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Pela essência... pela vida

Olá amigos. 

 

Hoje trago pra vocês em meu blog uma história que ganhou espaço na internet semana passada, que uniu uma família e uma drag queen, ambas de Vicente de Carvalho, no Guarujá, em um momento que ficará marcado na vida deles, e na das pessoas que conheceram essa lição de respeito e vida.

 

Na noite do último dia 13, sábado, Clodoaldo Mello estava indo a Santos utilizando-se da catraia que faz a travessia entre Vicente de Carvalho e Santos, lindamente caracterizado como a drag queen Klô, personagem com a qual anima festas e eventos diversos, quando por conta da intervenção divina, a vida dele e da família de Edjane - grávida entrando em trabalho de parto -  se cruzaram. 

 

No meio da travessia, ao perceber a situação e, em meio a indiferença dos demais, Klô deu toda a atenção e suporte à Edjane, sem pensar duas vezes mesmo tendo seu compromisso profissional o aguardando.   Chamou um taxi e acompanhou a família até o Hospital dos Estivadores, onde o pequeno Robynson nasceu. 

 

Logo após deixar a família em segurança, Klô seguiu ao seu compromisso e, por conta dessas coisas que acontecem com quem faz parte da corrente do bem, chegou a tempo de animar o evento, com a maestria de sempre.

 

Como faz parte há 18 anos de trabalhos voluntários e atualmente participa do grupo Doutores da Alegria, Clodoaldo esteve dias depois no hospital e conheceu o bebê, a quem ajudou em sua chegada ao mundo, e postou um vídeo muito emocionado pelo momento e pelo desfecho dessa história.

 

Conversei com a Edjane, mãe da criança, sobre essa linda história a qual fez questão de ressaltar que as pessoas na barca não se preocuparam em ajudar e que quando foi ajudada pela Klô, não se importou de como estava vestida, pois foi de um amor com ela. “Cada um tem a vida que quer. Isso faz ele feliz então está ótimo” disse ela.

 

“Sou muito grata. Nunca vou ter palavras para agradecer a pessoa especial que ele foi e sempre vai ser. Se não fosse ele nem sei o que seria de mim naquele dia que eu estava indo pro médico. Nem andar eu conseguia e ele me ajudo em tudo.  Eu e meu esposo sempre vamos ter uma gratidão sem fim com ele”, concluiu a nova mamãe, em belíssima atitude de respeito e reconhecimento.

 

É ou não é uma história para TRANSCENDER??

 

Eu consegui conversar com o Clodoaldo e parabeniza-lo por ter protagonizado uma das mais belas histórias de nossa região nesse começo de ano.

 

Como ator e drag, muitas vezes Klô tem de cruzar essa travessia, seja por barca ou por catraia, lindamente paramentada, devido a sua profissão, digna e honesta como tantas outras.  E como a maioria dos pertencentes a grupos diversos do padrão social dito “norma”, sofre com olhares de discriminação, intolerância e por vezes desrespeito, bastando para isso estar produzido com roupas e maquiagens lindas.

 

Pois bem... na história em questão, não importou para a moça grávida quem estava por detrás das roupas, peruca e maquiagem.   Para ela, bastou a pessoa “em essência” que fez o que PESSOAS DE BEM fariam: ajudar o próximo.    Nessa hora, Klo não pensou se chegaria a tempo ou se perderia seu evento...  não deu tempo para isso.  A HUMANIDADE dentro dele falou mais alto.  A mesma humanidade que faltou para aqueles que talvez olharam para a Klô e apenas rotulam da forma como bem entenderam ao invés de perceber que algo estava errado com a moça grávida.

 

Klô nos dá um exemplo daquilo que também defendo.   Muitas vezes somos rotulados, discriminados e as vezes atacados por sermos quem somos, mas nossa essência sempre deve estar no comando.     Seria aceitável ele cuidar de seu evento e sua vida, por conta de tantas vezes que foi hostilizado por ser “diferente”?    Claro que não.   E ele fez justamente o correto.   Foi quem é, independente de como o mundo reage a sua presença, em respeito a sua essência, em respeito a moça que precisava de amparo e, principalmente, em respeito à vida.

 

Sermos quem somos, nossa melhor versão, nossa essência...  isso nos dignifica e nos faz sermos diferentes, dar o exemplo de que podemos apanhar da vida, mas se quisermos podemos devolver amor... amor ao próximo... amor a quem não nos tem amor.  Essa é a máxima do cristianismo.   O resto tudo são convenções e conveniências.

