Trabalhadores da limpeza rejeitam proposta do PPR da Terracom e cobram transparência nos cálculos
Por Santa Portal em 23/03/2026 às 11:00
Trabalhadores da limpeza urbana ligados ao Siemaco Baixada Santista rejeitaram, por unanimidade, a proposta apresentada pelo Grupo Terracom para o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR), durante assembleias realizadas nesta segunda-feira (23) em Guarujá.
A decisão foi tomada após uma série de encontros conduzidos pelo presidente do sindicato em diferentes pontos da cidade, incluindo as bases de Vicente de Carvalho, Margaridão da Enseada, Perequê, Dom Pedro e Pernambuco. Com forte adesão, os trabalhadores demonstraram unidade ao considerar a proposta insuficiente diante das condições enfrentadas no dia a dia.
O impasse ocorre mesmo após avanços registrados em audiência na Justiça do Trabalho, realizada na última sexta-feira (20), em São Paulo. Na ocasião, o juízo propôs o pagamento de um adicional de 50% sobre os valores já recebidos via PPR, além da revisão de cálculos considerados equivocados.
Apesar disso, a empresa apresentou à categoria uma contraproposta com acréscimo de 20%, o que motivou a rejeição em assembleia. O sindicato defende que o percentual sugerido pela Justiça seja adotado integralmente, como forma de garantir justiça e valorização aos trabalhadores.
Segundo a entidade, a principal reivindicação da categoria é a transparência nos cálculos. Os trabalhadores cobram que a empresa apresente, por meio do sindicato, as planilhas detalhadas que expliquem como os valores foram definidos individualmente.
Mesmo diante do impasse, os trabalhadores decidiram manter os serviços essenciais, garantindo a normalização da coleta de lixo e limpeza urbana desde a última sexta-feira nas cidades atendidas pela empresa na Baixada Santista, como Santos, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Guarujá e São Vicente.
Em nota, o Grupo Terracom afirmou que, no contexto das negociações, decidiu efetuar um pagamento adicional equivalente a 50% da métrica real atingida pelos colaboradores, como forma de complementação. A empresa sustenta que os cálculos seguiram critérios técnicos previamente estabelecidos em acordo coletivo e reforça o compromisso com a valorização dos mais de 6 mil funcionários.
A mobilização da categoria teve início na semana passada, após questionamentos sobre os valores pagos no PPR e pedidos por maior clareza nas informações. Durante o período, houve paralisações parciais que impactaram a coleta em algumas cidades da região.
Uma nova audiência está marcada para quarta-feira (25), às 17h, novamente em São Paulo. O sindicato deve apresentar ao juiz a decisão dos trabalhadores e reforçar a rejeição à proposta atual. Apesar da retomada integral dos serviços, a categoria segue mobilizada e não descarta novas ações caso não haja uma proposta considerada adequada.