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2020 - Uma Nova Esperança

Olá amigos,

 

2019 foi um ano de reestruturação para mim, para meu ativismo, no meu lado profissional e pessoal.   Abro o primeiro artigo do ano com uma reflexão sobre o que vem por aí.

 

Espero, com convicção, que seja um ano de justiça em todos os sentidos.

 

Confesso que, como muitos, as tensões frente ao cenário político-social causaram desconforto e indignação.   É bem difícil você lutar por uma causa e ver desrespeitos acontecendo diariamente.   Foi um ano em que tivemos aumento dos índices de feminicídio, registros de racismo, LGBTfobia, apologia ao nazismo... ufa. Não foi fácil.

 

Mas fiz uma promessa nesse final de ano... me despir de tudo o que pesou e machucou, para começar um ano novo pronta e aberta às mudanças que espero na minha vida.

 

A vida não mudará por si só... a principal e fundamental mudança vem de dentro, de nossa essência, de nossos planos, de nosso engajamento em fazer diferença.

 

Estou entrando no 4º ano de minha transição e, embora as dificuldades tenham sido enormes e muitas outras ainda estão na pauta, conquistas foram alcançadas.   Inserção no mercado de trabalho e ativismo nessa matéria, colaboração na organização da 2ª Parada do Orgulho LGBT de Santos, palestras e reconhecimento da atuação pela causa do “RESPEITO”.     Também vi nesse ano meus laços se consolidarem cada vez mais com minha filha, nas oportunidades que estivemos juntas e com a minha esposa, com nosso casamento.   Mas esse artigo não é sobre mim... é sobre esperança !!!   Apenas trouxe fatos que mostram que o ano, apesar de difícil, trouxe coisas boas.

 

E você? Já fez esse exercício?   Experimente escrever num papel as coisas boas que aconteceram... é uma boa experiência.

 

E fazendo-a, descobri que a esperança em dias melhores sempre nos ajuda a olhar o copo meio cheio e a acreditar que, por mais nublado que esteja o momento, tudo passa.

 

Mário Quintana (1906 — 1994), em uma sacada genial, escreveu em seu Poeminho do Contra:

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Quando se refere ao "Todos", podemos SIM considerar pessoas, situações, obstáculos e adversidades que estão em nossa jornada.

 

Se mantermos o foco, tudo passará... basta que tenhamos paciência, resiliência e tranquilidade para seguir nossos objetivos e projetos.

 

Que o ano seja repleto de realizações a todos.

 

Ao invés daquela famosa música de réveillon que traz em seus versos o desejo de “que tudo se realize...”, que tenhamos outra oportunidade: a condição de FAZER com que as coisas se realizem.   FAZER acontecer.

 

O ano começou com ameaças à paz mundial no oriente médio, tragédias pelas chuvas em Minas, caso de transfobia em Maceió... mas que a esperança somada de todos nós seja um feixe de luz.

 

Vamos transformar as pedras que aparecem na jornada e aquelas que nos atacam, em um sólido calçamento para o caminho que nos levará adiante.

 

Acreditem em vocês, sejam quem são e, principalmente, busquem seus objetivos.

 

Grande abraço e meu sorriso a vocês !!!    

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A todos e os melhores desejos para esse 2020 !

Até o próximo encontro.


 

 

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2019: um ano pelo RESPEITO

Olá amigos.

 

Depois de uma breve pausa, retorno ao blog hoje para falar sobre conquistas de direitos para a diversidade LGBT, obtidas nos meses de maio e junho desse ano, definitivamente histórico para a garantia de nossos direitos e para a luta contra a LGBTfobia.

 

Há 29 anos atrás, mais precisamente no dia 17 de maio de 1990, a OMS promoveu a despatologização da homossexualidade.  Uma conquista que, de tão marcante, transformou a data no Dia Internacional de Combate a Homofobia.

 

A importância dessa conquista foi justamente deixar de tratar como doença a orientação sexual de alguém.   Note que não escrevi “opção” ou “preferência” sexual, termos que lemos por ai.    Não se trata de uma escolha.   A orientação sexual de alguém é algo de sua essência.  Não se escolhe, aprende ou ensina essa característica da sexualidade humana.

