STALKER

O avanço tecnológico veio para nos ajudar e facilitar nossas vidas, é um caminho sem volta, apesar de que, às vezes, esse avanço, essa facilidade de ver e ser visto, procurar e achar acaba comprometendo nossa privacidade.

Privacidade, aspecto necessário não só pela violência que nos assusta, mas principalmente para que possamos ter liberdade de ser, apenas ser, certo ou errado, sem julgamentos nem pressões.

Uma leitora do blog mandou uma mensagem que fala da parte mais terrível desse estar público e também da qualidade de uma relação que a assusta agora, após o término, mas que na verdade, com certeza já era agressiva ou mesmo cruel antes de que ela se percebesse disso.

Namorei durante 3 anos um rapaz que, verdade seja dita, não era do gosto de meus pais, e agora que eu realmente me decepcionei com ele e vi que tem mais defeitos do que qualidades, eu rompi  com ele. O caso é que ele me persegue nas redes sociais, onde vou dou de cara com ele e também se aproxima de meus amigos para saber de mim. Confesso que estou incomodada e até com um pouco de medo, pois já o vi tendo reações violentas em algumas ocasiões.

Cara jovem, esse seu relato pode ser nada como também pode ser tudo, portanto, cautela nunca fez mal a ninguém.

Você pode estar me contando sobre um rapaz que gosta muito de você e não se conforma por tê-la perdido, como pode estar falando de um “ STALKER”

Stalker é uma palavra inglesa que significa "perseguidor". É aplicada a alguém que importuna de forma insistente e obsessiva outra pessoa. A perseguição persistente pode levar a ataques e agressões.

Não adianta ficar fugindo, mas você deve ter cautela de se resguardar um pouco enquanto ele estiver obcecado por você. Se por acaso perceber que mesmo assim ele não desiste, sempre temos o recurso judicial, traduzido pela Lei Maria da Penha, que está aí à disposição das mulheres que se sentem ameaçadas ou são agredidas. E vale lembrar que não precisa ser ataque físico. Um constrangimento ou uma pressão psicológica também são passíveis de denúncia.

Mas antes de tudo, já que namoraram por três anos, vale tentar um entendimento, não para reatar mas para fazê-lo compreender a inutilidade de suas ações atuais, uma simples conversa, mas nunca mais esteja sozinha com ele. Peça a ajuda de seus pais ou mesmo de alguém da família dele, para quem sabe conseguir trazer luz ao coração desse rapaz.

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: quinta-feira, 11 abr 2019 18:44Atualizado em: quinta-feira, 11 abr 2019 18:49
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Pagar por sexo

Assunto polêmico que não se esgota num único comentário, mas vale a pena refletir. A prostituição costuma ser abordada em debates, sem que discuta aspectos importantes tais como desejo, emoção e sentimentos de quem faz as transações comerciais.

Lendo um excelente artigo sobre o tema, confesso que em princípio me choquei com os termos usados para quem paga por sexo tal como necrófilo social. Mas analisando bem depois até que fez sentido.

Portanto o objetivo desse post é refletir sobre os meandros dessa prática que ainda hoje, com toda a liberdade sexual feminina e masculina, assombra as famílias.

Um dos dados da pesquisa apresentada, que é assustador, é que a maioria dos homens casados que usam o serviço de prostitutas o fazem sem preservativo, numa clara alusão ao poder e invulnerabilidade.

Para esses homens, a prostituta é vista como uma vítima, que comercializa seu corpo apenas por não ter outra opção e desde todos os tempos são frutos de lares desalinhados, com o discurso da mãe doente e do pai crápula e que em algum momento foram abusadas, reforçando o patriarcalismo da nossa sociedade e transformando a mulher em objeto, reproduzindo modelos antigos de dominação.

Daí a expressão contundente de necrófilos sociais, na medida em que se envolvem com mulheres mortas socialmente. Segundo a pesquisadora da universidade de Nottingham, quando um homem paga pelo sexo, ele se libera da obrigação de envolvimento com ela enquanto um ser humano, deslocando-se para o submundo para dar vazão aos seus desejos.

Muito pesado ler isso, mas é um dos aspectos levantados, no sentido de que esse homem de certa forma ou crê que o poder do dinheiro é o único caminho de satisfação por ter autoestima tão rebaixada que só vê possibilidade de relação dessa maneira. E, também, é levantada a possibilidade do medo de se vincular afetivamente, e sendo assim o sexo como transação comercial não fica assustador. Além disso, nesse caso questões intrapsíquicas devem ser trabalhadas.
 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: sexta-feira, 05 abr 2019 07:21Atualizado em: sexta-feira, 05 abr 2019 15:35
  • sexo   
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Fantasias sexuais

Quando a realidade não preenche a fantasia complementa. Quando li ou ouvi algo assim pela primeira vez, jovenzinha e bobinha, achei o cúmulo. Como assim?

