Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas e batem recorde

Por Santa Portal em 12/01/2026 às 20:00

Divulgação/APS
Divulgação/APS

O Brasil celebra o melhor triênio da história em sua balança comercial entre 2023 e 2025, impulsionado pela força da infraestrutura logística regional. Dados consolidados até novembro de 2025 revelam que os terminais do Sudeste movimentaram 635,3 milhões de toneladas de cargas. Esse volume representa um crescimento de 6,01% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, o Porto de Santos reafirma seu papel como o principal motor do comércio exterior brasileiro.

A região demonstrou eficiência ao operar tanto commodities quanto cargas de alto valor agregado. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o Sudeste aplica na prática o conceito de eficiência multimodal. “Temos portos públicos e terminais privados operando em sintonia para garantir que o Brasil não perca oportunidades”, analisou o ministro.

O Sudeste operou em 2025 como um hub polivalente: garantiu a saída do minério de ferro e do petróleo, ao mesmo tempo em que escoou a safra e recebeu insumos industriais.

Prova disso foi o crescimento de 8,3% nas exportações até novembro, somado ao aumento de 6,58% na navegação de longo curso, o que confirma que o superávit brasileiro foi construído sobre a base sólida de eficiência logística e operacional.

Porto de Santos protagonista

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, foi decisivo para o escoamento da produção nacional. O complexo santista movimentou 131,7 milhões de toneladas no período acumulado até novembro. Além de liderar a movimentação de contêineres, o porto foi vital para o agronegócio, exportando sozinha 38,5 milhões de toneladas de soja na região.

Além de Santos, os terminais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo também registraram desempenhos sólidos. O minério de ferro segue como o principal produto movimentado no Sudeste, com 215,9 milhões de toneladas. Terminais como Tubarão (ES) e Itaguaí (RJ) lideram esse segmento.

Já petróleo e derivados (óleo bruto) também tiveram destaque expressivo, somando 167,8 milhões de toneladas, garantindo que o superávit brasileiro atingisse a marca de 348 bilhões de dólares.

Granéis líquidos

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o recorde de exportações em dezembro foi impulsionado pela retomada da atividade das plataformas de petróleo, após paradas programadas.

Os portos da região acompanharam essa demanda. Apenas no mês de novembro, a movimentação de granéis líquidos (que inclui petróleo e derivados) nos portos do Sudeste foi de 19,2 milhões de toneladas, alta de 22,54% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o valor salta para 206,6 mi/t, uma alta de 9,01% no comparativo.

No quadro geral de novembro, a região teve um crescimento logístico relevante, movimentando 59,6 milhões de toneladas, um salto de 17% na comparação com novembro de 2024. Esse desempenho contribuiu para evitar que o comércio exterior brasileiro tivesse gargalos logísticos justamente no momento de maior demanda internacional.

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