21 são afastados de empresas de ônibus por ligação com PCC; Operação cumpriu mandados em Guarujá

Por Mariana Zylberkan e Rogério Pagnan/Folha Press em 09/04/2024 às 16:00

Divulgação/SSP
Divulgação/SSP

Operação deflagrada pelo Ministério Público nesta terça-feira (9) determinou o afastamento de 21 pessoas ligadas às empresas de ônibus UPBus e Transwolff, acusadas de envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Todas administram linhas de transporte público na cidade de São Paulo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em várias cidades paulistas, dentre elas Guarujá.

Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é desarticular duas organizações que estariam lavando dinheiro do proveniente do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

De acordo com decisão enviada pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital na última sexta-feira (5), foram afastados os funcionários da empresa UPBus.

Em relação à Transwolff, foi determinado o afastamento cautelar de quatro pessoas, sendo que duas delas foram presas.

As duas empresas foram procuradas pela reportagem, mas não retornaram.

A gestão do prefeito da Capital, Ricardo Nunes (MDB), decretou a intervenção na empresa UPBus. Wagner Chagas Alves e Angelo Fêde, servidores da SPTrans (São Paulo Transporte), assumiram a direção da empresa.

A Operação Fim da Linha é realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público, Polícia Militar, Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Receita Federal.

Os 52 mandados de busca e apreensão tem como alvo 39 pessoa física e 13 empresas. Do total, 41 são da cidade de São Paulo e os demais são de Barueri, Cotia, Guarujá, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba, Itu, Mauá, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo e São José dos Campos.

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