Projeto garante que deficientes visuais permaneçam com cão-guia em transporte coletivo e individual em Santos

Por Anna Clara Morais em 20/09/2025 às 23:25

Foto: Divulgação
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A Câmara de Santos aprovou o Projeto de Lei 178/2021, que objetiva permitir que deficientes visuais permaneçam com cão-guia em veículos de transporte coletivo e individual.

No entanto, a nova norma municipal serve como um reforço para a Lei Federal nº 11.126/2005, que garante ao deficiente visual usuário de cão-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo.

Para a assistente social do Lar das Moças Cegas, instituição sem fins lucrativos que trabalha para incluir pessoas com deficiência, Luana de Araújo Silva, o novo decreto possui grande importância. 

“Além de reafirmar a legislação já existente, ele contribui para conscientizar a sociedade e reduzir situações de recusa ou constrangimento, que infelizmente ainda acontecem”.

Na prática, o avanço pode ser considerável, já que tem o papel fundamental de fortalecer direitos já existentes e, aos condutores de veículos, esclarece como os deficientes visuais devem ser tratados. 

“Amplia a sensibilização de motoristas, empresas e da sociedade em geral. Quando as regras ficam claras e conhecidas, a chance de recusa diminui, e isso é fundamental para a inclusão”, reforça Luana. 

Já para os mais beneficiados, os deficientes visuais que utilizam do cão-guia, a norma representa liberdade e tranquilidade para o ir e vir, visto que a preocupação de ser impedido de entrar em algum transporte é reduzida, garantindo também mais autonomia para o cotidiano. 

Aliás, os pequenos têm uma participação muito mais significativa do que apenas mobilidade, representam um significado especial para o tutor. 

“Mais do que um auxílio na locomoção, é um parceiro que dá segurança para explorar novos lugares, criar novos caminhos e viver de forma mais independente. Existe também um vínculo de confiança e afeto muito forte. O cão-guia não é apenas um recurso, é um companheiro que faz parte da vida da pessoa”, destaca a assistente social do LMC. 

Contudo, Luana salienta que a utilização do cão-guia não via de regra para todos os deficientes visuais. 

“É indicado para pessoas que tenham um estilo de vida e condições adequadas para utilizá-lo com segurança e bem-estar. Isso envolve ter boa mobilidade, disponibilidade para treinar junto com o animal, espaço e estrutura para acolhê-lo e disposição para os cuidados diários. Assim, ele é direcionado a quem reúne essas condições e pode usufruir plenamente dos benefícios que o cão-guia proporciona.”

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