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Rocketman é raso, tem diálogos risíveis, é um novelão mas... tem as canções de Elton John. E isso salva o filme!

Rocketman se sustenta nas belíssimas canções de Elton John. Apesar de dirigido pelo mesmo cara de Bohemian Rhapsody, vai mais pela linha de 'Mamma Mia", na qual o roteiro segue em frente apenas para dar deixas para videoclipes das mais famosas canções do astro, quase como se fosse propositalmente feito para se tornar musical nos palcos.

Entretanto, outras características de 'Bohemian' estão em Rocketman. O fiapinho de história e o clima de novelão, por exemplo, aqui são ainda mais evidentes, com o melodrama jogado na cara da platéia. "Quando você vai me abraçar?", pergunta o pequeno Reginald Dwight ao pai ausente e frio. "Você nunca será verdadeiramente amado", diz a mãe, já a Elton, em outro momento do filme. 

Da história do astro pop, que provavelmente é meu artista vivo favorito, há pouco, bem pouco. Também como no filme do Queen, o foco está na "jornada do jovem comum com um talento além do normal que explode em sucesso, se embebeda dele, esquece dos amigos, assume a homossexualidade, se envolve com um agente/amante vilão e, no fim, se redescobre".

Para mostrar o inferno que viveu e a consequente redenção, o filme deixa de lado momentos e eventos chave da vida de Elton e, neste caso, a versão não fica melhor que o fato. Só para citar alguns que não aparecem na história:

>> A amizade com Lady Diana, a princesa de Gales. Eles eram tão próximos que ele cantou Candle in the Wind no funeral dela;

>> Os prêmios - dezenas - que ele ganhou, incluindo un Grammy, um Oscar, um Globo de Ouro e um Tony;

>> A paixão extrema pelo futebol. Elton chegou a ser dono de um clube, o Watford, que, com seu apoio, chegou à primeira divisão inglesa.

Enfim, mesmo com todas estas críticas, o filme está longe de ser ruim. Só não é bom. E ficou bem longe de me "pegar" como Bohemian fez. Seus melhores momentos são os (quase todos) excelentes números musicais, que chegaram até a me fazer esquecer os diálogos medíocres e a nula profundidade dos personagens. Bonitão visualmente, tem interpretações ok e tem o que de melhor poderia ter: as canções de Elton John. Que, em última análise, são a principal razão para termos ido ao cinema. Com todas as ressalvas, vale assistir.

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 03 jun 2019 09:55
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O regente Luis Gustavo Petri, da Orquestra Sinfônica de Santos, no Releitura 4

O regente Luis Gustavo Petri, da Orquestra Sinfônica de Santos, é o convidado do Releitura 4

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: sexta-feira, 24 mai 2019 18:05
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O Mágico de Oz: cinco diretores, filmagens muito acidentadas, suicídio, abuso e muitos problemas!

O Mágico de Oz encanta gerações desde sua estréia, em 1939. Mas, à parte sua magia, o filme teve uma das filmagens mais desastradas da história do cinema. Só como exemplo, o filme teve 14 roteiristas e cinco diretores passaram pelo projeto, embora Victor Fleming seja o único que aparece nos créditos.

Foi assim: Richard Thorpe foi o primeiro responsável pelas filmagens mas foi demitido depois de ter rodado apenas algumas cenas. George Cukor foi então convocado pelo estúdio mas sua agenda estava lotada e ele abandonou o projeto. Victor Fleming, então, entrou na jogada e rodou boa parte do filme, mas não o terminou porque recebeu o convite para dirigir …E o Vento Levou. O produtor Mervyn Leroy também chegou a dirigir algumas cenas.

O quarto diretor, chamado apenas para rodar algumas cenas adicionais, foi King Vidor. Mas ele teve uma sorte danada: dirigiu a sequência mais famosa do filme, a clássica cena em que Dorothy canta Over The Rainbow na fazenda, em preto e branco (apenas o mundo de Oz aparece colorido). Mesmo não sendo creditado, é a cena de Vidor a mais lembrada do filme.

