Laudo aponta asfixia por confinamento acidental na morte de primos encontrados em carro em Praia Grande
Por Santa Portal em 27/03/2026 às 20:00
O laudo pericial preliminar sobre a morte dos primos Henry Miguel Coelho Santana, de 4 anos, e Pedro Henrique Araujo Santana, de 6, aponta que as crianças morreram por asfixia por confinamento acidental. O caso ocorreu em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e segue sob investigação da Polícia Civil.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o inquérito é conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município. A autoridade policial já recebeu um dos laudos periciais, que indica a causa da morte, mas outros exames complementares ainda são aguardados.
Paralelamente, diligências continuam sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos. Apesar da conclusão inicial, o caso ainda não está encerrado.
Manifestação por justiça
A divulgação da principal hipótese não foi suficiente para acalmar familiares e moradores da região. Na última quarta-feira (25), parentes, vizinhos e amigos das crianças realizaram uma manifestação no bairro Vila Sônia, onde o caso aconteceu.
Com balões brancos, cartazes e camisetas estampadas com fotos dos meninos, o grupo caminhou até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), na Vila Tupi. Durante o ato, os manifestantes pediram justiça e criticaram a condução das investigações.
A família rejeita a hipótese de que os meninos tenham entrado sozinhos no carro e morrido de forma acidental.
No mesmo dia, a Polícia Civil colheu depoimentos de pessoas ligadas ao caso, incluindo o casal proprietário do veículo onde os corpos foram encontrados, o adolescente que localizou as vítimas e familiares das crianças.
Relembre o caso
Henry e Pedro foram encontrados mortos na madrugada de segunda-feira (23), dentro de um carro estacionado na Rua Sílvia Dias, no bairro Vila Sônia. As crianças estavam desaparecidas desde a tarde de domingo (22), quando foram vistas pela última vez por volta das 14h.
Moradores localizaram os corpos no interior do veículo e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. Quando as equipes chegaram ao local, os meninos já apresentavam rigidez, indicando que a morte havia ocorrido horas antes.
Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio, especialmente porque havia possíveis sinais de agressão. A área foi isolada para perícia, que realizou os primeiros levantamentos ainda durante a madrugada.
Desde então, a investigação passou a considerar diferentes linhas, incluindo a possibilidade de que as crianças tenham entrado no carro e ficado em confinamento acidental, sem conseguir sair, sendo expostas ao calor e à falta de ventilação.