Em São Paulo, plásticos já são proibidos no comércio; Santos ainda tenta avançarReprodução/internet
PLÁSTICOS - A cidade de São Paulo passou a ter uma lei, sancionada ontem pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e de autoria do vereador Xexéu Tripoli (PV), que proíbe estabelecimentos comerciais de fornecerem utensílios plásticos aos clientes, como copos, facas, garfos, pratos, mexedores de bebida e amarras para bexigas em festas infantis.

A medida vale para hotéis, restaurantes, bares e padarias, além de espaços para festas infantis, clubes noturnos, salões de dança e eventos culturais e esportivos. Todos terão de se adequar até janeiro de 2021. Em caso de descumprimento, a multa varia de R$ 1 mil a R$ 8 mil e, na reincidência, até o fechamento. Em 25 de junho do ano passado, a proibição havia sido apenas dos canudinhos plásticos na Capital, em projeto do mesmo vereador e sancionado pelo prefeito.

Em Santos, a legislação municipal que proíbe o uso de canudos de plástico em bares, restaurantes, hotéis e pensões passou a valer antes, desde 2 de abril do ano passado. A proibição teve como objetivo reduzir o descarte de produtos plásticos, cujo processo de decomposição natural pode levar até quatro séculos, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Em nota, a Prefeitura de Santos informou que a meta é zerar o uso de plástico de uso único (copos, talheres e pratos) nas repartições públicas da Cidade até o final do ano. A limitação, inclusive, já aconteceu.

"Nos parques municipais, gestão da Semam (Secretaria do Meio Ambiente), já não existem mais descartáveis", afirma Marcos Libório, secretário de Meio Ambiente. "A redução na geração de resíduos precisa estar nos hábitos diários e este fator é essencial para que uma lei como esta 'pegue'. Precisa ser priorizado o uso de copos, talheres e utensílios retornáveis. A população escolhe o que compra, o mercado e o comércio em geral se organizam para atender", emenda.

Nicolau Miguel Obeidi, presidente da CDL Santos/Praia, lembra que o custo aumentaria com a proibição de recicláveis, como copos e pratos, mas acredita em um processo gradual de mudança. Talheres e embalagens seriam em um segundo momento.

"Acho que isso tem que ser gradual. Devagarzinho vão trocando. Já começaram pelos canudos. Isso vai criando uma conscientização das pessoas, como no caso das sacolas que as pessoas levam para o supermercado. No caso dos canudos, há pessoas que tem os próprios, feitos de alumínio, inox e até de bambu", comenta. "Mas tem que criar uma qualidade diferentes para os retornáveis, dependendo do local", emenda.