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Entrando em campo

Tudo indica que, no Brasil de imenso litoral, os olhos estão voltados para o Interior. E é fácil entender. É no agronegócio que o dinheiro está. É o homem (e a mulher) do campo quem pode comprar. É esse povo que pode pagar, mesmo que seja caro. Foi o único setor a crescer em meio á pandemia: 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em relação aos últimos três meses de 2019, segundo o IBGE. Não é pouco em relação ao muito movimentado normalmente.

Não é por acaso que agro é tech, pop, hip, hop...

E o que isso tem a ver com carros está claro. Picapes grandes têm caçambas grandes e nelas é possível levar muita coisa grande e pesada. Os representantes do campo carregam coisas grandes e pesadas. Picapes grandes têm versões 4x4, ideias para terrenos sem asfalto. Os representantes do campo andam (muito) em terrenos sem asfalto, por vezes encharcados. Versões 4x4 custam mais caro que as 4x2. Os representantes do campo estão podendo pagar.

Pronto: eis um nicho que merece atenção.

A Chevrolet percebeu isso logo e voltou a S10 para o agronegócio. É evidente que quer vender para todos os públicos, mas no setor economicamente mais forte você apresenta o produto que parece ideal para seus representantes. Enaltece a capacidade da caçamba, o desempenho no fora de estrada e tenta convencer o maior número de compradores.

Então vem a Ford e não coloca a Ranger como uma picape voltada para o setor, mas fica de olho na mídia direcionada e direciona uma boa parte de sua verba de publicidade.

Então vem a Mitsubishi e pá!!! Foca sua picape no agronegócio, mas mantém o velho e conhecido conceito de dar atenção a quem gosta de

Um bom off-road e também a quem usa muito a caçamba e a capacidade de reboque para colocar seus materiais e rebocar desde jet-skis até barcos.

A nova L200 Triton Sport 2021 traz como grandes novidades um design totalmente redesenhado em linha com a nova identidade da maca: o conceito Advanced Dynamic Shield. Vem também um novo conjunto de transmissão, agora com seis velocidades, novo sistema multimídia da marca JBL com tela de 7 polegadas e maior capacidade de carga e reboque.

O veículo também foi equipado com Sistema de Frenagem Autônoma (FCM) e Sistema de Monitoramento de Ponto Cego (BSW), além da tração Off Road Mode, que adapta automaticamente as características de tração, aceleração e torque ao terreno em que o veículo está trafegando, com um toque em um botão.

Já tivemos a oportunidade de acelerar a L200 em meio a muita terra em Catalão (GO), onde fica a fábrica da marca. Manda maravilhosamente bem. Ah, sim, estávamos em um ambiente totalmente voltado ao agronegócio. E a L200 representa bem por lá.

Aceleremos!!!

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Fotos: Divulgação

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: domingo, 30 ago 2020 23:03Atualizado em: domingo, 30 ago 2020 23:06
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De dentro para fora

É preciso entrar com uma música impactante, imagens das rodas passando na lama, o carro andando inclinado, atravessando qualquer obstáculo fora da estrada e o locutor com uma fala forte, repetindo o adjetivo “arrojado”. É fundamental enaltecer as características do motor, os múltiplos cavalos oferecidos e o 4x4.

Será mesmo?

A Chevrolet não pensa assim.

Tanto é verdade que a nova S10, tão propagada e propagandeada, chegou à linha 2021 sem nenhuma alteração no motor. Nenhuma. No entanto, ganhou em tecnologia, sobretudo com a introdução da internet a bordo, um sistema que já vem desde o lançamento do Tracker.

Ao entregar a nova S10, a Chevrolet definiu de uma maneira muito clara quem é seu público-alvo: os representantes do agronegócio. Aliás, não é de hoje que a marca coloca sua picape com ampla oferta para esse setor da economia. Tanto que o marketing investe bastante em mídias que tratam exclusivamente do agronegócio. E a verdade é que o homem do campo (e a mulher também) necessita tanto da internet quanto aquele que jamais sujou os sapatos italianos na terra vermelha. Os olhos estão nos representantes bem-sucedidos do agronegócio, aqueles que negociam com o mundo inteiro.

Não é de hoje que a Chevrolet trabalha na vanguarda da tecnologia para produtos mais acessíveis ao mercado brasileiro. Trouxe, em 2015, o OnStar, que funciona mais ou menos como a Siri, nos aparelhos da Apple. O OnStar permite monitorar o veículo a distância, travar ou destravar as portas pelo celular, reservar restaurantes, se informar das notícias do dia, previsão do tempo, pegar uma indicação de restaurante etc. Tem até conciérge. Dá para ligar de dentro do carro e falar com um atendente.

Foi a Chevrolet quem trouxe o MyLink. Os celulares Android e Apple Car Play colocaram apps como Maps, Spotify e Siri, operando na tela de 7 ou 8 polegadas do dispositivo da Chevrolet. O MyLink não reproduz a tela do celular, mas faz estes e outros aplicativos funcionarem como se fossem nativos do dispositivo.