Outros problemas abalaram as filmagens do longa. Há, por exemplo, uma lenda urbana?—?nunca comprovada?—?de que um dos anões contratados para viverem os munchkins se suicidou durante as filmagens e que seu corpo pendurado aparece na cena em que Dorothy, o Espantalho e o Homem de Lata aparecem na Estrada dos Tijolos Amarelos.

A protagonista Judy Garland não era a primeira escolha dos produtores. Eles queriam a estrela mirim Shirley Temple, que foi descartada apenas por não saber cantar. Judy, que na época já tinha 16 anos, foi obrigada a usar bandagens para esconder os seios, já que interpretava uma criança. Dizem que foi esse o motivo para os problemas com sua auto-imagem que a acompanharam por toda a vida e a levaram ao alcoolismo.

Judy Garland teve problemas ainda mais sérios durante as filmagens. Em um livro autobiográfico, o ex-marido da atriz, Sid Luft revela que os atores, especialmente os que interpretaram os Munchkins, enfiavam as mãos por dentro do vestido dela.

Mais: Buddy Ebsen, escalado para viver o Homem de Lata, foi obrigado a abandonar as filmagens porque era alérgico à tinta usada para pintar sua pela e dar a impressão de metal. Ele foi substituído por Jack Haley.

Além das filmagens, outras histórias envolvem o filme. Uma delas, sensacional, é a do disco The Dark Side of The Moon, da banda inglesa Pink Floyd. Diz a lenda que se o disco for tocado junto com o filme, cenas e músicas se encaixam com perfeição.

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Entrou para a história
Apesar de todos os problemas, O Mágico de Oz entrou para a história do cinema e chega a aparecer, em algumas listas, como o filme de maior audiência em toda a história. Veja outras curiosidades do longa:

> O filme começou a ser produzido como uma resposta da MGM ao sucesso, dois anos antes, de Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney.

>> A canção Over The Rainbow, que quase foi cortada do filme porque o estúdio considerou a sequência em preto e branco longa demais, foi considerada pelo American Film Institude como a canção número 1 a aparecer em filmes norte-americanos.

>> O filme custou US$ 2,7 milhões e arrecadou, nos cinemas americanos, US$ 3 milhões. Uma cifra bem modesta. Mas a bilheteria internacional -especialmente no Brasil, no México, Austrália e Inglaterra?—?garantiu lucro para a MGM.

>> No final original planejado pela MGM, a câmera descia para mostrar que, apesar de tudo parecer um sonho de Dorothy, ela ainda estava usando os sapatos de rubi. A cena, entretanto, foi cortada pelo estúdio.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: sexta-feira, 24 mai 2019 16:47Atualizado em: sexta-feira, 24 mai 2019 16:48
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Confira o bate-papo com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho no Releitura 1

Confira o bate-papo do jornalista Gustavo Klein com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho no Releitura 1, que foi ao ar em 3 de março de 2018

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: sexta-feira, 24 mai 2019 11:21
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Um dos seriados mais queridos dos anos 60, ‘A Feiticeira’ é sucesso até hoje. Veja curiosidades do show:

Um dos seriados mais amados de todos os tempos, ícone da cultura pop. A Feiticeira teve oito temporadas, foi ao ar originalmente entre 1964 e 1972 e é reprisada, ininterruptamente, desde então. Mas, à parte o sucesso popular, nos bastidores, o seriado sobre uma bruxinha que se casa com um humano e se esforça para se adaptar à vida mortal foi uma produção cheia de curiosidades. Confira algumas:

>> O pequeno desenho animado que abre o seriado foi criado pelos estúdios Hanna Barbera, que eram ligados à produção de A Feiticeira pela produtora, Screen Gems.

>> São vários os personagens que foram vividos por mais de um artista. O mais conhecido e óbvio é o de James Stephens (Darrin Stephens na versão original), o estressado marido de Samantha. Nas cinco primeiras temporadas ele foi vivido por Dick York, que precisou abandonar o show em 1969 por sentir dores nas costas que o acompanharam pelo resto de sua vida, fruto de um acidente de carro. Ele foi substituído, curiosamente, por outro Dick, o Sargent, que fez o papel nas três temporadas seguintes. Nenhuma explicação sobre a mudança foi dada ao público.

