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Banda A Cor do Som se apresenta no projeto O Som das Palafitas do Arte no Dique

O projeto O Som das Palafitas do Instituto Arte no Dique tem levado ao público grandes nomes da música brasileira como Hamilton de Holanda, Luiz Caldas, Armandinho Macedo e Geraldo Azevedo. E retorna em 29 de julho, um domingo, com A Cor do Som. A abertura da noite ficará a cargo do grupo santista Barracos.

 

Segundo o jornalista Antônio Carlos Miguel, especialista na área musical com 40 anos de carreira e membro votante do Grammy Latino, A Cor do Som é “caso raro de grupo que se mantém unido e criativo em quatro décadas de carreira. O repertório de ‘40 anos’ tanto aponta para o futuro, com cinco canções novas, quanto reafirma o passado original da banda, em sete regravações de clássicos tirados de seus primeiros álbuns. O resultado é vintage, fiel ao estilo criado por Armandinho, Dadi, Mú Carvalho, Gustavo Schroeter e Ary Dias; e contemporâneo, em refinada produção do Roupa Nova Ricardo Feghali (que também participou no piano ou nas programações e dividiu os arranjos com A Cor do Som).

 

Com sua inusitada e orgânica fusão de pop, choro, trio elétrico e progressivo, A Cor do Som foi a grande surpresa da música brasileira em fins dos anos 1970, antecipando o rock que iria imperar na década seguinte. O grupo começou a nascer no primeiro álbum solo de Moraes Moreira, em 1975, recém-saído dos Novos Baianos. Estavam nessas gravações Dadi (o jovem baixista carioca que tinha entrado para a comunidade musical dos Novos Baianos e também tocava com Jorge Ben), Armandinho (o mestre da guitarra baiana e do bandolim, filho do Osmar, um dos inventores do trio elétrico) e Gustavo (outro carioca, baterista que veio do grupo A Bolha e também músico de Jorge Ben), com  Mú (pianista e tecladista, irmão caçula de Dadi) estreando profissionalmente em uma faixa - e, logo em seguida, incorporado à banda nos shows. Já Ary Dias (percussionista baiano que veio de Banda do Companheiro Mágico), tocou no disco de estreia d’A Cor, mas só entrou oficialmente, completando a formação clássica, a partir do segundo álbum.

           

Como Dadi, mais de três décadas depois, contou no livro de memórias ‘Meu caminho é chão e céu’ (Record, 2014), a paixão de Armandinho e Mú pelo choro foi o estímulo para as primeiras músicas do grupo que começava a nascer. Quanto ao nome, foi pedido emprestado a Galvão e Pepeu Gomes, que chamavam de A Cor do Som o núcleo instrumental dos Novos Baianos.

 

Após dois discos instrumentais de grande repercussão junto à crítica, ‘A Cor do Som’ (1977) e ‘Ao vivo’ (registro do show no Festival de Jazz de Montreux, em julho de 1978), as portas se abriram de vez para o grupo quando Armandinho, Dadi e Mú também assumiram os microfones. Parcerias deles com, entre outros, Moraes Moreira e Fausto Nilo ou composições feitas especialmente para A Cor por Caetano e Gil garantiram as altas execuções nas emissoras de rádio e TV e os shows lotados por todo o Brasil.

 

Sucesso sem precedentes que durou por cerca de cinco anos, até o grupo ser atropelado pelo rock da geração seguinte. A partir do século XXI, o original som d’A Cor, que antecipava a mistura do rock com ritmos brasileiros, voltou a ser valorizado, citado como referência por muitos dos artistas que surgiram depois. Reconhecimento que é celebrado agora em “40 anos”. Como os bons vinhos, A Cor do Som soa melhor ainda com o passar do tempo, e brinda com esse diversificado leque de convidados.”