 

Somos mais que rótulos, somos mais que roupas, perucas e maquiagens, somos mais que nossas escolhas e opções, somos mais que nossas crenças e religiões.

 

Somos ESSÊNCIA...  somos #todosKlô

 

Abaixo o link com o vídeo divulgado na Internet sobre essa linda história.  Vale a pena conferir:

https://www.facebook.com/ViveremSantos/videos/1860299427336998/?hc_ref=ARRmyZlLAuboVw_7k4wphkrCBUEm7W8eqQWeIVd374eODSn7A8VxU7kz_CAyT917JKk

 

Agradeço ao amigo Clodoaldo por me permitir dividir essa bela história.

 

Uma linda semana a todos e até o próximo encontro.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quinta-feira, 25 jan 2018 15:15Atualizado em: quinta-feira, 25 jan 2018 15:16
  • Klô   Flavia Bianco   Transcendendo   
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De repente... a hora da colheita

Olá amigos...

 

Como estamos hoje? Como estamos no aqui e agora?

 

Recebi essa sugestão de tema da leitora Maria Lúcia e é uma grande oportunidade para pensarmos um pouco.

 

Nossa vida atual é resultado de nossas conquistas, nossas construções, daquilo que semeamos durante nossa caminhada, assim como é também resultado dos nossos erros, escolhas, inobservâncias e negligências.

 

Há um proverbio chinês que diz: “o plantio é livre, opcional... mas a colheita é obrigatória” ou então outro mais popular que fala: “quem planta, colhe

 

Isso significa que, salvo em algumas condições imponderáveis, nossa vida é construída por aquilo que somos, fazemos, escolhemos, plantamos e colhemos.   Não se pode querer que as coisas caiam do céu se não dermos uma força para que elas se materializem ou aconteçam.

 

O "de repente" não existe.  O sucesso que às vezes enxergamos nos outros, em sua absoluta maioria, veio com uma boa dose de perseverança, investimento, esforço, foco e outros requisitos.  Muitas vezes isso tudo é invisível para a grande maioria, menos para àquele que se empenhou.

 

Por vezes, nós alcançamos um sonho, uma meta e um objetivo e ouvimos: “nossa... fulano teve sorte na vida”.   Muitas vezes não fazem idéia do empenho que foi dispendido em sua realização.

 

Mas o mesmo acontece em situações inversas e adversas, quando reclamamos de uma melhor sorte que não veio.

 

Quantas vezes empenhamos nossos melhores esforços para realizar ou conquistar algo que as vezes não dá certo?   Será que nossos esforços foram em vão ou o planejamento seguiu por um caminho errado?    Será que não precisávamos rever o curso no meio da jornada?

 

E quando o assunto são relacionamentos que não deram certos, empregos ou oportunidades que perdemos, projetos pessoais que não foram realizados, amigos que se afastam...


Nada acontece de repente.

 

Assim como um projeto para ter sucesso requer um bom planejamento e o acompanhamento dos indicadores para correção de eventuais desvios, em nosso campo pessoal, psicológico e até de saúde acontece o mesmo.

 

Ninguém inicia um relacionamento com alguém pensando na frustração. Ninguém comete abusos ou negligencia sua saúde pensando em morrer ou em uma invalidez futura.  Não nos aplicamos a um projeto, atividade ou emprego, pensando em sermos descartados ou no fracasso.

 

Dessa forma, por que as desventuras acontecem?   De forma abrupta?   Não mesmo...

 

Em um emprego, projeto, banda de rock ou qualquer outra coisa que participamos, os eventos e situações acontecem de forma gradativa e acumulativa. O fim da linha, salvo alguns casos, normalmente está ligado direta ou indiretamente a essa sequência de eventos não observados, considerados ou corrigidos.

 

Quando falamos em saúde, um bom acompanhamento médico pode nos levar a evitar a grande parte das doenças crônicas, salvo as atribuídas à fatalidade ou questões genéticas e afins...

 

Amizades e relacionamentos são vias de mão dupla.  A todo o momento é possível perceber desvios na rota e buscar a correção, desde que seja vontade de ambas as partes, mas não é algo que se rompa ou deteriore de uma hora para outra.

 

E em todas as três situações citadas, temos o mesmo motivo: a "inobservância".

