18/03/2026

PF pede, e Mendonça prorroga por 60 dias inquérito sobre Master e BRB

Por José Marques/Folhapress em 18/03/2026 às 16:16

Divulgação/ Master
Divulgação/ Master

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga suspeitas de fraudes relacionadas à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).

O magistrado afirmou que a prorrogação é necessária para “realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos”.

Esse é o inquérito que provocou a primeira prisão de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado.

O argumento da PF é de que ainda há extenso volume de material a ser analisado, oriundo das buscas e apreensões e de quebras de sigilo.

A autorização do ministro é uma praxe. A reportagem apurou com investigadores que Mendonça informou que deve estender o prazo até a conclusão das investigações.

O ministro assumiu a supervisão do caso em fevereiro, após Dias Toffoli deixar a relatoria em meio a revelações de que foi sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá para um fundo ligado a Vorcaro.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.

Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em nova fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu dois servidores do Banco Central.

A decisão foi tomada porque a PF encontrou no celular do ex-banqueiro mensagens que citavam intenção de forjar um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo as investigações, o ex-banqueiro mantinha uma milícia privada chamada “A Turma” para coagir e ameaçar seus desafetos.

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