento em que um dos investigados entrou no imóvel, os policiais realizaram a abordagem. Questionado, o homem acabou confessando que no local funcionava um laboratório destinado à transformação da maconha, levando os agentes até um galpão nos fundos da propriedade.
De acordo com o delegado Jorge Álvaro Gonçalves Cruz, responsável pela investigação, parte da droga apreendida era do tipo skunk, uma variedade mais potente da maconha, porém já envelhecida e sem grande valor comercial. “Eles buscavam reaproveitar esse material por meio de um processo químico, transformando a maconha em haxixe. Para isso, utilizavam grandes quantidades de álcool e um fogão industrial”, explicou.

Ainda segundo o delegado, o método empregado também oferecia aos moradores do entorno. “Era um ambiente fechado, sem ventilação adequada, com grande quantidade de álcool armazenado e em uso, o que colocava em perigo toda a vizinhança”, afirmou.
Além da maconha, os policiais localizaram cerca de 25 quilos de um pó branco, que ainda será periciado. A suspeita inicial é de que se trate de bicarbonato ou outro produto químico utilizado na manipulação de entorpecentes, embora nenhuma quantidade de cocaína tenha sido encontrada no local.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos, tanto na produção quanto na distribuição da droga. Celulares foram apreendidos e passarão por perícia, o que pode ajudar a polícia a mapear a origem do entorpecente e os pontos de comercialização. Se condenados, os suspeitos podem cumprir penas que variam de 5 a 15 anos de prisão.