 

Se conseguirmos observar o nosso caminho, identificar os erros e corrigi-los, talvez o final da história possa ser outro.   Em situações onde não podemos fazer nada para mudar, aceitemos e façamos sempre nosso melhor.    Temos de ter coragem para mudar o que podemos, serenidade para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir ambas situações... lembram?

 

Mas na grande maioria dos casos, está em nossas mãos... o plantio e a colheita.   Plantemos nossas cenouras, mas não esperemos colher morangos.   A lei é bem simples.  Semeie coisas boas e a vida - cedo ou tarde - te brindará com o que é seu.    

 

Teremos nossos frutos, uns bons e outros não tão bons assim.   Mas acreditem: nunca será “de repente”, mas no tempo certo, de acordo com o cultivo e nosso merecimento.

 

Que aprendamos a melhorar a qualidade de nossas sementes, para que nossos frutos sejam vistosos e saudáveis no futuro.

 

Termino esse artigo com um trecho da oração de São Francisco de Assis, que ilustra perfeitamente a idéia desse pensamento do plantio e colheita:

Ó mestre, fazei que eu procure mais
  consolar que ser consolado
  Compreender, que ser compreendido
  Amar, que ser amado
  Pois é dando que se recebe
  É perdoando que se é perdoado...


E, levantando minha bandeira pessoal, completo com “É RESPEITANDO QUE SE É RESPEITADO”. 

Que a semana seja de bons plantios e colheitas a todos!!!


Um abraço fraterno a todos a até o próximo artigo.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quinta-feira, 11 jan 2018 16:59Atualizado em: quinta-feira, 11 jan 2018 17:01
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2018 - Receita para um novo ano

Olá amigos. 

 

Feliz e próspero ano novo!!!

 

A cada réveillon desejamos a todos - próximos ou não - um feliz ano novo.  Mas o que isso significa na verdade?

 

O que é ter um ano feliz?  Aliás... o que é ser feliz?  

 

Para uns, a felicidade é conseguir viajar, conquistar sua casa própria ou independência financeira, ver um filho se formando na faculdade, conseguir o emprego dos sonhos...

 

Para outros, felicidade está em contemplar a natureza, cuidar e trocar afetos com um animalzinho de estimação, se envolver em trabalhos voluntários ou filantrópicos, colocar um sorriso no rosto de alguém....

 

Enfim, a felicidade pode estar atrelada a coisas materiais ou imateriais, dependendo dos desejos, anseios e buscas individuais de cada um de nós.   Não existe certo ou errado nem nobres metas ou não. Cada um idealiza a felicidade a seu modo, uma vez que são conceitos legítimos de cada um e merecem ser respeitados, como ponto de vista pessoal.

 

Mas para uma parte de nossa sociedade, muitas vezes ser feliz é se encontrar dentro de si próprio, se aceitar em suas características ou escolhas, descobrindo seu lugar no mundo e, não menos importante, ter esse lugar reconhecido e respeitado sociedade, na família e/ou no ambiente de trabalho.    E nesse sentido, o primeiro passo é aceitar sua condição diversa, seja ela qual for.  Ser verdadeiro consigo, com seus princípios, sua ética e sua essência é fundamental para ser feliz. 

 

Posto isso, trago um pensamento atribuído ao teólogo norte-americano Reinhold Niebuhr (1892 - 1971):

 

“Concedei-nos Senhor,
serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar,
coragem para modificar aquelas que podemos e
sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

 

Se conseguirmos ter ou desenvolver esse discernimento, e aplicá-lo sobre cada um dos obstáculos, provas e dificuldades que aparecerão nesse ano que se inicia, certamente abriremos espaço para um caminhar mais feliz e menos lastimoso.

 

Levantar a cabeça e enfrentar com firmeza, foco e fé as dificuldades, acreditando em nosso sucesso e potencial. Isso é o que se espera de um vencedor. Daquele que lá na frente olhará para trás e dirá:  foi duro mas consegui!!!  E é o que temos de fazer.

 

Aprender a aceitar o que não podemos mudar, lidar com adversidades que fogem a nossa vontade ou atuação, não esmorecer pelas perdas, espinhos e tombos no caminho.  Isso certamente ajudará a ter uma visão mais positivista e, por certo, ajudará a enxergar novos rumos, novos horizontes e novas possibilidades de contornar as pedras que insistem em aparecer no estreito caminho.  Cada uma dessas pedras é um desfio, uma chance de vencer, de evoluir, de transcender...