 

No dia 20 de maio desse ano, essa mesma despatologização ocorreu com a questão da transexualidade, a qual deixou de integrar a 11ª versão do CID – Classificação Internacional de Doenças.

 

A manutenção da transexualidade no CID, como “condição relativa a saúde sexual”, apesar de questionada por parte dos movimentos LGBT, garante na prática a manutenção dos atendimentos à população trans através do SUS e dos ambulatórios de saúde integral, atuando na área biopsicossocial, o que já era uma conquista muito grande, embora careça ainda de expansão desse atendimento a outras localidades e regiões.

 

Portanto, a exemplo do que ocorreu em 1990, a retirada da transexualidade dos “transtornos da identidade sexual (F64)” encerra uma polêmica que se retomou há alguns anos sobre o título de “cura gay” ou “cura trans”.

 

Como escrevi acima, orientação sexual e identidade de gênero não são escolhas ou aprendizado, muito menos doenças.   Tratam-se de características da sexualidade inerentes a essência do indivíduo e, dessa forma, não passível de “cura”.

 

Aliás,  “NÃO HÁ CURA PARA O QUE NÃO É DOENÇA” foi uma bandeira adotada pelo CFP – Conselho Federal de Psicologia, através da Resolução 01/99,  já sinalizando o absurdo da conceituação e pressão que alguns segmentos exerciam sobre os LGBTs, com relação aos supostos tratamentos de “cura”.

 

Esses tratamentos, além de opressores, nunca promoveriam nenhuma “cura”.  Poderiam apenas impor os padrões sociais e sexuais ditos “corretos” e reprimir a liberdade de gênero e orientação sexual das pessoas, causado diversos problemas psicossociais, entre eles a depressão – principal causa de suicídios entre LGBTs.

 

Vitória portanto no campo da saúde voltada à população Trans !!!

 

E entramos em junho, mês em que foi celebrado no dia 28 os cinquentas anos de “Stonewall”, incidente ocorrido em bar norte americano, que deu origem aos movimentos de combate a violência e discriminação por orientação sexual ao redor do mundo. 

 

E nesse mesmo mês, foi concluído o julgamento pelo STF sobre a criminalização da LGBTfobia.  

 

O julgamento dos ADO 26 e MI 4733, iniciado em fevereiro desse ano, deu-se face a omissão do Congresso Nacional em criar uma legislação de proteção aos LGBTs contra os chamados crimes de ódio.

 

Em 13 de junho, pelo placar de 8 x 3, os ministros STF determinaram que tal conduta passe a ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), que hoje prevê crimes de discriminação ou preconceito por "raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”.

 

Vitória de todo o coletivo !!!

 

A expectativa entretanto é que essa decisão não acabe de vez com a violência contra essa população, da mesma forma que a Lei do Racismo e a Lei Maria da Penha não garantiu o resultado tão esperado até hoje, mas que ao menos seja um instrumento de punição e redução dos números alarmantes de violência contra LGBTs.

 

Levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) revela que de 1º de janeiro a 15 de maio desse ano, foram registradas 141 mortes de pessoas LGBT, 126 homicídios e 15 suicídios.  Uma morte a cada 23h, considerando ainda o elevado número de subnotificação sobre o tema.

Números alarmantes sim... e que precisam de um basta!!

 

E felizmente, essas conquistas são fortes aliadas nessa luta, não por apologia a nenhum tipo de ideologia, mas sim pelo RESPEITO à diversidade e aos direitos conquistados.

 

Quanto mais diversa uma sociedade, mais rica ela se torna.

 

E a melhor forma de acessar essa “riqueza” é alcançarmos a empatia e o respeito ao próximo, seja ele diferente ou não!

 

Um abraço a todes e até o próximo encontro.

 

 

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Páscoa. Vamos RENASCER de verdade?

Páscoa, a festa cristã repleta de significado quanto a ressurreição do Cristo, a promessa da vida eterna, sobre reencarnação, dependendo dos dogmas cristãos que você acredita.

