O Beijo

Freud já disse na sua teoria do desenvolvimento sexual que a sucção é a primeira manifestação sexual da nossa vida, anterior ao conhecimento do objeto sexual, e o beijo será a repercussão dessas sensações na vida adulta e erotizada.
Nessa linha de raciocínio os beijos evocam, no plano inconsciente, o conforto e a satisfação que a pessoa experimentava quando em sua vida de bebe, a presença do seio materno representava o alivio da fome e o aconchego amoroso.
Essa caricia com a boca, pode ter sido exclusivamente erótica na origem, mas na vida social ela acabou por assumir variadas significações, muita dela sequer relacionadas à afeição.
O beijo desperta não só uma enorme quantidade de produção de endorfinas, mas ele também é um excelente elemento para fisioterapia das lesões da face. Durante um beijo são mobilizados 29 músculos, sendo 7 linguais.
Os batimentos cardíacos aumentam de 70 para 150, melhorando a oxigenação do sangue, o que mostra que o beijo tem também indicação cardiológica. Mas ele também tem alguns pequenos inconvenientes.
No beijo há uma considerável troca de substâncias, 9 miligramas de água, 0,7 decigramas de albumina, 0,8 miligramas de matérias gordurosas, 0,5 miligramas de sais minerais, sem falar em outras 18 substâncias orgânicas, cerca de 250 bactérias, e uma grande quantidade de vírus.
Não se assustem com esses números, o beijo é ótimo. Além disso, o beijo é calórico.
Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 10 calorias, de modo que as gordinhas fiquem felizes por que talvez o beijo seja uma boa maneira de emagrecê-las.
Mas tirando todo esse discurso teórico o bom do beijo é que ele deve ter sentido, beijar por beijar é desperdício, mas beijar com um elo entre o corpo e a alma é tudo de bom.


Serviço:30 beijos do Kama Sutra, conhecer e experimentar #fica a dica

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: terça-feira, 20 ago 2019 09:05
  • beijo   

Raiva, não controle

As emoções existem e estão aí para serem vividas. Mas existem algumas que são decantadas e cantadas com fervor, repetidas quase a exaustão, a um ponto em que até acabam perdendo o sentido...amor por exemplo - amando ou não amando - a palavra vem com muita facilidade aos lábios e, infelizmente, com muita dificuldade ao coração.

Na lida terapêutica, nos acostumamos a simbolizar e dar sentido ao que é vivido e sentido, mas nada espanta mais quando nos vemos obrigados a nos depararmos com sentimentos ditos menos, desqualificados quer na nossa sociedade, na religião, na cultura de uma maneira geral.

São vários, poderia aqui trazer à luz da discussão os mais temidos, a inveja (da qual falaremos oportunamente) e a raiva, que é o foco desse artigo.

Como as pessoas se sentem mal quando confrontadas com esse sentimento que emana delas, muitas vezes com razão; mas preferem se identificar com a mágoa. Que pena! Perdem a chance de tirar de dentro do peito a dor sem ferida, a dor que sufoca, preferindo a mágoa que vitimiza, porém é muito mais acolhida...pois a vítima sempre tem muitos anjos bons para a acolherem e dar-lhe razão, reforçando a vitimização e a situação de injustiçada.

Mesmo que tudo isso seja verdade, ser vítima, ser injustiçada ou mesmo ser agredida, ficar magoada esconde uma passividade não apenas diante do agressor ou da agressão, mas principalmente diante da vida.

E que vida é essa cujo sujeito é passivo? É a vida imposta, o ritmo imposto e, principalmente, o sentimento imposto.

Oh, céus! Alguns devem estar dizendo ou pensando, nesse momento de tantas guerras, desencontros vem uma psicóloga fazer apologia à raiva?

Não é bem assim, mas sem dúvida o objetivo desse artigo é legitimar a raiva como expressão daquilo que incomoda e, principalmente, fazê-lo de maneira produtiva.

Difícil não é? É sim, mas é como andar de bicicleta, depois que se aprende .....

O que é transformar um sentimento numa coisa produtiva? É simplesmente dar sentido à raiva permitindo-se sentir e expressar, não dando socos e pontapés e sim recriando a nossa vida implantando algo que vai de alguma maneira mostrar para nós que o alvo de nossa raiva tem pouco ou nenhum papel de importância vital.

Pois aí mora o grande perigo: deixar com que sentimentos menores, negativos nos dominem a ponto de darem sentido a nossa vida.

Uma pessoa magoada é aquela machucada, fraca e infeliz. A pessoa com raiva é aquela que se reconhece pulsante, fica vermelha e tem que elaborar para não explodir.

Que tal exercitar ou se permitir viver algo de grande importância e que, principalmente, proporcione muito prazer? Essa maneira simples é apenas ilustrativa, pois canalizar emoções desagradáveis em algo produtivo enriquece, amplia e faz com que a crise possa ser vivida de maneiras mais criativas e não de maneira fatal, desorganizada ou até mesmo limitante.

Portanto, raiva inspira a ação e a competência, ao contrário da mágoa que cheira a incompetência e passividade.

Basta escolher sabendo que a reposta e o resultado estão dentro de nós. É pertinente nesse sentido o que diz o poeta libanês Gibran Kalil Gibran; “toda a Criação existe dentro de você e tudo dentro de você também existe na Criação. Um único átomo contém todos os elementos da terra. Um único movimento do espírito contém todas as leis da vida. Acima de tudo, uma única manifestação sua contém todas as manifestações da própria vida”.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: terça-feira, 30 jul 2019 07:32Atualizado em: terça-feira, 30 jul 2019 18:41
  • raiva   

Sexting

Hoje, quando o sinal do intervalo dispara e um grupo de alunos deixa a sala de aula para colocar em dia a conversa com os colegas, muitos têm algo bem mais picante para mostrar no visor do celular.

