No fim da carreira, um apelido imortal para Zito nasce há 53 anos: GerenteReprodução Santos Futebol Clube
SANTOS FC - Zito, eterno capitão do Santos Futebol Clube de ouro das décadas de 1950 e 1960, morreu há cinco anos. O incentivo constante para que o Peixe sempre fosse para cima dos adversários, além da fama de dar bronca até em Pelé, são características que ajudaram a render um outro título a ele, além dos tantos troféus pelo clube, já no fim de sua carreira: gerente. E que nasceu há 53 anos, em 13 de junho de 1967, como lembrou a Assophis (Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos Futebol Clube).

Naquela data, o Santos enfrentou o TSV 1860 Munchen, da Alemanha. A delegação havia chegado em Munique para o amistoso, depois de passagem pela África com 100% de invencibilidade (cinco vitórias em cinco partidas).

Como Zito não reunia condições de atuar, o volante foi poupado. De fora, o eterno capitão viu o primeiro tempo terminar com uma goleada alemã por 4 a 1. Prevendo algo ainda pior, Zito, bem ao seu estilo, foi até o vestiário e se apresentou ao técnico Antônio Fernandes, o Antoninho. "Quero jogar!".

A ordem foi cumprida. Zito entrou e, mesmo contundido, organizou o meio-campo santista. No final, uma incrível virada do Peixe por 5 a 4, demonstrando todo o poder do eterno capitão da equipe da Vila Belmiro. 

"Não houve antes de Zito, não existe depois dele. Não existe agora e ninguém sabe quando aparecerá um estimulador de time, um transmissora de ânimo, um orientador tão hábil e tão enérgico, um comunicador de tão absoluto equilíbrio", definiu certa vez o jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva, o De Vaney.