Família de Guarujá pede ajuda para o tratamento de câncer da filha de 7 anos
Por Alanis Ribeiro em 02/10/2023 às 16:12
A moradora de Guarujá Ysabella Santos Cavalcante, de 7 anos, foi diagnosticada no fim de 2022 com neuroblastoma de tórax grau 4, com metástase na medula e nos ossos. Por conta de seu quadro delicado de saúde, a família criou uma ‘vakinha’ online para ajudar a custear o tratamento, no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), em São Paulo.
“Isso tudo é muito triste, porque em 2021 a Ysa passou a se queixar de dor nas costas nesse mesmo local do lado esquerdo. Fomos ao médico, e ao fazer o raio-x a médica constatou uma manchinha branca no pulmão, mas disse que era só crise de sinusite, só um catarrinho. Então, se essa manchinha tivesse sido averiguada melhor nessa época, a Ysa teria muito mais chances de sucesso no tratamento”, declara a mãe Estefane Kerolen, de 33 anos.
Os pais de Ysabella relembram que a filha sempre foi muito alegre e mais ‘gordinha’ do que a maioria das crianças de sua idade, mas de repente emagreceu drasticamente.
O quadro passou a se agravar, e a criança começou a ter vômitos matinais, febre e reclamar de dores abdominais todos os dias. No dia 9 de novembro de 2022, após três dias de queixas, os pais a levaram diretamente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Enseada, onde foi descoberto que havia uma grande massa atrás de seu pulmão esquerdo.
Devido ao resultado dos exames, ela foi encaminhada diretamente ao Hospital Santo Amaro, onde constatou que realmente havia uma massa. Retornou à UPA, no dia seguinte, quando foi transferida por meio da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), para o Guilherme Álvaro, em Santos, onde iniciou o uso de antibióticos.
Posteriormente, no dia 5 de dezembro, foi realocada para Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Itaci, em São Paulo, onde foi feita biópsia e mais exames. Como ainda não havia um resultado oficial, Ysabella passou mais de uma semana internada, consequentemente passando seu aniversário no hospital.
Após inúmeras idas e vindas a hospitais, no dia 12 de dezembro, foi dado o diagnóstico de neuroblastoma (um câncer infantil, que cresce em partes do sistema nervoso ou nas glândulas adrenais) de grau 4, com metástase na medula e nos ossos.
“O mundo naquele momento desabou em nossas cabeças, infelizmente os médicos pediatras que ela passou em 2021, não tiveram esse preparo para detectar e isso é muito triste, porque o diagnóstico precoce pode salvar vidas “, acrescenta.
A quimioterapia e os demais tratamentos estão sendo realizados há aproximadamente nove meses, através do ambulatório do Itaci.
Devido ao estágio avançado do câncer, mesmo com o tratamento, há a possibilidade da doença retornar. Dessa forma, para conseguir uma possibilidade maior de cura, o tratamento dura três anos, mas tudo depende de como o organismo da pequena irá reagir.
“Nós conversamos muito com ela, ela sabe que está com câncer, porém não sabe da gravidade da doença. A Ysa é uma menina muito inteligente e de muita fé para sua idade, ela tem muita garra e vontade de viver”, finaliza.
Para cuidar em tempo integral da alimentação e higienização dos ambientes, e para caso ocorra alguma intercorrência, seus pais precisaram largar seus empregos para estarem presentes em tempo integral, prestando todo o suporte necessário.
Os custos do tratamento estão atingindo cerca de R$ 10 mil por mês, contabilizando energia, alimentação, medicação, além das idas e vindas semanais ao hospital Itaci.
A única solução encontrada para arcar com os valores do tratamento foi criar uma ‘vakinha’ online. A meta estipulada a ser atingida, leva em conta todos os gastos até o fim do tratamento, incluindo as cirurgias que serão necessárias. Aos interessados em contribuir, ajudando a pequena guerreira, basta acessar o site.
Você sabia?
O neuroblastoma é um câncer infantil comum, que cresce em partes do sistema nervoso ou nas glândulas adrenais. Os sintomas dependem de onde os neuroblastomas se desenvolvem, como no abdômen, tórax, pele ou na medula espinhal.
É considerada a terceira neoplasia maligna mais comum na infância e adolescência, fica atrás apenas da leucemia e dos tumores do sistema nervoso central (SNC). Ainda não se sabe a causa desta condição.
Tratamentos
– Remoção cirúrgica
– Quimioterapia
– Às vezes, radioterapia ou transplante de células-tronco
– Imunoterapia