Homem que agrediu mulher com facão em Mongaguá diz que foi atropelado por ela
Por Santa Portal em 09/04/2026 às 15:00
A defesa de Márcio Gomes, 53, preso após agredir a companheira, 35, e o enteado com um facão em Mongaguá, no litoral de São Paulo, afirmou que ele também teria sido vítima de um atropelamento cometido pela mulher no último domingo (5).
De acordo com novas informações apresentadas pela advogada Fernanda Caetano, o atropelamento teria ocorrido durante a quebra da medida protetiva instaurada após as agressões com o facão, que ocorreram no último dia 28 de março.
Em nota, a advogada declarou que a versão divulgada inicialmente não representa a totalidade dos acontecimentos e que a defesa reunirá elementos para “demonstrar a inocência do cliente”.
O caso
Segundo informações apuradas pela reportagem, as agressões ocorreram no imóvel onde o casal morava, no bairro Vila Annhanguera. Márcio Gomes, de 53 anos, e sua esposa, de 35, mantinham um relacionamento de sete anos. As agressões teriam ocorrido após um desentendimento por causa de ciúmes.
As primeiras agressões teriam ocorrido no dia 28 de março. A mulher relatou, em depoimento, que Márcio teria ameaçado matá-la. A vítima sofreu ferimentos na perna, no abdômen e em um dos braços. Já o filho dela, que tentou defendê-la das agressões, acabou ferido na mão.
O tumulto só foi encerrado quando outra mulher chegou ao local e flagrou a situação. Na sequência, o agressor fugiu antes da chegada da Polícia Militar.
Dias após a agressão, o homem foi impedido de frequentar a casa onde vivia com as vítimas e se aproximar delas, em razão de uma medida protetiva. No entanto, mesmo com a medida protetiva, Márcio voltou ao local, acompanhado de outro homem, que seria um prestador de serviço de internet.
Ela foi agredida pelo ex-companheiro enquanto o outro homem a segurava. A vítima contou ainda que Márcio pegou a chave da motocicleta dela e fugiu do local.
A ocorrência foi registrada como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e injúria na Delegacia Sede de Mongaguá. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informou que o caso é investigado por meio de inquérito policial na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mongaguá.