 

Talvez essa seja a receita de um ano feliz.   Se ao final não for um ano de felicidade plena e absoluta, ao menos posso afirmar que se seguirmos o ponto de vista do teólogo americano, com certeza será um ano mais feliz, ou seja, aquilo que desejamos e ouvimos inúmeras vezes nessa passagem de ano, ao som de brindes e das belas queimas de fogos.

 

Felicidade é um estado de espírito, meus amigos... e deve estar sempre em nosso caminhar e não no destino.

 

Um ano FELIZ para todos.

 

 

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Extraordinário – uma aula sobre Bullying

Olá amigos.

 

Semana passada tive a grata experiência de assistir o filme Extraordinário (Wonder), baseado no romance infantil de R.J. Palacio.  Sem querer dar spoiler sobre o filme, ele trata de forma claríssima o assunto “bullying”, na visão de um menino de 10 anos, e de como o RESPEITO é fundamental para vencer essa patologia social que aflige a todos nós.

 

Esse filme me inspirou a tratar nesse artigo de um assunto tão complicado quanto necessitado de entendimento e discussão, que é a prática de bullying em nossa sociedade, mormente em meio a nossas crianças.

 

Alguem já foi ridicularizado por coleguinhas durante o período escolar?   

 

Quem responder afirmativamente a essa pergunta, sabe o quanto “dói” ser alvo de chacotas, principalmente se repetidos intencionalmente, fator característico do bullying.

 

Essa palavra, que tem origem no verbo inglês “to bully”, significa “tiranizar, oprimir, ameaçar ou amedrontar”.    E podem apostar que é exatamente assim que as pessoas que sofrem esse ataque se sentem.

 

E o que deflagra esse tipo de violência contra alguém?  O simples fato de ser DIFERENTE dos padrões da sociedade ou de um determinado grupo.   Não escapam desses ataques gordos, quem usa óculos, deficientes físicos, anões, negros, orientais, assim como também aqueles que são rotulados por fatores como classe social, religião, orientação sexual, identidade de gênero, refugiados, imigrantes ou qualquer outro fator diverso de uma suposta maioria ou padrão.

 

“Ah Flavia...” – dirão alguns – “essas brincadeiras são normais entre crianças... sempre foi assim. É muito mimimi ”.  Essas e outras argumentações eu escuto de pessoas que fecham os olhos para essa triste realidade.    

 

Não tenham dúvida meus amigos quanto a uma coisa:  BULLYING PODE MATAR !!!

 

Recentemente tivemos divulgado pela mídia nacional dois casos assombrosos:  

 

Em outubro deste ano um menino em Goiânia matou a tiros dois colegas de classe e feriu outros três. Alegou que não aguentava mais ser chamado de “fedido” e ser ofendido diariamente pelo colega a quem matou.  

 

Mais recentemente, em dezembro, na cidade de Várzea Paulista (SP), outro menino matou a pauladas um adolescente que o perseguia e o xingava, pelo simples fato dele ser estrábico.

 

Em primeiro lugar, NADA JUSTIFICA MATAR ALGUEM, isso é errado e deve ser tratado dentro dos ditames da lei!!

 

Qualquer cidadão de bem, entretanto, fica chocado diante desse tipo de desfecho, triste para os dois lados.  Ambos vítimas de uma mesma doença social: o bullying.

 

Agora meus amigos, convido-os a transcender sobre o fato em si.

 

O bullying é uma forma de violência psicológica, às vezes física, que causa dor e angústia no oprimido.    Como seres únicos, cada um de nós lida de forma diferenciada com as experiências, pressões e provações da vida.

 

Uns podem receber essa pressão, absorver e não ter maiores problemas em lidar com isso. Aprendendo através do fortalecimento de sua autoestima, a superar e vencer, como no caso do filme.

 

Já outros podem se retrair, guardar essa angustia para si e terem sua autoestima abalada, o que pode trazer consequências para a vida, processos depressivos, síndromes de inferioridade, complexos, etc.

 

Em casos mais agudos, tal opressão social pode levar ao extremo do suicídio ou, numa explosão de fúria, que resultam nos lamentáveis fatos que mencionei.

 

Portanto, meus amigos, BULLYING MATA !!!   Tenhamos isso em mente.

 

Não nos cabe aqui julgar quem é forte ou fraco de espírito para suportar essa pressão.  Cada um reage de uma forma.   O que nos resta é tentar achar saídas para resolver esse problema numa esfera global, já que é um fenômeno que atinge o mundo todo.  

