Empresário CAC é preso após discutir com a mulher e atirar no quarto do casal em Guarujá

Por Santa Portal em 26/08/2023 às 07:19

Reprodução
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Com certificado de CAC (sigla que se refere a atirador, colecionador e caçador), um empresário de 41 anos desferiu um tiro de pistola calibre 9 milímetros no teto de sua casa, no Jardim Guaiúba, em Guarujá, após suposta discussão com a mulher, na madrugada de quinta-feira (24). Preso em flagrante, ele foi liberado após pagar fiança.

O tiro ocorreu no quarto do casal, sendo a Polícia Militar acionada pela mulher. O acusado fugiu antes da chegada dos policiais com a sua picape acompanhado da filha, de 11 anos, e levando a pistola. Durante patrulhamento, os PMs avistaram o veículo em Vicente de Carvalho, interceptando-o na Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

No momento da abordagem, conforme os policiais, o empresário se identificou como CAC, alegou que o tiro foi “acidental” e contou que havia deixado uma maleta com o armamento no porta-malas do carro de um amigo. Essa pessoa foi localizada na sequência e disse ignorar que dentro da maleta havia uma pistola.

No porta-malas do automóvel do amigo foi apreendida a maleta citada pelo empresário. Além da pistola, da marca Taurus, nela havia dois carregadores e nove munições, sendo oito intactas e uma deflagrada. O delegado Wagner Camargo Gouveia autuou o CAC por disparo de arma de fogo, fixando a fiança em um salário mínimo (R$ 1.320,00).

Versões

Durante interrogatório na Delegacia de Guarujá, o empresário repetiu a versão de disparo de acidental, acrescentando que ele ocorreu quando pegou a pistola sobre o guarda-roupa para guardá-la em um cofre. Ele afirmou que ficou “assustado” ao ver a mulher telefonando para a PM, decidindo sair da casa com a filha e levando a arma.

A mulher também depôs na delegacia, mas esclareceu que o desentendimento com o acusado ocorreu em outro imóvel, durante uma festa de aniversário. Posteriormente, já na residência do casal, ela escutou o barulho de tiro e, ao ver o companheiro armado, ficou preocupada e acionou a polícia na frente dele.

Indagada pelo delegado sobre o seu interesse por eventual providência criminal a ser adotada, a mulher declarou que não se sentiu ameaçada e não deseja registrar boletim de ocorrência contra o companheiro. Ela disse saber da condição de CAC do empresário e ter ciência de que ele possui apenas uma arma. A pistola ficou apreendida. (EF)

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