Ainda há esperança

Não há dúvida que o desconhecido, na mesma proporção que nos fascina nos ameaça, e me lembro de ter visto na tv uma entrevista de um célebre neurologista ,dizendo que se o cérebro humano tem mil partes ,a ciência não conseguia conhecer inteiramente nem uma dessas mil partes, na ocasião tendo um familiar num processo de doença degenerativa, confesso que fiquei amargurada e desesperançosa.
Trazendo para o momento atual essa observação, e um momento que estamos impregnados de dúvidas, medo, estupefatos diante das notícias chocantes que nos invadem, num movimento de autoengano e preservação de um pouco da fantasia necessária para a sobrevivência da psiché humana.
Mas.....tem hora que não dá, então temos que nos aproximar da realidade ,mas não de uma maneira passiva e subserviente, mas de uma maneira crítica e reflexiva.
Pois é voltando ao nosso neurocientista e fazendo um paralelo, do que ele disse com a mente humana eu diria que, se a mente humana tem mil caminhos, nós temos que começar a desbravar um, em determinado momento voltarmos para o ponto de partida e buscarmos outro, pois a mente humana está ainda sob o mais profundo mistério do conhecimento humano pelas inúmeras e particulares conexões que cada um de nós é capaz de fazer com nossas memórias, vivencia e experiências de vida e, para complicar um pouco mais, sabemos que essas experiências podem ser reais ou fantasiosas, conscientes ou não...
A minha reflexão hoje é sobre a nossa grande dificuldade de saber se estamos certos ou errados nos vários caminhos que tomamos e isso depende apenas de que tenhamos um olhar mais criterioso para com nossos sentimentos e com as situações vividas e percebidas não como pessoas desconfiadas e assustadas com o mundo surpreendente que nos cerca mas sim como pessoas antenadas muito mais pelo que sentimos do que pelo que pensamos.

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: quinta-feira, 26 mar 2020 07:56
  • esperança   

Pois é..

Pois é..
Somos obrigados a mudar todos os planos e a renunciar á tantas coisas importantes da vida,pela necessidade urgente de nos mantermos em cativeiro responsável.
E agora tudo o que queríamos fazer teremos que adaptar as novas possibilidades e assim também com criatividade resgatar tantos outros desejos esquecidos.
Estamos muito construídos a querer o que as nossas obrigações impõe e nesse momento em que estamos apartados de tudo e de todos ,é exigida uma grande dose de auto olhar,isso é olhar para dentro de nós e vermos o que realmente é possível e urgente que se faça.
Surpreendentemente veremos que de urgência muito pouca coisa nos resta e ai vem a reflexão final,nos somos movidos pelas nossas necessidades ou por imposições que nos colocamos?

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: sábado, 21 mar 2020 11:22Atualizado em: sábado, 21 mar 2020 11:28
  • Desejo   

AMOR ENTRE MULHERES PARA UMA MÃE AFLITA

Escrever sobre homossexualidade feminina, não é fácil, mas se faz mister falar disso pois é um assunto muito pouco conhecido ,mas intensamente vivenciado nos dias de hoje. Creio que o conhecimento é o primeiro passo para que preconceitos e angústias sejam derrubados, chamamos de lésbicas mulheres que tenham relações ou desejos homoafetivos.
No século XIX, aqui no Brasil falava-se da relação de intensa amizade entre dona Leopoldina e a inglesa Maria Graham, isso apenas para dizer que as relações afetivas entre mulheres sempre existiram. Mas passavam sempre aos olhos da sociedade como intensa amizade ou cumplicidade, pois nessas relações também o desejo feminino nunca foi valorizado.
Não se trata de contar a história da homossexualidade feminina e sim de dar uma pincelada para percebermos que ela esteve sempre nos bastidores da história oficial.
O que eu pretendo na verdade é refletir o quanto a humanidade é contraditória num assunto que caminha com ela, mas sempre à margem.
De uma maneira geral, a expressão da sexualidade fica reduzida a um coito, a uma relação sexual, não levando em conta outros aspectos, às vezes até nem ligados aos órgãos genitais que são tão ou mais importantes que isso.
Na teoria, a liberdade é um sentimento que todos nós perseguimos, mas na prática só conseguimos quando temos coragem de viver em harmonia com o que sentimos..
Charlote Wolff bem definiu em seu livro – Amor entre mulheres –(sic) “...não é o homossexualismo, mas o homoemocionalismo, que constitui o centro e a própria essência do amor das mulheres entre si.”
O lesbianismo nada mais é do que uma variante da sexualidade humana. As lésbicas são, fora do comportamento sexual, exatamente igual às outras mulheres, bonitas, feias, talentosas ou rudes, fiéis ou desleais, dominadoras ou submissas.
A homossexualidade feminina tem algumas características particulares, é muito mais afetiva do que sexual. Embora o relacionamento sexual exista, são relacionamentos homoafetivos na sua essência.
Não serei hipócrita em dizer que os pais ou a família de uma jovem que assume sua homossexualidade devem aceitar sem angústias, Pois, desde a primeira boneca, já estamos pensando na nossa princesinha realizando os nossos sonhos, casando, tendo filhos e sendo a rainha do lar.
Nada contra isso, mas também sabemos que os filhos raramente satisfazem esse enredo, pois a vida deles não é nossa e os sonhos deles são particulares. E, na medida em que crescem, assumem seus desejos, independente de nossa romântica visão.
Como mãe e com o dever de preparar os filhos para a vida orientar apenas para que tenha dignidade nessa sua opção, que se respeite e se firme na vida pessoal, familiar e profissional como uma mulher de fibra, digna da admiração e do orgulho da mãe.
Não temos espaço para esgotar o assunto, mas esse é o começo para que nem você nem sua filha sofram o desencontro e o abandono em que muitas famílias se colocam quando os filhos fogem a sua expectativa principalmente em escolhas ligadas à sexualidade e ao afeto.





