Espelho, espelho meu

Todos falamos e sabemos que desencontros podem ocorrer, a expectativa não correspondida de um telefonema que não vem, um bolo quando se está com as pernas depiladas, calcinha combinando com o sutiã, prontinhas para viver a vida em seu colorido apaixonado.

Dor de cotovelo, palavra que é usada apesar de um tanto antiquada quando a frustração principalmente amorosa não é digerida, então faz-se cara de paisagem e continua no salto alto.

Tudo bem levamos em conta vaidade,orgulho e outros sentimentos e posições sociais que não podem cair do salto mas o grande e mais grave problema é que via de regra isso é confundido com um sentimento de rejeição que cola igual superbonder e não há elogio, confiança e dado de realidade que consiga desgrudar da alma rejeitada.

Claro que isso também acontece com os homens em diferentes situações mas eles tem mecanismos muito mais bem elaborados que em nossa cultura facilita aos homens, uma idinha ao boteco, um bate papo de futebol, passa o tempo e a sensação fica no passado.

Mas voltemos as mulheres que tem que desmontar toda aquela produção e enquanto tira o baton, o rimel borrado pelas lágrimas tem um tempo de dor que fica marcado.

Pois bem, está na hora de nós mulheres termos a capacidade de saber distinguir amor a si próprio de amor a uma imagem irreal de si e de sua vida, tendo um olhar realista para as perdas e dificuldades.

Enfrentando, analisando e passando um creme refrescante na pele recém maquiada e que não foi exibida esperando ou fazendo acontecer a próxima vez.

Creio firmemente que é um exercício e tanto para fortalecer a autoestima.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: segunda-feira, 13 mai 2019 07:50Atualizado em: segunda-feira, 13 mai 2019 18:16
  • autoestima   

Amor Romântico

Hoje vou responder uma questão trazida por uma leitora do blog, que anseia por um comentário acerca da história relatada.

Prezada Marcia Atik, tenho 54 anos ( eu sou solteira), porém uma mulher muito sozinha eu achava que tinha uma amizade com uma pessoa há 7 anos.

Ele é casado, (60 anos), tem duas filhas, nos encontrávamos a cada final de semana/15 dias apenas para “bons momentos” – apenas sexo.

Ele nunca me prometeu nada. Era tudo muito bem esclarecido!

Agora vem o pior: Estou afastada do trabalho por questões de saúde, vou fazer uma cirurgia na coluna.

E, desde esse dia ( já faz uns 40 dias) “afastou-se” digo, nunca mais quis me ver pessoalmente.Estou muito magoada.

Pela sua mensagem percebe-se que você está tão fragilizada que dá vontade de te pegar no colo, e de certa forma é isso que você espera dele como qualquer pessoa espera de outra quando tem uma relação de amor, cuidado, e projetos conjuntos.

Está super frustrada, pois gostaria que ele percebesse sua fragilidade, em não ser correspondida, em estar com a saúde abalada e ele não está disposto a isso, pois, aliás, o contrato não verbal da relação de vocês era para viver bons momentos.

Não farei um discurso sobre moralidade, ética, pois creio firmemente que é possível amar duas ou mais pessoas, mas esse amor tem regras bem específicas em cada relação que envolvem perdas e ganhos e a de vocês era de viver bons momentos.

Agora que está carente e precisando de um apoio, percebeu que ele não está disposto a viver isso, mesmo que me ache cruel eu diria que ele está sendo coerente.

Por outro lado, você está sinceramente sofrida, preocupada, solitária, talvez com dores e esse é o contexto perfeito para vir a tona a mocinha romântica que de modo geral ainda todas as mulheres tem guardadas num cantinho da alma, e que a nossa cultura valoriza e estimula.

E agora todas as faltas e vazios que você talvez tivesse nessa relação e não se dava conta vieram a tona agora.

Então deve se ater aos dados de realidade, essa relação não está mais funcionando porque você quer dela o que em princípio não fazia parte dela.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quarta-feira, 11 set 2019 10:56Atualizado em: quarta-feira, 11 set 2019 17:33
  • autoestima