Falso médico tem prisão preventiva decretada por atuar com procedimentos estéticos em Guarujá
Por Santa Portal em 30/04/2026 às 10:00
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Matheus Ricardo de Souza Santos, de 30 anos, investigado por se passar por médico e realizar procedimentos estéticos invasivos sem formação adequada em Guarujá, no litoral de São Paulo. A decisão converteu a prisão em flagrante e também determinou a suspensão de perfis ligados ao investigado em redes sociais.
Segundo a decisão judicial, além da manutenção da prisão, foi ordenado o bloqueio imediato do perfil do investigado no Instagram e de outras contas vinculadas ao suspeito ou à empresa ligada ao seu nome. A Justiça também determinou a preservação de dados, registros de acesso e conteúdos armazenados para uso na investigação.
O juiz ainda determinou o envio de ofícios à plataforma onde cursos online do investigado eram disponibilizados. Neste caso, foi ordenada a suspensão do acesso aos conteúdos, o bloqueio de novas matrículas e a preservação dos dados dos alunos e das transações financeiras.
‘Resultados em até 45 dias’
As investigações apontam que Matheus prometia resultados em até 45 dias e afirmava ter transformado mais de 6 mil vidas com seu trabalho. Os procedimentos oferecidos podiam ultrapassar R$ 7 mil, segundo a polícia. A clínica onde os atendimentos eram realizados funcionava no bairro das Pitangueiras e foi fundada em 2017.
Além dos atendimentos, o investigado também ministrava cursos na área de estética, nos quais ensinava técnicas que dizia ter desenvolvido e emitia certificados aos participantes.
“Localizamos diversos vídeos em que ele fazia lipoaspirações, removendo gordura do corpo dos pacientes. Realizamos pesquisas após identificá-lo e verificamos que, de fato, ele não tinha nenhuma formação específica para poder atuar nesse sentido”, afirmou o delegado-assistente da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Deic de Santos, Raphael Peixoto Barazal Teixeira, em entrevista à Santa Cecília TV.
“Ele não apenas realizava os procedimentos, como também difundia essas técnicas para terceiros, possivelmente sem qualquer qualificação. Ele dizia que aplicava uma técnica específica, batizada com as iniciais do nome dele, como se a técnica tivesse sido desenvolvida pelo próprio”, destacou o delegado.
O Santa Portal não localizou a defesa de Matheus Ricardo. O espaço segue aberto para manifestações.