GCM aposentado que agrediu cachorro em elevador não comparece para depor em Praia Grande
Por Santa Portal em 10/03/2026 às 05:00
O Guarda Civil Municipal (GCM) aposentado, Christiano José Bezerra da Silva, de 58 anos, investigado por agredir seu próprio cachorro dentro do elevador de um prédio em Praia Grande, no litoral de São Paulo, não compareceu ao interrogatório que estava marcado para esta segunda-feira (9), no 3º Distrito Policial da cidade.
A reportagem esteve na delegacia enquanto o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Martins Iotti, aguardava o comparecimento do investigado, que acabou não aparecendo para prestar esclarecimentos.
Segundo o delegado, a identificação do suspeito foi possível após uma denúncia anônima registrada pela Delegacia Eletrônica de Proteção Animal. “Nós recebemos uma denúncia anônima via registro online e, a partir disso, requisitamos ao condomínio as imagens do ocorrido. Quando obtivemos essas imagens, foi possível ver a situação de maus-tratos pela qual o animal passou”, explicou Iotti.
Com base nas gravações, que mostram socos, chutes e puxões efetuados no último dia 27, a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão para retirar o cachorro do apartamento do tutor. “A princípio, o objetivo era que o animal recebesse atendimento veterinário e fosse colocado em depósito para resguardar a integridade dele até a decisão do Poder Judiciário”, afirmou.
Durante o cumprimento do mandado judicial, os policiais civis encontraram resistência inicial por parte da esposa do investigado. “A princípio, ela guardou o animal em um cômodo e afirmou que ele não seria levado. Nós ponderamos sobre o mandado e a necessidade de cumprimento da ordem judicial, e então conseguimos recuperar o animal”, relatou o delegado.
Cachorro é agredido por GCM aposentado dentro de elevador em Praia Grande
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Avaliação veterinária
De acordo com Iotti, ainda é aguardado um laudo veterinário para confirmar se a cadela sofreu algum tipo de lesão em decorrência das agressões. “Isso nós dependemos ainda do laudo do veterinário que atendeu o animal para saber se havia ou não alguma lesão naquele momento”, disse.
Após ser retirado do apartamento, o cachorro foi encaminhado para avaliação e, posteriormente, ficou sob os cuidados de uma ONG de proteção animal. “Ele permanece nesta situação até que o Poder Judiciário decida sobre o destino desse animal”, explicou o delegado.
Ausência no interrogatório
Mesmo sem o comparecimento do investigado, o inquérito policial seguirá normalmente. Caso seja apresentada uma justificativa plausível para a falta, o depoimento poderá ser remarcado. Do contrário, uma nova intimação não será necessariamente realizada.
O tutor do animal responde, em liberdade, por investigação pelo crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei Federal nº 9.605/98, com pena de dois a cinco anos de reclusão. O Santa Portal não localizou a defesa de Christiano José Bezerra da Silva. O espaço segue aberto.