Mulher suspeita de enviar carta envenenada para Trump é detidaDivulgação

CARTA ENVENENADA - Uma mulher suspeita de enviar uma carta com substância venenosa, identificada como ricina, foi detida ao tentar entrar em território americano. A correspondência foi interceptada pelo serviço postal da Casa Branca, na semana passada. Porém, o incidente só foi divulgado no sábado (19).

A detenção ocorreu na ponte Peace, que liga o Canadá ao estado de Nova York, de acordo com uma declaração à AFP de Aaron Bowker, oficial do serviço de proteção de alfândega e fronteiras.

De acordo com relatos da imprensa americana, a suspeita portava uma arma no momento em que foi abordada pelas autoridades.

A correspondência com a substância tóxica, enviada de um endereço no Canadá, foi recolhida antes de chegar ao centro de distribuição que fica dentro da sede do governo norte-americano, em Washington, na semana passada.

A ricina é um resquício da produção do óleo de mamona, usado principalmente na indústria química, e não há antídoto contra sua ingestão.

Esta não foi a primeira vez que correspondências contendo a substância foram endereçadas à Casa Branca. Em 2013, um morador do Mississippi enviou cartas envenenadas para o então presidente Barack Obama e para o senador republicano Roger Wicker, que representava o estado, em uma tentativa de incriminar um rival.

Os envelopes foram interceptados em um local de triagem do sistema postal, a 6 km da residência oficial em Washington.

Já em 2014, a atriz Shannon Richardson foi condenada a 18 anos de prisão por enviar cartas intoxicadas com a ricina em maio de 2013 para diferentes pessoas, inclusive Obama e Michael Bloomberg, então prefeito de Nova York.

A substância também já fez parte, em 2011, do plano de quatro homens no estado da Geórgia para intoxicar agentes federais e estaduais em cinco cidades diferentes -eles foram detidos e condenados à prisão. Naquele mesmo ano, autoridades americanas de contraterrorismo acompanhavam a possibilidade crescente de que a Al Qaeda usaria a ricina em ataques contra os EUA.