Vojvoda paga preço de escolhas e terá clássicos 'tira-teima' por equilíbrio
Por Folhapress em 29/01/2026 às 10:17
A má atuação defensiva do Santos contra a Chapecoense, na derrota desta quarta-feira (28), passou pelas escolhas do técnico Juan Pablo Vojvoda, que agora terá dois clássicos pela frente para justificar suas decisões.
Pagou o preço de poupar
Vojvoda poupou jogadores que vinham sendo titulares na partida contra a Chapecoense, como Gabigol e a dupla de zaga Zé Ivaldo e Adonis Frías. Além deles, Mayke foi outro nome do setor defensivo que não esteve na Arena Condá, embora brigue por posição com Igor Vinicius.
Sem os zagueiros titulares, a defesa foi composta por Luan Peres e Alexis Duarte. O Peixe não teve bom desempenho defensivo e as quatro finalizações a gol da Chape entraram. Willian Arão foi outro nome que auxilia a zaga que foi desfalque após ter passado por cirurgia para retirada de cálculo renal.
A decisão por poupar visou os dois clássicos seguidos que o Santos terá contra o São Paulo um pelo Paulista, outro pelo Brasileiro. No entanto, a estratégia não deu certo e o Peixe deixou pontos que podem ser valiosos no futuro pelo caminho.
Para Vojvoda, o revés não apaga o bom desempenho que o Santos teve na parte ofensiva. A equipe paulista conseguiu criar mais chances do que nas últimas partidas, mas pecou na efetividade.
“Nas últimas partidas cobraram muito que não criávamos chances de gol. Hoje criamos muitas chances e levamos [gols]. Nas outras partidas foi inverso, nos defendemos melhor, e hoje não defendemos bem na primeira transição do jogo. […] O time teve um volume bom de jogo, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, criou opções de gol, mas levamos quatro gols em quatro chegadas do adversário. Tivemos muitas opções, mas não tivemos efetividade”, disse o técnico após a partida contra a Chapecoense.
A aparente melhora no ataque será colocada à prova nos clássicos contra o São Paulo, onde o Peixe deverá contar com sua zaga titular. Os dois jogos seguidos contra o rival servirão de “tira-teima” para que Vojvoda consiga o equilíbrio entre produção ofensiva e solidez defensiva.
Santos e São Paulo se enfrentam no sábado e na próxima quarta-feira. O primeiro encontro,que será no Morumbis, é válido pelo Paulistão, onde os dois times buscam se afastar do rebaixamento e se aproximar da zona de classificação às quartas. A segunda partida, na Vila Belmiro, é válida pelo Brasileiro.
Novas peças em busca do equilíbrio
A manutenção de carga também atingiu o ataque, fazendo com que o trio ofensivo nesta quarta-feira (28) fosse formado por Lautaro Díaz, Caballero e Miguelito. Se os dois primeiros não renderam como o esperado, o jovem boliviano vem em ascensão no Santos e foi um dos destaques ofensivos.
A boa atuação de Miguelito pode colocá-lo como mais uma peça para Vojvoda buscar o equilíbrio entre o ataque antes pouco criativo e a defesa que estava indo bem. O boliviano pode assumir a função de reserva imediato de Rollheiser e desequilibrar em jogos que saia do banco. Ele, inclusive, foi elogiado nesta quarta-feira (28) mesmo que de maneira rápida por Vojvoda na coletiva de imprensa.
Outra novidade que ampliará o leque do técnico argentino é Rony. Após a partida, Vojvoda confirmou a chegada do atacante ao Santos.
“[Rony] Está vindo. Pelo que me comunicaram, sim [está certo]. É um jogador que joga em todas as posições do ataque. Podemos utilizá-lo em diferentes posições, é importante. É um jogador que vocês conhecem, corre muito, tem experiência, jogador de títulos. Pelo que falei com ele, continua com a mesma fome. E precisamos disso, jogador que venha para somar”, disse Vojvoda.
Confiança segue em elenco curto
Embora a zaga não tenha feito boa partida nesta quarta-feira, Vojvoda blindou os jogadores. O comandante santista disse que segue confiando nos atletas.
Mesmo assim, o técnico não refutou a possibilidade de reforços para o setor defensivo, assim como para qualquer área. Até agora, nenhuma peça nova para a defesa foi contratada o Santos apenas assinou com Zé Ivaldo de maneira definitiva.
Neste momento, não posso sair falando que preciso de dez reforços, porque confio nos jogadores que tenho, são profissionais e erram porque jogam. Se um zagueiro errou, dou confiança a outro. Mas sempre está aberta a possibilidade de incorporação não apenas na defesa, mas em todas as linhas.Vojvoda