Viver e valorizar a fantasia é igual acreditar no Papai Noel, na cegonha e no coelhinho da Páscoa, mas graças a Deus evoluímos e crescemos. Hoje eu diria sem medo de errar que se tivermos 50% de nossa vida calcada nas nossas fantasias e sonhos,seremos muito mais leves , produtivos naquela outra metade de pés ancorados fortemente no chão em qualquer que seja o aspecto de nossa vida.

Nesse sentido é importante integrar as fantasias sexuais na realidade sexual dos casais,como sendo aquele espaço em que corpos e amantes se comunicam sem nenhum tipo de barreira. O assunto veio à baila numa roda, por causa do personagem da novela da hora, o delegado afeito a coisas bem concretas como crimes e tráfico de pessoas que na sua intimidade se permite viver as mais loucas e as vezes pueris fantasias sexuais.

Creio ser esse o grande barato,sairmos do ego e dar um mergulho na essência,brincar como criança em aspectos de gente grande,tais como desejos e sexo. O tom da fantasia não precisa ser explicado nem entendido ,mas podem ser ditas ao  pé do ouvido ,cada fantasia deve e essa é a lei ser compartilhada pelos dois envolvidos,pois o grande objetivo de se permitir coloca-las em prática é estimular " aqueles segredos de nós dois" como diz a música. Na verdade são esses segredos, que uma troca de olhar ou um sorriso maroto anunciam que fazem as verdadeiras e fortes alianças.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: sexta-feira, 29 mar 2019 08:09Atualizado em: sexta-feira, 29 mar 2019 20:51
  • sexualidade   

Lá na empresa

Há clima e boatos de demissão e noto a turma pessimista e amedrontada com medo de demissões. O que fazer para melhorar o ambiente de trabalho?

Quando o clima em nossa volta está tenso é usual ocorrer uma baixa de rendimento, uma quebra nas relações e, principalmente, um ambiente propício para desencontros e erros. Intervir no ambiente é, muitas vezes, difícil. O ideal é se preparar individualmente para resgatar o que há de melhor em si e desenvolver ações pessoais de relaxamento, redescobrir alegrias para estar bem e irradiar, a partir de você, esse equilíbrio para enfrentar as adversidades quando chegarem.

Na verdade falo de cuidar da autoestima que é a melhor arma que temos para ultrapassar os obstáculos que, queiramos ou não, aparecem.

Ficar à espreita do desastre sem saber se ele vem ou não enfraquece, desestimula e abre a porta para que dores apareçam inclusive as físicas advindas de doenças psicossomáticas.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quinta-feira, 21 mar 2019 21:47Atualizado em: quinta-feira, 21 mar 2019 22:20

Uma em muitas, muitas em uma

Em um um texto da socióloga e escritora Camile Paglia que dizia que “Em muitos países, inclusive no Brasil, as mulheres são maioria nas universidades e constituem boa parte da força de trabalho, mas pesquisas sugerem que elas nunca se sentiram tão infelizes. Quais são as causas da tristeza?"

Com certeza a frase que ecoa e faz com que qualquer mulher ou homem interessado na felicidade e paz universal pare para pensar: será que é isso mesmo?

Pois bem. Baseando-me em todas as histórias que minha profissão e pacientes me permitem compartilhar eu diria que infelizes não, mas atrapalhadas e muitas vezes perdidas sim.

Em maior parte por uma questão bem pessoal e feminina o que torna esse discurso estranho a ouvidos desinteressados ou mesmo céticos, pois o psiquismo feminino é tão específico que aquilo que conhecemos tradicionalmente como emoções, desejos, desafios tem uma característica muito íntima e pessoal para cada mulher não que as mulheres sejam difíceis e complicadas, mas porque essas emoções e sentimentos tem nuances que oscilam e se permeiam por motivos variados que vão desde a cultura machista, que ainda nos obriga a manter certa organização de pensamentos até mesmo a subjetividade das oscilações emocionais e hormonais.

Acreditando que há sempre um mundo novo, uma nova possibilidade, mas apenas para algumas pessoas, que são aquelas pessoas especiais que vão buscar dentro de si de suas próprias experiências um mundo novo.

É assim que quero ver as mulheres, nós, nossas mães; filhas e netas, sem idade, não infelizes, mas insatisfeitas sim, pois o caminho ainda não foi totalmente percorrido.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quinta-feira, 07 mar 2019 19:32Atualizado em: quinta-feira, 07 mar 2019 21:43
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