Lembrar do real motivo, e não apenas da festa de mesas fartas e troca de ovos de chocolate, é o que mais se falará ou será publicado nesses dias. E com muita razão e pertinência, pois afinal assim como nas festas de final de ano, por vezes nos esquecemos do real significado da data.

A data em seu real significado recorda a ressurreição de Jesus, ocorrida três dias depois de sua crucificação no Calvário, fato que mostrou que a vida continua em outro plano. Essa é a crença Cristã, com algumas derivações quanto reencarnação ou a vida eterna.

Mas, conceitos a parte, proponho nesse texto transcender esse simbolismo da Páscoa para algo maior: o RENASCER. O Renascer necessário dentro de cada um de nós, o recomeço, a ressureição, a reinvenção... todos sinônimos do ensaio que proponho hoje.

Quantas vezes tomamos um determinado caminho que nos parece correto, fazemos uma determinada escolha, temos uma visão própria sobre algo e seguimos em frente com nossas convicções? Muitas das vezes acionamos o piloto automático e vida que segue...

Por vezes alguns fatos, acontecimentos, imprevistos e infortúnios, nos forçam a reprogramar rotas, metas e ações. Isso ocorre em nossa vida financeira, profissional, acadêmica e até familiar. E é absolutamente normal. A adequação e reprogramação frente às adversidades as quais somos confrontados.

O mesmo ocorre em nossas crenças e religiosidade. Quando alguém se assume “cristão”, está implícito nessa escolha de que nos espelhamos e queremos nos tornar o mais próximos possíveis de Jesus e de seus ensinamentos, não é assim?

Pois bem. A pergunta para a reflexão é a seguinte: será que nós revemos ou fortalecemos nossos conceitos cristãos, frente a toda a dificuldade e mudanças na sociedade em que vivemos? Será que usamos nosso "amor cristão' para rever conceitos e pré-conceitos, sob a ótica dos novos tempos e novos acontecimentos?

Muitas vezes, é preciso coragem e sabedoria para enxergar diferente, para mudar conceitos sobre algo que nos parecia tão certo e imutável. A chamada mudança de paradigmas.

Em se aproximando a época em que se celebra a ressureição do Cristo, com todas as homenagens prestadas pelo seu legado terreno, será que estamos nos aproximando do que Ele exemplificou em sua passagem terrena? Estamos exercendo ou nos esforçando para praticar o AMOR FRATERNO UNIVERSAL? Estamos amando o próximo como a nós mesmos, mesmo que suas características, crenças ou escolhas sejam completamente diferentes ou contrárias às nossas?

"AMAR AO PRÓXIMO", como cantado em verso e prosa na maioria dos cultos religiosos, nada mais é do que RESPEITÁ-LO em sua essência e individualidade e, na medida do permitido, ajudá-lo quando possível.

Quando a ajuda não for permitida, já é um grande ATO DE AMOR não julgá-lo ou atacá-lo por sua diversidade, seja de pensamento, ideológica, política, sexual, gênero, étnica ou qualquer outra que seja.

Como já escrito aqui em alguns artigos, ninguém precisa ACEITAR o pensamento de ninguém. Basta apenas RESPEITAR.

Chico Xavier em uma de suas mais memoráveis frases disse: “Aos outros eu dou o direito de serem como são e a mim, o dever de ser cada dia melhor”.

“Amar os vossos inimigos” – frase dita por Jesus – não significa chamá-los para dividir seu almoço de páscoa ou tê-los na convivência em seu lar, mas como disse Chico, PERMITIR que sejam como são. RESPEITAR quem não nos é semelhante, já é um belo exercício de amor.

A cada um segundo suas obras. Não temos o direito de julgar ou condenar a diversidade alheia.

A lei dos homens define crimes e normas de conduta sociais a serem seguidas. E vivemos em uma sociedade onde mecanismos garantem essas definições, vigilância e condenações, em que pese as falhas que infelizmente ainda vemos em nosso judiciário ou nas execuções penais em todas as esferas... mas isso não importa.

Aos infratores e criminosos, nada mais e nada a menos que o julgamento e condenação com base na Lei. Não sejamos nós pretensos algozes e carrascos alheios, baseados muitas vezes em nossos preconceitos e intolerâncias.

