Em São Vicente, Pelotão Ambiental resgata ouriço cacheiro no JapuíDivulgação Guarda Civil Ambiental
MEIO AMBIENTE - O Pelotão Ambiental da Guarda Civil Municipal de São Vicente resgatou ontem um ouriço cacheiro. O animal estava na Avenida Saturnino de Brito, no Japuí.

O ouriço cacheiro foi atacado em cima de uma árvore por uma cobra Caninana. Ao enrolar nele, os dois caíram e o ouriço escapou, mas com ferimentos. Ele, então, foi resgatado e encaminhado para o Instituto Gremar, em Guarujá, onde permaneceu para avaliação clínica e reabilitação.

O ouriço cacheiro normalmente tem o dorso coberto de espinhos longos e aguçados, de cor acastanhada e com bandas escuras nas extremidades. Esses espinhos se destacam facilmente do corpo e são sua defesa. Quando algum animal tenta atacá-lo, leva consigo alguns espinhos, que já estes se encontram soltos, contrariando a crença de que o ouriço arremessa os espinhos.

Seus predadores naturais são os texugos, os gatos selvagens, os cães, os lobos, as raposas e as doninhas. É considerado um arborícola, de hábitos essencialmente noturnos e solitários.

No Brasil, seu nome ouriço-cacheiro diz respeito a pelo menos oito espécies conhecidas, de três gêneros diferentes: Coendou, Sphiggurus e Chaetomys. A espécie mais ameaçada é a Chaetomys subspinosus.

O “cacheiro” em questão, de certa forma, resume a sua natureza: cachar, no dicionário, é o mesmo que esconder-se, ocultar-se e ainda punho que se prende a lâmina de espada. Ele não se faz de rogado e prende-se aos cipós, agarrado a até 15 metros de altura. Pura estratégia de sobrevivência.