NBA acompanha sucesso da NFL, mas não planeja jogo no Brasil tão cedo
Por Renan Liskai - UOL/Folhapress em 25/02/2026 às 10:55
A NBA acompanha de perto o crescimento da NFL no mercado brasileiro após a realização de jogos no país, mas não tem planos a curto prazo para fazer o mesmo.
SEM PREVISÃO
A NBA não planeja trazer jogos para o Brasil tão cedo. O UOL apurou que a liga tem intensificado esforços para cativar e atrair fãs, mas entende que não há estrutura para a realização de uma partida nos próximos anos.
Os ginásios brasileiros são o maior impeditivo neste momento. A NBA avalia que eles não atendem às condições necessárias para receber um jogo da liga neste momento e que seriam precisas algumas adequações mais pesadas.
O cenário é diferente ao da NFL. A liga de futebol americano vai realizar seu terceiro jogo no Brasil ainda neste ano, tendo o Dallas Cowboys como mandante, no Maracanã. Nos anos anteriores, as partidas foram disputadas em São Paulo, na Neo Química Arena. Ambos são estádios de futebol e precisaram passar por poucas adequações.
O clima não é de concorrência. Fontes disseram ao UOL que o crescimento de uma liga “concorrente” no mercado brasileiro é bom para ampliar o interesse nos esportes mais tradicionalmente ligados aos Estados Unidos e expandir as marcas.
Se houvesse um jogo da NBA no Brasil, a prioridade seria São Paulo. Nas três vezes em que a liga realizou jogos no Brasil, todos de pré-temporada, eles foram disputados no Rio de Janeiro.
A NBA não tem um time disputando um jogo realizado no Brasil desde 2015. Naquele ano, o Orlando Magic veio e venceu o Flamengo por 90 a 73. Em 2013, o Chicago Bulls bateu o Washington Wizards por 83 a 81. A melhor partida aconteceu em 2014, quando o Cleveland Cavaliers – com LeBron James – venceu o Miami Heat por 122 a 119.
Enquanto não volta ao Brasil com um jogo, a NBA tenta estreitar laços com as ligas locais e com o público. Entre 3 e 21 de junho deste ano, a liga vai realizar a 10ª edição da NBA House, evento que tem ativações e telões para os fãs assistirem às finais do torneio. Ao mesmo tempo, diretores conversam com dirigentes das competições brasileiras para estreitar laços e firmar eventuais parcerias.