Hoje em, vemos julgamentos públicos, muitas vezes em "redes sociais" contra todo tipo de diversidade e situações de dificuldade alheia. Pessoas em situação de vulnerabilidade tratadas como bandidos... LGBTs, mulheres e negros, desrespeitados em seus direitos básicos... e até mortos pelas mãos dos que se acham no direito de ser o árbitro e o executor de penas, num país onde a pena de morte não é legalmente instituída. E isso não é nem de longe o que Jesus espera de seus seguidores, dos chamados cidadãos de bem.

Portanto, nessa Páscoa, fica o convite: vamos renascer em nossa crença cristã. Vamos buscar nos espelhar Naquele que ressuscitou no dia da Páscoa. Vamos reanalisar nosso pensamento, nossas atitudes e, principalmente, nossa EMPATIA com o diverso e diferente. Vamos nos aproximar daquilo que ele ensinou vivenciando, na vida e na hora de sua morte: o amor fraterno, universal e incondicional.

O AMOR CRISTÃO não tem condicionantes... não tem mais nem menos. Ou se "AMA", ou não.

Vamos amar mais? Fica o convite ao exercício e à reflexão.

A todos uma páscoa de paz e, acima de tudo, de AMOR FRATERNO UNIVERSAL.

Até o próximo encontro.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: sexta-feira, 19 abr 2019 13:31Atualizado em: sexta-feira, 19 abr 2019 13:35
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Dia Internacional da Mulher - Sororidade pela Igualdade

Olá amigos,

 

Hoje em especial, deixo uma reverência às mulheres (em toda sua diversidade), pelo nosso dia.

 

Dia 8 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher, data oficializada pela ONU em 1975, e que tem alguns movimentos nos EUA e Europa, no início do século XX, apontados como sua origem. O dia 08 foi utilizado referenciando um protesto ocorrido em 1917 na Russia, onde um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial.

 

Após uma breve pincelada sobre a história, trago para transcendermos juntos a questão da “SORORIDADE”, fundamental para os avanços e conquistas do FEMINISMO, em nível mundial.

 

Para um melhor entendimento do que é “SORORIDADE”, podemos defini-la como a união, aliança ou irmandade entre mulheres, baseada no companheirismo, ajuda mútua e empatia, na busca de objetivos comuns.     O termo é utilizado apenas para mulheres, em virtude da morfologia da palavra, derivada de “sóror”, do latim “irmã”.    No masculino temos seu equivalente signigicado na palavra “fraternidade”.

 

Entendido esse conceito, temos nele a base necessária para a luta pela igualdade de gênero, em direitos e vivência equânimes, livres dos padrões patriarcais.   Esse e o objetivo do “Feminismo” em sua essência. 

 

Muitas bobagens são ditas sobre o movimento feminista, alguns lamentavelmente engrossados por algumas mulheres, desqualificando, ofendendo e ridicularizando mulheres que lutam por essa causa.     Grande parte dessas frases são proferidas pela herança recebida da criação familiar, ainda pautada nos valores do “macho-centrismo” (neologia permitida...rsss).


Engana-se quem acha que o feminismo propõe o domínio ou supremacia das mulheres sobre homens.    A luta é simplesmente por igualdade de direitos entre todos, homens e mulheres.

 

É verdade que existem algumas militantes que são mais agressivas em seus protestos, como exposição de seus corpos e atitudes extremistas, mas com absoluta certeza, não são maioria dentro dessa luta.   O radicalismo, infelizmente está presente em todos os movimentos de nossa sociedade.  Em torcidas de futebol, partidos ou ideologias políticas, defesa dos animais, movimentos sociais por terra e moradia, mas nenhuma generalização é justa com nenhum desses segmentos.

 

Muitas ativistas trabalham em movimentos e coletivos com ações positivas, para a visibilização e discussão das demandas de uma outra forma.  