 

 

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  • Publicado por: Sarah Campos
  • Postado em: domingo, 08 jul 2018 23:18Atualizado em: segunda-feira, 01 jan 1900 00:00
  • Banda   Show   Arte no Dique   
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Programa Criando Oportunidades 2020, em Cubatão, divulga cronograma

O Programa Criando Oportunidades 2020, realizado pela ASABAMC- Associação dos Amigos da Banda Marcial de Cubatão em parceria com a Prefeitura de Cubatão, pela Secretaria de Cultura, divulga seu cronograma deste semestre. O projeto acontece de agosto a dezembro e contempla apresentações da Banda Marcial de Cubatão e seu Corpo Coreográfico, Coral Zanzalá, Coral Raízes da Serra, Banda Marcial Infantil e oficinas de formação musical e dança coreografada.

Apresentações

Em virtude da pandemia do coronavírus e das necessidades atuais de distanciamento social, todas as apresentações dos grupos serão online ou gravadas e disponibilizadas gratuitamente na internet. “Do presencial para o virtual, as aulas e apresentações virtuais mostram um novo pensar da diversidade do conhecimento. A arte, como todo o planeta, está em reconstrução. É baseado nesse novo conceito que o Programa Criando Oportunidades fundamenta as suas ações”, ressalta o coordenador Milton Custódio Simões.

O programa musical acontecerá de outubro a dezembro, no formato de apresentações – em formato pocket - com duração de no máximo 15 minutos cada, levando à população temas variados: da música popular brasileira a trilhas de filmes e desenhos de sucesso.

Oficinas

De agosto a dezembro ocorrem as oficinas formativas com a carga horária de quatro horas semanais, divididas segundo o cronograma pedagógico proposto.

As oficinas de trompete, trombone, trompa, euphonio, tuba, teoria musical, percussão e marcha coreografada são direcionadas aos alunos cadastrados na Banda Marcial Infantil de Cubatão.

O projeto conta com sete arte-educadores, um coordenador artístico e um coordenador pedagógico que também se disponibilizaram a dar aulas (como voluntários) no programa das oficinas. A estimativa é atender a 100 alunos até dezembro deste ano.

Na segunda quinzena de setembro, se houver disponibilidade de vagas, será aberto um programa de inscrições para novos alunos.

No sábado, 1º de agosto, houve oficina de capacitação para os arte-educadores e coordenadores das oficinas, proporcionando conhecimento teórico e prático no uso da ferramenta Google Meet, adotada para realização das oficinas.

“As aulas do mês de agosto são bem especiais. Tanto os arte-educadores quanto os alunos entram numa didática totalmente nova. O primeiro mês está focado para o conhecimento da ferramenta Google Meet, utilizada para o contato de todos, além das aulas grupais, links de pesquisas e vídeos conceituais. Como as aulas não são presenciais, o projeto atenderá em primeiro momento os alunos da Banda Marcial infantil, pois todos os componentes têm instrumento musical em casa, através do termo de empréstimo da ASABAMC, responsável pelo programa”, explica o coordenador.

Inclusão

Nesta edição alunos que não possuem instrumentos poderão adquirir os seus gratuitamente para a aprendizagem. “Este ano compraremos alguns instrumentos da linha estudante de sopro e percussão. Serão adquiridos cornets, trompetes, trompa, tuba, caixa de marcha e prato a dois. Após as tratativas de orçamentos, compra e registro da aquisição dos instrumentos, poderão ser atendidos outros jovens iniciantes na arte musical”, destaca Milton.

Sobre o Criando Oportunidades

O Programa Criando Oportunidades 2020, termo de fomento 008/20, é uma parceria da ASABAMC- Associação dos Amigos da Banda Marcial de Cubatão com a Prefeitura de Cubatão, através da Secretaria de Cultura, por meio de emendas impositivas da Câmara, direcionadas através dos vereadores Ivan Hildebrando, Marcio Silva Nascimento (Marcinho), Rafael Tucla e Érika Verçosa. Informações podem ser acompanhadas pela página do Facebook – ASABAMC – Associação Amigos da Banda Marcial de Cubatão

 

 

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  • Publicado por: Sarah Campos
  • Postado em: quinta-feira, 06 ago 2020 12:49Atualizado em: segunda-feira, 01 jan 1900 00:00
  • Cultura   Música   Banda