>> Entre os outros personagens que foram vividos por mais de um artista estão a vizinha fofoqueira Gladys Kravitz, a esposa de Larry Tate (Louise), a filha bruxa de Samantha (Tabatha) e o pai de James.

>> Sobre a substituição de Dick York por Dick Sargent, a mudança não aconteceu sem traumas. A atriz Agnes Moorehead, que vivia a geniosa sogra Endora, era muito ligada a York e quando Sargent estreou, ela fez cara feia e disse a ele que não gostava de mudanças. O público também não aprovou totalmente a substituição, já que os índices de audiência caíram 13 pontos.

>> Tabatha, a filha de Samantha, foi vivida pelas gêmeas Erin e Diane Murphy. E, ao contrário da lenda que se propagou pela Internet, nenhuma das duas se tornou estrela de filmes adultos. Outras duas atrizes bebê, que hoje são famosas e ganhadoras do Oscar, concorreram ao papel de Tabatha: Helen Hunt e Jodie Foster.

>> Já a estrela da série, Elizabeth Montgomery, a Samantha, vivia também o papel de sua prima maluquinha, Serena, usando uma peruca morena. Mas nos créditos do seriado a personagem Serena era creditada a Pandora Spocks. Muitos fãs do seriado, por incrível que pareça, não percebiam a brincadeira e mandavam cartas para Pandora.

>> Paul Lynde, o tio Arthur, também apareceu no show antes de se tornar um personagem regular. Ele fez, na segunda temporada, um instrutor que tenta, sem sucesso, ensinar Samantha a dirigir.

>> Há várias referências cruzadas entre A Feiticeira e Jeannie é um Gênio. A cozinha de Larry e Louise Tate é a mesma de Tony e Jeannie. Da janela da casa de Tony se vê, em vários episódios, a casa de Samantha e James do outro lado da rua.

>> Duas atrizes coadjuvantes faleceram durante o show. Marion Lorne, que vivia a tia Clara, morreu em 1968, durante a quarta temporada e foi premiada com um Emmy póstumo. Alice Pearce, que fez a primeira senhora Kravitz, morreu em 1966, também ganhou um Emmy póstumo e foi substituída por Sandra Gould.
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>>
 Elizabeth Montgomery foi casada com o produtor do show, William Asher, durante todo o período de exibição, entre 1963 e 1974. Foi seu terceiro marido, com quem teve seus três filhos. Ela se casaria mais uma vez nos anos 90, pouco antes de sua morte.

>> A célebre música-tema do seriado era para ser cantada, idéia que nunca foi colocada em prática no show. Mas essa versão foi cantada por diversos artistas, como Peggy Lee. Eis a letra: “Bewitched, bewitched, you’ve got me in your spell… Bewitched, bewitched, you know your craft so well… Before I knew what you were doing, I looked in your eyes… That brand of woo that you’ve been brewin’ Took me by surprise… You witch, you witch! One thing that’s for sure, that stuff you pitch, just hasn’t got a cure… My heart was under lock and key, but somehow it got unhitched… I never thought my heart could be had… But now I’m caught and I’m kind of glad To be bewitched… Bewitched!”.

>> Diversos atores de A Feiticeira podem ser vistos também (mas não juntos) em episódios do seriado Além da Imaginação. Entre eles estão Dick York (James), Agnes Moorehead (Endora), David White (Larry) e Elizabeth Montgomery (Samantha).

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>>
 Um filme foi produzido para o cinema em 2005, versão do seriado (foto ao lado). Teve Nicole Kidman no papel principal, Will Ferrell como James Stephens, Shirley MacLaine como Endora e atores do calibre de Michael Caine e Steve Carrell no elenco.


 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 23 mai 2019 16:05Atualizado em: quinta-feira, 23 mai 2019 16:06
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