 

Eu mesma tenho a grata satisfação de ter participado, como palestrante, de alguns eventos corporativos na área de inclusão e diversidade, e nesses encontros conhecer mulheres incríveis, principalmente ligadas ao meio empresarial, que tem uma relevante luta pela diversidade de gênero e empoderamento feminino.   E essas associações, ONGs e entidades estão ganhando cada vez mais espaço.

 

É a tal sororidade lutando pela igualdade!!

 

O dia internacional da mulher não é uma data comemorativa ou comercial, mas sim uma data para ressaltar o “orgulho” em ser mulher.   “Orgulho” no sentido de fortalecer a luta para a garantia dos direitos ainda não reconhecidos.  Um dia por mais visibilidade e atenção a nossas demandas.    Portanto, é um dia para ganharmos mais do que bombons e flores... é um dia para sermos vistas... e enxergadas!

 

Em nosso país, a cada 2 horas uma mulher foi morta, simplesmente por ser “mulher” – o chamado “crime de feminicídio” – e, conforme estatísticas apresentadas pelo portal g1.com e pelo Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo.  

 

Temos aqui a Lei do Feminicídio e a Lei Maria da Penha de proteção às mulheres, mas mesmo assim, os números ainda são alarmantes e nem todas as mulheres sabem sobre seus direitos.

  

É contra essa violência, contra a desigualdade no mercado de trabalho e contra outras discriminações que o movimento feminista se articula, sempre em busca de visibilidade às demandas das mulheres e, principalmente, da conquista de locais de fala e escuta para esse ativismo.

 

É uma luta pelo respeito.   É uma luta por SORORIDADE.  É uma luta pela igualdade.... pelo direito de ter direitos.

 

E é isso que essa data traz para nós.  Uma reflexão do que fazemos em nosso entorno para que nós mulheres sejamos tratadas de forma justa a igualitária.

 

Felizmente, muitos homens hoje em dia estão aderindo a essa preocupação, seja em seus lares, no trânsito, no ambiente acadêmico ou profissional, mas é uma longa jornada que ainda precisamos percorrer.

 

Meu blog fala de RESPEITO e esse é o caminho.  E hoje é dia de lembrar de que ainda há muito a se conquistar, pela igualdade e respeito.

 

Dia para se levantar contra a misoginia, o sexismo e a violência contra a mulher, em especial contra o feminicídio.

 

Somos e sempre seremos mais do que se espera que sejamos. SOMOS QUEM SOMOS: MULHERES!! 

 

E somos mulheres em toda nossa diversidade.  Mulheres de todas as classes, etnias, credos, corpos, viéses políticos, orientações sexuais e identidades de gênero (biológicas ou não) e, a cada afronta ao direito ou integridade de uma de nós, todas sofrem com isso.

 

Juntas... somos mais fortes!!!

 

Que esse dia alcance seus objetivos no coração de cada uma de nós e da sociedade como um todo.

 

Grande abraço e até o próximo artigo.

 

 

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Haters: o lado sombrio de uma sociedade


Olá pessoal.

 

Nesse artigo convido vocês a uma reflexão sobre uma síndrome gravíssima de caráter mundial.  O crescimento dos chamados “Haters” (Odiadores em uma tradução livre).

 

Que nossa sociedade sempre teve máculas de respeito com diversos segmentos dela, isso é notório e amplamente registrado ao longo da história mundial.   Mas vou me restringir ao que acontece em nosso país.

 

Durante ANOS, os negros foram oprimidos ABERTAMENTE pela sua etnia, considerada inferior desde a época da escravatura até bem pouco tempo atrás.     Um absurdo, não exclusivo do Brasil, mas que gerou (e ainda gera) extremas desigualdades sociais no trato, no viés ideológico.  E mesmo com leis que tipifiquem o RACISMO como crime, muito ainda vemos de discriminação velada, bullying e situações relativizadas onde eles continuam a ser alvo dessa prática.

 

Outros grupos, como mulheres, LGBTs, refugiados, religiões de matrizes africanas também sofrem no dia a dia com esse mesmo desrespeito, que vai de uma simples brincadeira desrespeitosa, até casos de violência e morte, por motivos que vão de simples achismos ou preconceitos pessoais, até fundamentalismo e intolerância.

