Homem que atirou para o alto durante 'pancadão' em morro de Santos é preso em São Vicente
Por Santa Portal em 25/02/2026 às 15:00
Um homem de 41 anos que teria atirado para o alto durante um baile funk no Morro São Bento, em Santos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (25), em São Vicente, no litoral de São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, Renato Olímpio Paula, também conhecido como ‘Oval’, foi localizado por policiais da 2ª Dise/Deic na Avenida Antônio Emmerich, no bairro Vila Cascatinha, próximo à divisa entre São Vicente e Santos.
O suspeito estava dirigindo um Jeep Compass quando foi abordado pelos policiais e preso. Posteriormente, ele foi encaminhado ao Palácio da Polícia em Santos, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Após a prisão de ‘Oval’, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na casa do suspeito, no Morro do Tetéu, no bairro Caneleira.
Renato já tinha passagens anteriores pela polícia por crimes como receptação, furto, roubo e tráfico de drogas.
Entenda o caso
Os disparos de arma de fogo efetuados por Renato foram registrados entre a noite do último dia 14 e a madrugada do dia 15, durante um evento no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista. Os tiros de pistola, disparados em meio à voz de um cantor, ocorreram no cruzamento das ruas Santa Valéria e São Miguel.
Nessa comunidade a hegemonia sempre foi do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas alguém de celular filmou o cantor exaltar “Peixão”. Ironicamente, esse traficante é acusado de chefiar a facção Terceiro Comando Puro (TCP), que trava com o Comando Vermelho (CV) a guerra por territórios para a venda de drogas no Rio de Janeiro.
Microfone em punho, após vários tiros efetuados para o alto no meio do público, o cantor anima a festa: “Se não tiver uma rajada, não é o baile da Colômbia”. Outras frases dele: “Essa daqui e só quem fecha com o Peixão, só quem fecha com o Peixão, de Lucas (Parada de Lucas, na Zona Norte carioca). Só quem é cria, só quem é criminoso sabe essa”.
O DJ sobe o som, aumentam os pipocos. Aparentemente, ninguém teme ser vítima de uma bala perdida. Os atiradores, por sua vez, não esboçam o menor receio de eventual chegada da polícia. Naquele momento, pelo menos, eles são os donos da área, regida sob as regras de um estado paralelo e da qual o Estado de Direito se mostra ausente.