O que os excita são as cenas de adolescentes nuas ou praticando sexo. Não se trata de cenas baixadas da internet, mas gravadas por colegas e distribuídas por tecnologias a que todo celular hoje em dia tem acesso.

O fenômeno de fotografar ou filmar a si próprio em momentos de intimidade e transmitir as imagens por celular nasceu nos Estados Unidos, onde é chamado de "sexting" - neologismo que une sex (sexo) e texting (a troca de mensagem de texto pelo telefone). Em pouco tempo, a mania se espalhou como vírus.

O sexting é mais comum do que imaginam os pais. As histórias nem sempre têm desfecho inocente - a brincadeira que costuma oscilar entre a travessura e a pornografia está virando um problema para pais e os próprios adolescentes.

No Brasil ainda não há dados sobre a extensão do fenômeno, mas como tudo que pega lá fora o povo tupiniquim acha que é novidade, vale a pena conhecer, para cuidar e coibir.

Pais atenção as fotos que seus filhos postam,começam com uma inocente barriguinha de tanquinho e depois a curiosidade e a voracidade fica descontrolada.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quinta-feira, 04 jul 2019 11:15Atualizado em: quinta-feira, 04 jul 2019 15:24
Reprodução Reprodução

Frio ou Quente

As revistas, a TV, o cinema, além das amigas estão sempre passando um padrão de sexualidade, principalmente femininos que nos deixam a todas confusas, atônitas ou mesmo complexadas.

As cobranças ficam ainda mais intensas quando o relacionamento por diversos motivos, não necessariamente sexuais, está desconfortável ou insatisfatório, então acontece algo devastador para a auto-estima.

Atualmente o termo frigidez é comumente ligado a toda e qualquer insatisfação na vivencia sexual, falta de desejo, afastamento da busca do prazer e ausência de orgasmo fazem parte do cotidiano de quem enfrenta a frigidez.

Antes focada apenas na falta de orgasmo, a frigidez, atualmente, é entendida num sentindo mais amplo, abrangendo as disfunções sexuais ligadas a falta de prazer e de desejo.

Mas a frigidez é a negação da sexualidade no seu sentido mais amplo e erótico. É um estado de falta de interesse e incapacidade geral da busca pelo prazer.

O principal nesse discurso é entender esse geral e conseguir resgatar essa perda, não negando o sexo propriamente dito, mas valorizando e muito as outras relações de prazer.

Na frigidez, a mulher tem a falta de Eros, na tradição mitológica grega, a figura de EROS, deus grego do amor, que e também princípio de alegria, de vida e de prazer. Daí foi originada a palavra "erotismo", que teve conceito deturpado ao longo dos tempos colocada apenas nas questões ligadas ao sexo .

A pessoa frígida ou com disfunção orgástica, sendo mais correta, tem um curto-circuito não apenas na sua relação com o sexo, mas em vários aspectos da sua vida.

Por sermos indivíduos plurais, várias causas podem contribuir com essa disfunção, mas o importante é que independente do que mantenha insatisfação a busca pelo equilíbrio e pela felicidade seja constante, se essa busca ficar comprometida a frigidez toma conta da vida e aí o buraco é mais fundo.

Diz uma lenda chinesa de que se ao mergulharmos não encontrarmos pérolas, basta ir mais fundo pois sem dúvida elas estarão lá.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quarta-feira, 05 jun 2019 11:31Atualizado em: quarta-feira, 05 jun 2019 18:34
  • frigidez   sexo   

Essa tal felicidade

Ah! Onde está essa tal de felicidade! É o que ouvimos no dia a dia de consultório daquelas pessoas desalentadas ou disfuncionais em alguma área da sua vida.
Aprendemos que a felicidade é algo enorme, invasiva, barulhenta e frenética, nessa crença do minuto de felicidade que explode o coração acabamos passando batido nas pequenas felicidades as “petit bonheur” que segundo os franceses é elegante e carinhosa na alma+ que é a felicidade do momento.
E o que é a vida senão uma sequencia de momentos?
A felicidade pode estar bem escondidinha nos pequenos atos do dia-a-dia.
Descubra-a criando pequenos rituais, como agradecer a boa noite de sono ao acordar, ou sempre tomar um copo de água depois de escovar os dentes para sentir a sensação de "boca fresca". Se você não tem nenhum, crie alguns. Se você já tem os seus, faça-os com prazer e alegria.
O que esse conselho das avós tema ver com a sexualidade? TUDO.
Sim porque quem não tem a capacidade de perceber as pequenas alegrias, felicidades, e sensações do dia a dia não terá uma relação boa, com sua sexualidade.
Sim, porque ao contrario dos grandes e barulhentos orgasmos, dos corpos esculturais e faces botocadas, o afeto e o desejo está bem escondido nas pequenas coisas do cotidiano, aspectos que não estamos valorizando muito e que acabam com aquilo que resta na nossa autonomia de busca da felicidade.
É hora de criar nossos modelos, modelos pessoais de felicidade, modelos que usam a nossa própria experiência e história e não cultivar modelos importados, copiados em busca de um ideal que está muito longe de nós.
Felicidade é isso, simples e pertinho de nós.

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: sexta-feira, 31 mai 2019 07:40
  • felicidade+   
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