Advogado executado em SV já foi cabo da PM e expulso da corporação por extorsão

Por Santa Portal em 27/03/2026 às 19:05

Reprodução
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O advogado Maurício Almeida de Albuquerque, morto a tiros na tarde desta sexta-feira (27) durante a penhora de bens relacionada a uma reclamação trabalhista contra uma empresa de contêineres no Jardim Rio Branco, na Área Continental de São Vicente, já foi cabo da Polícia Militar, sendo expulso da corporação por envolvimento em um caso de extorsão. Por enquanto, ninguém foi preso, sendo ignorada a autoria do homicídio.

As circunstâncias do assassinato ainda são investigadas. Maurício estava junto com mais dois advogados do escritório, que são seus irmãos. Um deles também foi baleado, mas passa bem. O outro escapou ileso ao fugir correndo por um matagal. De acordo com informações preliminares que chegaram à Polícia Militar, dois desconhecidos encapuzados saíram da mata e surpreenderam o trio com os disparos.

A penhora estava relacionada a um processo da 2ª Vara do Trabalho do Guarujá. Para o cumprimento da ordem judicial, os advogados estavam acompanhados por um oficial de justiça e policiais civis. Os servidores públicos foram embora após serem designados os bens a serem retidos, mas as vítimas ainda permaneceram no local por mais cerca de dez minutos, momento em foram atacadas pela dupla encapuzada que saiu da mata atirando.

Já o episódio da extorsão ocorreu em maio de 2014. O então cabo Maurício se passou por um delegado bastante conhecido da região para invadir a casa de um empresário, em Praia Grande. Acompanhado de mais três comparsas, que também se passaram por policiais civis, ele exigiu a quantia R$ 5 mil para não dar cumprimento a um suposto mandado de prisão da vítima, que foi dona de boate em São Vicente.

A ordem de captura era falsa. Como garantia de que receberia a quantia exigida, a quadrilha levou da residência da vítima joias, tablet, notebook, um carro e a aparelhagem utilizada na central de monitoramento da casa. O pagamento ficou marcado para o dia seguinte, em Santos, sendo o cabo e um dos comparsas presos em flagrante. Orientado por um advogado, o empresário havia acionado a Corregedoria da Polícia Civil. (EF)

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