Estudo alerta para alto risco de afogamento em crianças com autismo
Por Laura Andrade em 15/02/2026 às 07:00
Um estudo recente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, revela um dado alarmante para pais e responsáveis. Crianças com Transtorno do Espectro Autista possuem 160 vezes mais chances de morrer afogadas do que crianças típicas. Esse risco de afogamento em crianças acende um alerta vermelho durante o verão, época em que as famílias frequentam mais as praias e piscinas da Baixada Santista.
A psicomotricista aquática e profissional de Educação Física, Amanda Godoy, explica que essa vulnerabilidade decorre de fatores comportamentais e sensoriais. Segundo a especialista, a água atrai e acalma os pequenos, mas eles podem se aproximar sem perceber o perigo real. Muitas vezes, essas crianças não reconhecem limites ou sinais de risco e acabam se deslocando sozinhas até o mar ou piscinas.
Além disso, comportamentos como a fuga repentina (conhecida como wandering) e a impulsividade aumentam drasticamente o perigo. Amanda ressalta que a dificuldade de coordenação motora e o controle respiratório irregular também dificultam a reação da criança na água.
Prevenção através da psicomotricidade
Para combater essas estatísticas, a psicomotricidade aquática surge como uma ferramenta vital. Diferente da natação tradicional, que foca nos estilos de nado, essa terapia prioriza a adaptação e a segurança. A criança aprende a controlar a respiração, flutuar, virar de barriga para cima e buscar a borda para pedir ajuda.
A especialista destaca que a exposição precoce e segura ao ambiente aquático amplia as chances de evitar acidentes. Quanto mais cedo os pais iniciarem esse tipo de terapia, melhores serão os resultados na segurança dos filhos.
Cuidados redobrados em casa e na praia
Famílias que residem no litoral ou possuem piscina em casa precisam adotar medidas rigorosas. Amanda adverte que jamais se deve subestimar o risco. Piscinas exigem a instalação de cercas e travas de segurança.
Já na praia, a supervisão deve ser constante e com proximidade física. A criança não pode ficar sozinha nem por poucos minutos. Afinal, a prevenção ativa e a vigilância permanente salvam vidas.