A Chevrolet S10 2021 segue com o 2.5 flex com injeção direta, que entrega até 206 cv de potência e 27,3 kgfm de torque (197 cv e 26,3 kgfm com gasolina) com câmbio manual ou automático de seis velocidades e tração 4x2 e 4x4, além do 2.8 turbodiesel de 200 cv e 51 kgfm de torque (são 44,9 kgfm na transmissão manual). A novidade é a volta do 2.8 com câmbio manual para a versão LS 4x4.

Ah, ganhou frenagem de emergência.

Há quem diga tratar-se do melhor produto do segmento. Não posso dizer o mesmo, porque falta o acesso à S10,

Aceleremos!!! Se nos for permitido...

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: sexta-feira, 21 ago 2020 22:53Atualizado em: sexta-feira, 21 ago 2020 22:54
  • Chevrolet   S10   
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Una Nuova Strategia

“A Fiat é uma boa marca, mas não tem variedade de produtos”.

“A Fiat tem bons carros, mas há muito tempo não traz nada impactante”.

“A Fiat não tem um SUV para competir. Com o Freemont não dá”.

“A Fiat...”

Acabou! Acabou! E não é tetra, embora Roberto Baggio tenha chutado o pênalti para fora do Rose Bowl e a Fiat vista a camisa azurra. Acabou ou vai acabar a chuva de mas, porém, contudo, entretanto que a Fiat enfrenta nos últimos anos. Os planos da marca para os próximos dois anos envolvem preencher os vácuos os quais deixou existirem e dar alguns passos além.

Tem até carro elétrico nessa brincadeira.

De acordo com a Fiat, as ações envolvendo a chegada da nova geração da Strada motivaram as medidas. Segundo a marca, a nova Strada registrou 10 mil unidades vendidas em três semanas, sendo a maioria antes do lançamento da picape, há cerca de um mês. Não é de se estranhar. A Strada não só é a picape compacta mais vendida do Brasil como figura costumeiramente no top 10 do mercado nacional.

Aí falamos de todas as carrocerias juntas.

Então chegamos a uma das razões para a Fiat não ter acompanhado tão de perto as tendências do mercado. A Strada, por exemplo, não sofria nenhuma mudança (ne-nhu-ma) desde outubro de 2013. E ainda assim vende mais que qualquer concorrente. Bem mais.

Mas como estamos falando sobre o futuro, idealiza aí algo até 2022. Vamos lá! A Fiat prepara a chegada de dois SUVs. Hoje, a marca só tem a Freemont que não emplaca, é muito grande, tem motor só a gasolina e bebe uma barbaridade. O primeiro dos dois utilitários esportivos está planejado para 2021.

No ano seguinte, o segundo modelo deve estrear no Brasil. Esses veículos terão em comum a nova central multimídia UConnect 7”, com projeção sem fio para Apple Carplay e Android Auto. O equipamento já se encontra nas picapes Toro e Nova Strada e chegará aos demais veículos da gama.

O que a marca deve oferecer é um crossover para concorrer com Nissan Kicks, Honda HR-V, Renault Duster, Volkswagen T-Cross, Ford ecoSport e afins e um SUV maior para tentar bater Honda CR-V e Volkswagen Nivus, entre outros.

As novidades futuras também estarão presentes nos trens de força, com novos motores turbo flex de três e quatro cilindros e a introdução do câmbio CVT em importantes produtos da gama.

Não adianta resistir, gente! Motor turbo é o que há.

A ofensiva de produtos também passa pela eletrificação, com a vinda ao Brasil do 500, agora 100% elétrico. O hatchback chegará à terceira geração com linhas mais suaves e arredondadas. A previsão é de autonomia de 300 km.

De alguma maneira a Fiat sentiu o mercado e cansou de correr por fora. E olha que a marca costuma acertar nas decisões. No último ano em que impactou o mercado, 2016, a Fiat apresentou com um mês de diferença o Mobi e a Toro. Um hatch muito compacto e uma picape média. Dois produtos inéditos. Achavam que o Mobi mataria o Uno ou os dois morreriam abraçados. Não foi o que aconteceu. E a Toro está lá, deixando a Renault Oroch muito para trás desde que foi lançada.

Aceleremos!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: sexta-feira, 24 jul 2020 06:14Atualizado em: sexta-feira, 24 jul 2020 06:15
  • Fiat   SUVs   concorrência   
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Nicho

Há uma máxima no Jornalismo que resume em duas palavras uma parte integrante do...Jornalismo: sempre fecha. Basicamente, as palavras resumem o fechamento de qualquer publicação, ou seja, o momento em que os textos chegam, as fotos são escolhidas e as páginas finalizadas. Era um termo mais comum nos tempos em que os jornais impressos tinham bem mais penetração do que hoje, mas isso não significa que tenha perdido força. Sempre fecha.