(*) Márcia Atik é psicóloga, terapeuta sexual e membro do Centro de Estudos e Pesquisas do Comportamento e Sexualidade (CEPCOS).

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: quinta-feira, 20 fev 2020 15:52

Eu quero, eu não gosto...

Desencontros são muito chatos em varias áreas de nossa vida. Quando vamos viajar com alguém e esse alguém só quer ir a shopping e nós aos museus, mesmo que perfis radicalmente opostos podemos nos divertir, usando apenas uma coisinha mágica que é a negociação.

A chatice do desencontro está muito mais em alguém querer ter razão e ser o dono da ideia do que no desencontro em si. Aliás o mote desse post é justamente valorizar os desencontros naquilo que eles trazem de melhor que é a ampliação de possibilidades,isso ocorre quando admitimos que a proposta do outro, pode não ser exatamente o que desejamos ou achamos que desejamos e nos abre para novas experiências.

No início desse post dei um exemplo bem prosaico: shopping ou museu. Isso pode ser também entre uma feijoada e um pratinho de saladinha light; entre dançar ou ir ao cinema. Em todas essas situações sempre haverá a possibilidade de dividir e satisfazer ambas as vontades. Mas o que mais me chama atenção é que essas questões também afetam a sexualidade na medida em que padrões são muito difíceis de serem mudados. O que é uma pena, pois quando se fala em sexo é mister valorizar o novo, o desejo do momento e a troca de experiencias entre os parceiros.

Discursos tais como não gosto de inovar, nunca fizemos assim e não faremos (decidindo pelos dois), isso é sujo, isso é feio, isso é pecado, acabam emperrando relacionamentos que poderiam estar em comunhão, desde que ambos se esforçassem para que de verdade a mágica da troca se efetivasse.

Não raro percebo esse padrão rígido como uma tentativa inconsciente de "punir" o outro sem que se perceba que nessa queda de braço, ambos os parceiros do delicioso jogo amoroso acabam perdendo.

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: segunda-feira, 10 fev 2020 13:07Atualizado em: segunda-feira, 10 fev 2020 14:49
  • relacionamentos   amor   

Gordinha

 

Achei pertinente dividir com vocês esse email que recebi de uma leitora ,insatisfeita com a vida por se sentir fora do padrão..qual padrão?? NãO SEI...


Marcia nunca fui magra sempre fui cheinha, mas agora depois de problemas familiares e  uma decepção atrás da outra perdi o controle,minha família me critica,minha libido acabou,não faço nada pois me acho feia e gorda ,quando encontrei emprego achei que tinham me dado a vaga apenas por pena e me demiti,tomei muito remédio sem indicação médica para emagrecer,estou gorda e perdida.


  Cara leitora,sentir-se perdida é um estímulo para se encontrar ou então ficar assim invisível para o resto da vida que na verdade não é vida.a impressão que tenho é que você idealiza muito tudo o que faz,que deseja e na hora da vida real as coisas não são assim pois problemas,desencontros e decepções estão aí.
A soma dessas experiências foi demais para você,que acabou entrando num processo depreciativo,num buraco negro.
O mais provável é que esteja projetando nos outros expectativas daquilo  que acha que não tem direito .o importante é sair desse circulo vicioso,mas precisa querer se ajudar,e permitir ser ajudada.
Busque um nutricionista que te oriente de uma maneira natural e com mudanças de hábitos,seja persistente e se torne uma outra pessoa uma versão melhor do que essa que você tanto despreza.
Depende de você.

 

 

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: terça-feira, 21 jan 2020 11:43
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