 

A receita é um tanto simples, quanto difícil de aplicar: o tal do RESPEITO.

 

Como publicado em artigo anterior nesse blog, se educarmos nossos filhos quanto a necessidade de RESPEITAR as diferenças, sejam elas quais forem, episódios como esse deixarão de acontecer.  

 

É preciso ter o discernimento de que uma brincadeira que atinge o outro, em sua autoestima, não é uma brincadeira.  E esse ensinamento a nossos pequenos (e por que não o aprendizado para nós mesmos?) é tarefa de todos nós, pais, professores, amigos... no cotidiano, em nosso convívio social.

 

Presenciar um ato de bullying e não intervir, é ser conivente com algo que pode estar sendo danoso a alguém, por mais inocente que possa parecer. Que tenhamos, enquanto sociedade, essa consciência.

 

Ser melhor a cada dia... um passo de cada vez.    Se cada um de nós fizermos isso, estaremos caminhando rumo ao fim desse problema.


Fica a dica de um ótimo filme para pensarmos muito bem sobre o tema.

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Uma boa semana a todos vocês !

 

 

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É Natal? Então... é Natal.

Olá amigos... chegou o Natal !!


Bolas enfeitando lindas árvores, luzes nas fachadas de residências e comércios, vias públicas iluminandas, Papai Noel nos shoppings recebendo os pequenos...  sim, já é Natal.

 

A magia desse momento, tão lúdica e que encanta principalmente os mais novos, nada mais é do que um chamado, um lembrete para o verdadeiro significado dessa data.  O nascimento do Mestre Jesus.

 

Nos cultos cristãos ele sempre é lembrado, em diversos lares, mas também, mesmo entre os cristãos, as vezes passa batido.


Não vou falar aqui sobre o lado comercial da data, pois isso sempre é debatido em verso e prosa nessa data.  
Minha mensagem de Natal para esse ano é uma proposta diferente:


Além dos presentes, cartões, mensagens e refeições fartas, vamos dar um presente ao aniversariante?

 

Mas qual seria o melhor presente?   Ouro, Incenso e mirra, como os ofertados ao menino Jesus pelos três Reis Magos??   Acho que não...

 

Algumas religiões pregam que Jesus morreu na cruz para salvar a humanidade... um ato vivenciado de AMOR.

 

Em sua passagem por esse planeta, o maior ensinamento que nos deixou foi AMAR a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

 

Então... por que não lhe damos de presente o aprendizado e aplicação de sua lição: o AMOR?

 

E não significa com isso AMAR a Jesus apenas.    No sentido amplo, significa amar o próximo, os aflitos, os doentes, as criancinhas, os nossos inimigos... enfim, amar incondicionalmente todos aqueles, inclusive os DIFERENTES de nossas convicções, conceitos e/ou verdades.

 

Quem sou eu para falar em nome dele, nem tenho essa pretensão mas sei, com a certeza que carrego em mim, que Ele certamente AMARIA receber esse presente, o AMOR difundido entre todos, de forma indiscriminada.  

 

Amar quem nos ama é fácil.   A prática do AMOR e RESPEITO por aqueles que pensam diferentes ou que nos tenham ofendido... essa sim é a maior prova de AMOR e o maior presente que podemos dar a Ele. 

 

É difícil???  claro que sim!! 

 

Mas que tal começar a transcender com:

. dar um abraço naquele vizinho que tivemos um desentendimento tempos atrás;

. uma reconciliação com alguém quem brigamos;

. olhar com mais carinho para o problema do outro, que passa por dificuldades;

. respeitar (sem julgamentos), as escolhas, crenças, etnias, características ou condições de nossos irmãos considerados "diferentes";

 

Isso é uma tarefa árdua.. e nem poderia ser diferente.  É um burilamento constante de nosso espírito.   Ninguém conseguirá isso da noite para o dia, mas se dermos um primeiro passo com efetiva boa vontade, acredito que já faremos o Aniversariante muito feliz!

 

Desejo um Natal de luz e paz a todos que acreditam nessa data, na magia e no real significado do Natal.   Para aqueles que tem outras crenças ou simplesmente não acreditam, ficam meus sinceros votos de que a energia positiva emanada nessa data alcance o lar de cada um de vocês.

 

Um abraço fraterno a todos!

 

Flavia Bianco.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quinta-feira, 21 dez 2017 11:22Atualizado em: quinta-feira, 21 dez 2017 11:24
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Sobre
Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: [email protected]