O Jornalismo Automotivo engloba uma segunda frase (porque quem edita revista sabe que sempre fecha), um pouco mais longa mas não menos verdadeira: sempre há público. Para os mais preguiçosos é possível resumir toda a ideia em uma palavra com cinco letras: nicho.

Expor termos internos do Jornalismo ajuda a entender a expectativa que o mercado vem observando desde o fim da tarde de sexta-feira, quando o Land Rover Defender 2021 foi apresentado de maneira oficial e já entrou em um sistema de pré-vendas. Trata-se de um dos melhores SUVs que o Brasil já recebeu na história e basta pegar a ficha técnica para ter certeza. Só que muita gente pode perguntar quem paga R$ 400 mil em um carro no mesmo período em que a economia nacional retrai.

A resposta é: sempre há público.

O Land Rover Defender não é, necessariamente, um carro de nicho, ou seja, que terá um público restrito e muito bem definido. É, sim, um carro para qualquer ser humano que goste de SUVs e tenha seus R$ 400 mil para investir em um carro. Só que a própria Land Rover tratou de focar o modelo em um nicho, sobretudo os grupos que curtem um off-road bem pesado. O Land Rover Defender é um dos carros mais preparados para o fora de estrada.

O modelo tem motor P300 a gasolina de 300 cv e 40,8 kgfm de torque, com transmissão automática de oito velocidades. Para reforçar o 4x4, traz nova arquitetura D7x, projetada para situações extremas e feita de uma construção monobloco de alumínio. Ela é dez vezes mais rígida do que o Defender anterior.

O Defender 110 é equipado com sistema de suspensão a ar de série, novidade no modelo. Ele traz o sistema Adaptive Dynamics, capaz de monitorar os movimentos do veículo 500 vezes por segundo e fazer o modelo reagir quase instantaneamente às condições de piso e dirigibilidade. Ele também detecta condições off road, otimizando a altura de suspensão automaticamente de acordo com o momento. O sistema de ar pode elevar a carroceria a até 145 mm, quando necessário.

A nova arquitetura da carroceria oferece 291 mm de distância do solo – 20 mm mais alto do que em qualquer SUV da Land Rover – e geometria off road de classe mundial dá ao modelo 110 ângulos de aproximação, partida e saída de 38, 28 e 40 graus (altura off-road), respectivamente. Sua capacidade de transposição em trechos alagados é de até 900 mm.

Toda essa descrição torna o defender uma maravilha, mas não exclui seu uso no asfalto. O torna, sim, mais completo. Só tem uma discordância: o motor poderia ser a diesel. Toda essa configuração com gasolina é como massa com bife de carne vermelha: não combina (me xinguem).

Aceleremos!!!

 

 

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E o Fox, hein?

A Volkswagen anda passando por uma fase de profusão neste espaço, mas não é por acaso: a marca anda apresentando algumas novidades interessantes para o mercado brasileiro. É verdade que o Nivus foi algo estrondoso e figura, hoje, como a aposta da marca que, enfim, entrou no universo dos SUVs mais “comuns”, mas vieram outras coisitas depois.

Essas coisitas estão nos modelos de entrada da Volks. E chama a atenção o destaque dado ao Fox, que nem traz grandes mudanças para a linha 2021, mas sim a curiosidade de ter uma linha 2021. Até outro dia disseram que o altinho estava fadado a acabar, teria vida curta, muito curta, já tinha acabado e iria sair de linha e então pá!!! Linha 2021 do Fox.

O Fox virá, a partir de agora, com a cinto de segurança de três pontos em todos os cinco assentos, que são acompanhados de apoios de cabeça individuais. Outra alteração é o sistema de fixação ISOFIX e Top Tether. Pronto, acabou. Mas é a linha 2021 de quem iria acabar.

O que mudou de fato foi o tratamento dado pela Volkswagen ao Fox. Se antes o hatch tinha uma ampla gama de versões, variantes e configurações, hoje dispõe de somente duas: Connect e Xtreme, esta mais aventureira. Mas o Fox segue. Se firme e forte não se sabe, mas segue.

Tinha também o SpaceFox, a versão wagon do hatch. Esta sim, foi embora. Tivemos a oportunidade de testar. Bom carro, mas como a carroceria era mais pesada para o mesmo motor, acabava consumindo muito combustível. Interessante era ter seis marchas em um câmbio manual.

Aliás, outro dia tinha um SpaceFox rebaixado na Ponta da Praia.

Re-bai-xa-do.

O que leva um ser a rebaixar um SpaceFox?

Já não bastava o Celta no Guarujá...

Aceleremos!!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: quarta-feira, 08 jul 2020 18:24Atualizado em: quarta-feira, 08 jul 2020 18:35
  • Volkswagen   Fox   novidades   
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O mundo automotivo dentro e fora da estrada! Pelo jornalista Paulo Rogério, especializado em automobilismo.