 

Mas fato é que, com a chegada das redes sociais, e a suposta sensação de anonimato, os discursos de ódio tem se tornado cada vez mais feroz... não apenas na seara das minorias mencionadas mais acima, mas atingindo agora qualquer um que pense diferente de alguém ou de um grupo.    

 

No ano passado, em virtude das eleições, tivemos um aumento horrível da criação de perfis falsos de “haters”, e outros ainda o sendo em seus próprios perfis, propensos a atacar om os piores discursos de ódio as pessoas de visões políticas contrárias.  E isso foi visto nos dois lados.  Não existem um só culpado, muito menos defesa para isso.

 

Saindo da polêmica eleitoral, tivemos outros eventos em nosso país que despertaram os mais desumanos comentários que poderíamos ver em uma rede social e pública, e que por indignação me levaram a dividir com vocês esse assunto hoje.

 

A morte da vereadora carioca Marielle Franco, o atentado contra o então candidato Bolsonaro, a ruptura da barragem na cidade mineira Brumadinho,  o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo e, por último, a morte acidental do jornalista Ricardo Boechat.

 

O que une todos esses acontecimentos???    Para boa parte da população, um sentimento de pesar e indignação, e empatia com a dor das pessoas e vítimas, independente de qualquer divergência clubística, polícia, ideológica ou do que quer que seja.

 

Mas para outra fatia de nossa sociedade, tragédias assim foram comemoradas aos fogos por alguns e compartilhadas por outros sem número.  

 

Coisas do tipo:

“Elegeu o fulano... tem que morrer como castigo” (sobre Bolsonaro ter tido maioria naquela região);

Esquerdista mimizenta, teve o que procurou....” (sobre Marielle Franco, morta em condições ainda a serem reveladas); e, mais recentemente,

Morreu por castigo de Deus, por ter criticado o Malafaia...” ou “pena que a (...) também não estava a bordo, um a menos para criticar o Bolsonaro” (sobre a morte de Ricardo Boechat, e me reservo o direito de não colocar o nome da outra jornalista, supostamente contraria ao governo).

 

Meus amigos... quando vemos declarações como essa, nos ficam as perguntas:
Quando nos perdemos enquanto sociedade?  
Onde erramos na formação de nossas crianças, atuais adultos autores de frases tão desumanas?   
Como perdemos a humanidade de não nos sensibilizarmos com a dor do outro? Para os Cristãos, diria:  a dor de nossos irmãos?

 

Vemos alguns religiosos e seus líderes proferirem discursos de ódio contra aqueles que não pensam da mesma forma ou são diferentes.   Uns participando das comemorações acima relatadas...    Cristo é amor.  Não deveria ser um exemplo a ser seguido?    Amar não é proferir discurso de ódio.

 

Cada vez mais vemos pessoas odiando, se tornando os tais “haters” contra aquilo que não concordam.   Nós por vezes não concordamos com tamanhos absurdos que vemos no dia a dia e, se não nos policiarmos, talvez contribuamos para rebater discurso de ódio com outro discurso semelhante.

 

Para tudo!!!    Precisamos pensar...  precisamos transcender.

 

A vida está tão difícil para muitos, o peso está cada vez mais pesado para muitos de nossos irmãos.   E aqueles taxados como minorias, carregam fardo maior ainda.     


Convoco aos meus amigos desse canal, de respeito e positivismo, a lutarem contra esse ódio crescente.  Não sejamos nós “haters” empoderados de nossas convicções.

 

Que nossas armas não sejam as de fogo, mas sim a nossa empatia e entendimento da diversidade e pluralidade de pensamento e da existência humana em sociedade.  E com isso quero dizer que, para o que é crime, o rigor da lei... para o que for discordância ou divergência, apenas o respeito.   Em qualquer situação.

 

Que nossa mudança de atitude seja um exemplo para nossos filhos pequenos, e que essas sementes que distribuímos hoje contribuam para um jardim mais florido no amanhã.

 

Que sejamos mais LOVERS... sempre!

 

Até a próxima.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: terça-feira, 12 fev 2019 13:12Atualizado em: terça-feira, 12 fev 2019 13:15
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Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com