Cachorrinha não resiste após ter corpo 50% queimado e morre por infecção em Santos
Por Marcela Ferreira em 05/08/2021 às 19:52
Uma cachorrinha filhote morreu após ter 50% do corpo queimado e sofrer uma infecção generalizada, em Santos. Ela foi atendida por veterinários da ONG Viva Bicho, e estava sedada desde a tarde de quarta-feira (4), e faleceu na noite do mesmo dia. Segundo a equipe, ela estava agonizando há cerca de 15 dias, e não recebeu tratamento antes.
O cão estava internado na ONG, que estava prestando socorros à cadelinha chamada de ‘Esperança’. Segundo Leila Abreu, assessora de comunicação da Viva Bicho, a equipe chegou a comprar pele sintética para fazer a reconstrução da parte queimada do corpo do animal.
A família responsável pela cachorrinha procurou a ONG depois de cerca de 15 dias afirmando que ela havia caído dentro de uma bacia de água quente que estava no chão. A cadela teve metade do corpo queimado, e estava agonizando desde então. Quando o caso chegou ao ponto extremo, a cadela estava em coma, segundo Leila. Foi aí que a família a levou para a ONG e ela começou a receber os primeiros cuidados.

O caso gerou comoção entre a equipe veterinária e também nas redes sociais da Viva Bicho. Segundo Leila, a família não procurou atendimento veterinário imediatamente, o que agravou a situação do animal, que acabou não resistindo.
“Ela chegou através da ONG Patinhas que Brilham, que pediu ajuda à Viva Bicho porque perceberam que o caso era grave. A pessoa não tinha condição de cuidar, ela estava em negligência há 15 dias. Como a Viva Bicho tem estrutura para internação e viram que ela estava sem pele na parte de baixo do corpo, com queimaduras, mandaram para a gente”, explica Leila.
“A família o tempo todo deu justificativas evasivas para não ter procurado tratamento antes. Ela estava cheirando a podre, e por isso eu acho que trouxeram. Já estava desacordada, em coma. Em virtude da infecção, dor e sofrimento, tentamos de tudo. Compramos pele artificial, para depois comprarmos pele de tilápia, remédios, mas não deu tempo”, lamenta.
Agora, a preocupação é com outros cães que a família possui. A ONG irá oferecer auxílio para castrar os outros animais da família para evitar que procriem e novos problemas como o de ‘Esperança’ aconteçam.
A família, de São Vicente, temia não ter dinheiro para arcar com o tratamento, e usaram esta justificativa para postergar a ida à clínica. “Não tem justificativa, em São Vicente tem o Samu Animal, e em Santos também tem atendimento gratuito”, diz.