Comissão da Câmara aprova convite para ouvir Moro


100 dias atrás
Por: Agência Brasil - Em 12/06/2019 às 20:23
Comissão da Câmara aprova convite para ouvir Moro Valter Campanato/Agência Brasil

POLÍTICA - A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou nesta quarta-feira (12) um requerimento de autoria do vice-líder do PT, deputado Rogério Correia (MG), convidando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Por se tratar de convite, Moro não é obrigado a comparecer ao colegiado. Ainda não há data definida para ouvir o ministro. 

Além do convite na Comissão de Trabalho, outros pedidos para que Moro seja ouvido na Câmara foram protocolados -  tanto no plenário da Câmara quanto na Comissão de Diretos Humanos e Minorias. Esses requerimentos ainda não foram apreciados pelos deputados.

Parlamentares de partidos da oposição também avaliam um pedido para instalação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar o vazamento de supostas mensagens trocadas entre Sérgio Moro e o procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Por outro lado, deputados da base aliada tem criticado o vazamento e acusaram a oposição de não aceitar o resultado das eleições.

No Senado
Na terça-feira (11), ao abrir a sessão do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou que o ministro Sergio Moro será ouvido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira (19), às 9h. 

Sem convite ou convocação formal dos senadores, o próprio ministro se colocou à disposição dos parlamentares por meio de ofício apresentado pelo líder do governo, senador Fernando Bezerra (MDB-PE). No documento, o líder afirmou que o ministro ofereceu duas datas (19 ou 26 de junho) para que fosse ouvido pela comissão do Senado.

“Fui informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de sua disponibilidade para prestar os esclarecimentos à Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal sobre notícias amplamente veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato”, disse Bezerra.